203. A CARTA DA TERRA - THE EARTH CHARTER
A gravidade dos problemas com que a Humanidade se defronta actualmente levou as Nações Unidas a instituir a Década da Educação para um Futuro Sustentável, que está a decorrer desde 2005 até 2014.Neste âmbito, A CARTA DA TERRA foi considerada como ferramenta educativa por excelência e como marco de referência ética para a construção de um mundo mais justo, sustentável e pacífico.
A Carta da Terra foi oficialmente apresentada a 29 Junho 2000, no Palácio da Paz, em Haia, numa cerimónia presidida pela Rainha Beatriz da Holanda. Desde então, já foi subscrita por milhares de organizações (governamentais ou não), associações e pessoas individuais. O documento afirma a necessidade de um desenvolvimento sustentável e apela à reverência pelo mistério da existência, à gratidão pelo dom da vida, à humildade do ser humano perante a Natureza e ao nosso (de todos os povos) sentido de responsabilidade universal.

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De entre as considerações expostas no Preâmbulo da Carta da Terra, salienta-se que:
Devemos conjugar esforços para gerar uma sociedade global sustentável, baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça económica e numa cultura de paz.
Para alcançar este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos a nossa responsabilidade uns para com os outros, para com a grande comunidade da vida e para com as gerações futuras.
A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. [...] A protecção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.
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Os PRINCÍPIOS expressos n' A Carta dividem-se em quatro grandes capítulos, dos quais apresento aqui alguns excertos significativos:
I - O RESPEITO PELA VIDA
. Respeitar a Terra e a vida em toda a sua diversidade.
. Garantir as dádivas e a beleza da Terra para as gerações actuais e futuras.
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II - A INTEGRIDADE ECOLÓGICA
. Proteger e repor a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial preocupação pela diversidade biológica e pelos processos naturais que sustentam a vida.
. Adoptar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.

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III - A JUSTIÇA SOCIAL E ECONÓMICA
. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.
. Garantir que as actividades e as instituições económicas promovam o desenvolvimento humano de forma equitativa e sustentável.
IV - A DEMOCRACIA, A NÃO VIOLÊNCIA E A PAZ
. Fortalecer as instituições democráticas a todos os níveis e promover a transparência e a prestação de contas no exercício do governo, a participação efectiva na tomada de decisões e o acesso à justiça.
. Promover uma cultura de tolerância, de não violência e de paz.
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A CONCLUSÃO - O CAMINHO A SEGUIR:
A nossa diversidade cultural é uma herança preciosa e as diferentes culturas saberão encontrar as suas próprias e diferentes formas de concretizar esta visão [de um modo de vida sustentável e de um sentido de responsabilidade universal].
Devemos aprofundar e expandir o diálogo global que originou a Carta da Terra, porque ainda temos muito que aprender na procura conjunta da verdade e da sabedoria.
A parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma governação eficaz.
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[Hibiscus rosa-sinensis].
Categoria: TEMAS UNIVERSAIS
Tags: Carta_da_Terra Nações_Unidas Educação Ética Vida Universal Direitos_humanos Justiça Paz Natureza Biodiversidade Sistemas_ecológicos Cultura Diálogo Verdade Sabedoria Sustentabilidade Responsabilidade Imagem Pomba Árvore Cascata Montanha Azulejos
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Belíssimas imagens, minha amiga.
Belíssimas palavras, também:
Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova veneração face à vida...
Nunca esquecendo de que não há verdadeira vida sem liberdade e que a felicidade jamais poderá obter-se por decreto.
Este documento é na realidade, e em todos os aspectos, um marco de referência ética para a construção de um mundo mais justo, sustentável e pacífico.
Obrigada, Zé.
você é um anjo de coração puro. Belissimas fotos parabens
Duda, o seu comentário deixa-me sem palavras. É muita gentileza da sua parte - muito, muito obrigada.
Maravilha de mensagem. No tempo em que o ser humanizado se entender como partícula do Todo, conhecendo-se como Força e Matéria, entendo as interligações no conjunto deste e de outros universos, então deverá alcançar o propósito de preservar o Todo, pelo próprio interesse de preservar a si mesmo; Acabará por entender que o amor ao próximo nada mais é, que o amor à ele. E, talvez, através desse amor, surja o respeito pela Natureza em sua plenitude.
Parabéns mais uma vez. Sou grande fã e divulgo idéias e mensagens aqui expostas, sempre que possível.
Att
Nena
Exactamente, Nena. Mas o ritmo de vida dito «civilizado» (principalmente nas grandes cidades) não deixa tempo nem disponibilidade às pessoas para pensarem naquilo que é verdadeiramente importante. E os nossos políticos, não sei que manuais estudam, mas não é a Carta da Terra de certeza - senão a Humanidade não estava na confusão em que está ...
Penso que o importante é divulgarmos o mais possível esta e outras mensagens de Justiça e Paz, de respeito pela Natureza e pelos Direitos Humanos. Quanto mais pessoas estiverem cientes destes valores, mais fácil será tender para o equilíbrio do Universo em evolução.
Muito obrigada pelo seu interesse e pela sua participação.