205. UM EDIFÍCIO MARCANTE
O GRANDE HOTEL GUADIANA é, sem dúvida, o edifício mais marcante e também o mais bonito (a questão de gosto é discutível) da frente ribeirinha do rio Guadiana em Vila Real de Santo António, agora junto ao porto de recreio.

.
...


De facto, este edifício surge como elemento marcante numa frente construída harmoniosa, que apenas pontua, sem distorcer: o gaveto é sublinhado (aspecto importante nos traçados pombalinos), a unidade urbana é enriquecida e ganha um novo significado, uma nova referência.
Infelizmente, não é o que acontece hoje em dia nas nossa cidades, onde surgem edifícios «marcantes» em todo o lado, não só em todas as esquinas, como também em todos os intervalos...
O problema da unidade urbana é um dos problemas mais graves do urbanismo e da arquitectura actuais - um problema que com o correr dos tempos foi sendo esquecido e hoje completamente desprezado. Daí resultou essa confusão arquitectónica em que vivemos, desfigurando os conjuntos urbanos de todas as cidades modernas.
[A] confusão existente é aceite e permitida sem discussão. Ao projectar seus edifícios o arquitecto esquece a relação que deveria existir entre eles e o ambiente no qual estão inseridos e a ideia do show arquitectural prevalece e a unidade urbana, já tão ofendida, ainda mais se agrava.
Oscar Niemeyer, Conversa de Arquitecto. 1993.
Categoria: A ARQUITECTURA
Tags: Imagem Edifício Grande_Hotel Rio Guadiana Frente_ribeirinha Porto_de_recreio Elementos_decorativos Fachada Gaveto Unidade_urbana Significado Referência Urbanismo Vila_Real Santo_António Algarve Portugal Oscar_Niemeyer Conversa_de_Arquitecto
Do Melhor
Linkk |
del.icio.us



[39]
22 Novembro '09
Mais informação no postal
Próxima Campanha de
DIGNIDADE e JUSTIÇA para







SIGN the Call to Action
..
..
..
..
..
..
..
..
..
..
Em Portugal não se faz urbanismo há muitos anos. Os planos urbanísticos actuais são verdadeiras aberrações que impedem qualquer criatividade, qualquer qualidade. A última vez que se fez urbanismo em Lisboa foi nos anos 60, nos Olivais - e esta afirmação não significa que aprecie as opções aí tomadas, mas quer tão só constatar que foi feito urbanismo.
Um exemplo recente de que tive conhecimento - o Plano de Pormenor da Quinta do Barão, em Carcavelos (Câmara Municipal de Cascais) - é uma vergonha de facto, sem qualquer princípio de estrutura, funcionalidade e coerência urbanas.