(144) POMBOS NAS ÁRVORES


Os pombos urbanos, descendentes dos Pombos-da-rocha (Columba livia), demonstram uma capacidade notável de adaptação a diferentes tipos de ambientes e dietas. Aqui, sobre um Lódão-bastardo (Celtis australis), de cujas bagas se alimentam - embora ainda estejam verdes!
Finais de Abril, Cascais.
A ver também, o postal (75) Os Sobreviventes.
Categoria: NATURALMENTE
Tags: Pombo Pombo-da-rocha Columba_livia Ambiente Dieta Bagas Lódão-bastardo Celtis_australis
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Li numa revista (ou jornal) dedicados a assuntos veterinários que os pombos comuns podem viver cerca de 15 anos, mas que nas nossas grandes cidades raramente ultrapassam os 5 ou 6 anos de vida. Isto deveria ser um alerta (e uma lição) para o cada vez maior número de pessoas que se acumula nos grandes centros urbanos. Mas, infelizmente, as nacionais autoridades de saúde não ligam nenhuma a estas informações, apostando quase tudo na formas de medicina paliativas e quase nada nas preventivas.
Ouvi (ou li?, já não sei, que a informação é cada vez mais dispersa) que a prevalência da diabetes em Portugal tem aumentado fortemente, com crescimento particularmente notório nos grupos etários mais jovens - chamam-lhe, agora, a epidemia silenciosa.
Como se vê, são enormes as "conquistas" deste modelo da sociedade que tem vindo a ser implantado cá pelo torrão lusitano, pelos "technological stupids impowered" (tradução: os estúpidos tecnológicos no poder). São tão estúpidos que nem conseguem aproveitar o usual atraso no desenvolvimento (palavra cada vez mais perigosa, esta) para escolherem outras vias e soluções... Não senhor: segue-se exactamente o mesmo modelo que os outros já seguiram, caindo exactamente nos mesmos erros.
Realmente, este nosso modo de vida nas cidades - tanto para os bichos como para nós - é cada vez mais perigoso e suicida.