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169. MOSAICOS POLÍCROMOS EM CONÍMBRIGA

A cidade romana de Conímbriga (cujo apogeu parece situar-se entre os séculos I e III) desenvolveu-se num planalto que apresenta vestígios conhecidos de ocupação humana desde finais da Idade do Bronze, próximo de Coimbra, no concelho de Condeixa-a-Nova.
As Ruínas de Conímbriga foram classificadas como Monumento Nacional em 1910.

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Uma das características mais notáveis das construções de Conímbriga é a profusão de elementos decorativos, nomeadamente de mosaicos: na sua maioria, são composições geométricas de reticulados, axadrezados e imbricados, em bicromia (preto e branco), com predomínio do fundo branco.
Também aparecem, no entanto, motivos centrais e padrões polícromos, por vezes figurativos e muito pormenorizados, de grande riqueza e valor artístico.

Mosaico polícromo nas ruínas romanas de Conímbriga - Coimbra, Portugal

Mosaico polícromo nas ruínas romanas de Conímbriga - Coimbra, Portugal

Mosaico polícromo nas ruínas romanas de Conímbriga - Coimbra, Portugal

Três exemplos de mosaicos polícromos nas ruínas romanas de Conímbriga.
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Os materiais usados nestes mosaicos incluem os calcários da região, que por si só fornecem uma ampla paleta de cores, e o vidro. A densidade das tesselas (pedrinhas) por decímetro quadrado varia desde 60-70, nos mosaicos mais simples, até 300-400 (!!!) nas composições mais elaboradas. De referir que estes valores mais elevados de densidade correspondem, na prática, a tesselas de 3-5 milímetros, o que é de facto impressionante.
Referência bibliográfica: Miguel Pessoa, Contributo para o Estudo dos Mosaicos Romanos no Território das Civitates de Aeminium e de Conimbriga, Portugal. 2005.

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Ver também o postal sobre os MOSAICOS DE MILREU [em Estói, próximo de Faro].

Categoria: O PATRIMÓNIO

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Comentários(2) »

  1. zedeportugal — 12-08-2008 - 12:57:08 GMT 1

    Uma calçada tão bem feita que durou 20 séculos. A maior parte das calçadas feitas actualmente não chegam a durar 20 meses. Faz-se mal feita porque se faz o mais barato possível - com os piores materiais e a mão-de-obra menos competente. Depois volta a fazer-se e a repara-se vezes sem conta... Que extraordinária lição de estupidez económica!

  2. am.ma — 13-08-2008 - 18:07:44 GMT 1

    É isso mesmo, Zé de Portugal.
    O grande problema das calçadas actuais é o facto de assentarem a pedra na horizontal e não como deveria ser - na vertical - para as peças ficarem travadas. Tudo isto, é claro, para poupar pedra e fazer mais barato. Mas também é claro que o barato sai caro!

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