(106) REAL FÁBRICA DE TABACOS
A Reitoria e algumas Faculdades da Universidade de Sevilha estão instaladas, desde meados do século XX, na (antiga) Real Fábrica de Tabacos, um edifício de Arquitectura industrial do século XVIII.

Entrada principal da Reitoria.
.


De referir, como curiosidade, que a heroína de Carmen (Prosper Mérimée, Georges Bizet) «trabalhava» na Real Fábrica de Tabacos de Sevilha.
Categoria: A ARQUITECTURA
Tags: Imagem Real_Fábrica_de_Tabacos Arquitectura Industrial Século_XVIII Universidade Sevilha Reitoria Carmen Prosper_Merimée Georges_Bizet Espanha
Do Melhor
Linkk |
del.icio.us



[18] 28 Junho '09

See your world in a whole new light


DIGNIDADE e JUSTIÇA para






SIGN the Call to Action
..
..
..
..
..
..
..
Por cá haveria de ser uma triste repartição pública, com o edifício todo degradado à espera de um grande negócio para um qualquer ex-governante. ;)
Ou então acontecia o que está a acontecer ao Conservatório Nacional, a desfazer-se lentamente, apesar dos sucessivos e desesperados alertas - perante a indiferença geral dos responsáveis, incluindo os nossos deputados...
Entretanto, e precisamente quando andava à procura de elementos sobre o Conservatório, encontrei referências à existência de uma antiga Fábrica de Tabacos em Lisboa. Assim, Raúl Proença escreveu em 1924: «Entrando na rua Direita de Xabregas vê-se, à esq., a Fábrica de Tabacos, instalada desde 1845 no edifício do antigo convento de Xabregas, fund. no séc. XV no local em que, no reinado de D. Afonso III, fora um paço real, incendiado pelos castelhanos no cerco de Lisboa. O edifício actual data da reconstrução após o terramoto.» (Guia de Portugal - Vol. I. Ed. Fundação Calouste Gulbenkian, 1979).
Por outro lado, a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), na sua revista Monumentos nº 7 (Setembro 1997) inclui um artigo intitulado "Antiga Fábrica de Tabaco - Lisboa", com o sub-título "Reconversão do edifício em Centro de Acolhimento para os Sem Abrigo", da autoria de Teresa Poole da Costa (Arquitecta, da DGEMN). Deixo aqui a única referência "histórica" que se pode ler no artigo:
«A construção, de tipo industrial, assinala fortes indícios de se reportar já aos princípios deste século.»
(fundamentação e enquadramento de uma intervenção patrimonial, rigor técnico, Português correcto - isso é o quê? e para que serve?)...
SEM COMENTÁRIOS, que é para não dizer coisas feias!
Cara amiga,
Vê-se que não tem consultado muitos projectos da DGEMN, porque senão já estaria habituada à falta de rigor, falta de elementos, projectos incompletos, levantamentos sem datas, ...
A minha amiga não deve ter reparado no "rigor" do nome da sr.ª (Poole da Costa), nem na "correcção" do título (Arquitecta da DGEMN). Isso é que é importante; o resto são pormenores irrelevantes. ;)
Este lamentável estado de coisas só muda quando (se) as admissões de pessoal forem feitas com base no mérito próprio dos candidatos e não nas contas bancárias e nos favores distribuídos pelos respectivos padrinhos...