(111) O MAR ÀS VEZES . . .
. . . parece um véu diáfano, outras pó verde. Às vezes é dum azul transparente, outras cobalto. Ou não tem consistência e é céu, ou é confusão e cólera. De manhã desvanece-se, de tarde sonha. (...)
Diferentes verdes bóiam na água, esbranquiçados, transparentes, escuros, quase negros, misturados com restos de onda que se desfaz e redemoinha até ao longe.
Raul Brandão, Os Pescadores. 1923. [Ler excerto alargado]



Categoria: O LITORAL
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Águas vivas...
Não te parecem pinturas?