(60) O AZULEJO EM PORTUGAL
Azulejo - do vocábulo árabe al Zulaicj, que evoluiu para aljulej.
Os primeiros revestimentos cerâmicos usados em Portugal nos séculos XV e XVI mostram a origem do gosto pelo azulejo: a requintada presença árabe na Península Ibérica.
[...] Em finais do século XV e na primeira do XVI, o azulejo passa a ser utilizado em grande quantidade no revestimento de paredes monumentais. [...] A estética neoclássica foi assimilada pelo azulejo português no final do século XVIII e permaneceu até cerca de 1830. As composições são polícromas e luminosas, com grande predominância de fundos amarelos e brancos sobre os quais se destacam urnas, cestos floridos, laçarias, festões e grinaldas pendentes, plumas, aves e mascarões.
[...] A partir de 1851 surgiram várias fábricas de cerâmica que produziram grande quantidade de azulejos de padrão, em tecnologia semi-industrial e industrial, e que foram aplicados em numerosas fachadas por todo o país até cerca de 1920, criando uma nova paisagem urbana em Portugal.
Fonte: Portal do Museu Nacional do Azulejo
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Uma característica importante dos padrões de repetição [de azulejos] é o modo como as composições se organizam, evidenciando sempre (mais ou menos subtilmente) diagonais que constituem o contraponto das linhas verticais e horizontais, dominantes da arquitectura.
Rafael Salinas Calado, 5 Séculos do Azulejo em Portugal, 1985.


O azulejo é essencialmente um elemento animador da superfície, com propriedades de reflexão da luz, do calor e do som. [...]
Na maioria dos casos, não pode ser apreciado unitariamente, estando concebido para ser visto em conjuntos absolutamente integrados na arquitectura [...].
(idem, ibidem).
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Outros postais sobre azulejos: O Canal de Azulejos em Queluz e Um Painel de Maria Keil.
Categoria: O PATRIMÓNIO
Tags: Imagem Fachada Azulejo Aljulej Revestimento Cerâmica Composição Padrão Património Arquitectura Sintra Portugal
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22 Novembro '09
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Sobre o descaminho de azulejos e elementos arquitectónicos de edifícios históricos, recomenda-se a consulta ao site americano da actividade comercial do, até á pouco tempo, presidente da Associação Portuguesa de Antiquários, onde se pode observar um inacreditável catálogo de peças desses géneros, actualmente á venda nos E.U.A.
http://www.solarantiquetiles.com/
Não obstante não duvidar da licitude desta actividade, que não ponho em causa, é pertinente interrogarmo-nos sobre quantas destas exportações definitivas de património histórico-artístico com mais de cem anos, é que foram solicitadas, e autorizadas pelos serviços competentes do Ministério da Cultura ?
Antiquário que até presta serviços de consutadoria á PJ no programa "SOS Azulejo" (?).
http://mais.uol.com.br/view/7945qmbpogar/tradicionais-azulejos-de-lisboa-sao-cada-vez-mais-roubados-0402306ECC916326?types=A&
Peças que há cerca de duas décadas são sistematicamente furtadas em Portugal por catálogo e por encomenda, por elementos de uma organização criminosa internacional, constituida por bandos de gatunos operacionais, de etnia cigana, e seus associados italianos e dos Países Baixos, que os organizam e distribuiem a mercadoria ilícita pelo mercado mundial. Indivíduos sobejamente conhecidos das autoridades judiciais nacionais, e internacionais, e que estranhamente não são eficazmente combatidos. Sendo classificados de um "grupo de ladrões ainda não identificado" !
http://sic.aeiou.pt/online/video/informacao/Reportagem+Especial/2009/1/sospatrimonio.htm
Faz-se entretanto pesquisa na net, designadamente na Ebay, para alegadamente cumprir e explicar o desempenho de funções, onde se detectam azulejos a vulso, produto da pequena delinquência, e "esquece-se" o impune "comércio a grosso" das obras de arte valiosas.
http://video.msn.com/video.aspx?mkt=pt-br&vid=6f951fda-f648-4302-a426-462c531a269d
http://mais.uol.com.br/view/1575mnadmj5c/roubo-de-azulejos-em-portugal-ameaca-patrimonio-historico-040262DCC16366?types=A&
Com consideração.
Fiquei impressionada com a extensão deste flagelo.
O que não se percebe é como desaparecem painéis inteiros sem ninguém dar conta - ou então quem vê ou ouve tem medo e fica muito caladinho, porque se for à Polícia ainda se arrisca a ser tratado como presumível autor do roubo...
Nos edifícios e conjuntos construídos à guarda do Estado (como numa das reportagens e como no Palácio de Estói), é inadmissível a incúria que se verifica. A salvaguarda do Património não cabe nos orçamentos de Estado...
Muito obrigada.
A mim o que me parece é que a Policia portuguesa para abreviar e simplificar os esforços de investigação, como sabe que as peças que são canalizadas para o mercado nacional mais cedo ou mais tarde aparecem nas mãos de incautos antiquários e coleccionadores conhecidos, em vez de actuarem contra os gatunos (que nesta área são poucos, sempre os mesmos, e há muitos tempo conhecidos das autoridades) esperam simplesmente que sejam adquiridas e comprometem-nos por receptação ou co-autoria moral. Se alguém lhes aparece a fazer denuncias e a apontar os gatunos, o que lhes altera a bonomia da estratégia e lógica de investigação algumas vezes acabam implicados nos processos e sujeitos a retaliações. Existe uma permissividade táctica para com os autores dos assaltos, pois os policias na sua lógica acham que só existem ladrões porque "há senhores que lhes encomendam as obras de arte" !!!
É lamentável - não só este mísero estado de coisas como esta mentalidade tacanha...