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(41) AS ÁRVORES...

... são as mais belas, as mais imediatas das analogias.
[...] como elas, subir das raízes múltiplas à unidade do tronco e da unidade do tronco à diversidade dos ramos estendidos para todas as direcções do espaço.

Jean Prieur, Les Témoins de l'Invisible.

Tronco de Faia vermelha com ligaduras - Leida, Holanda

Faia vermelha, Fagus sylvatica Atropunicea - Leida, Holanda

Um exemplar excepcional de Fagus sylvatica Atropunicea (Faia vermelha, família Fagaceae), no Horto Botânico de Leida - Holanda.

O tronco e as pernadas apresentavam-se envoltos em «ligaduras», para controlar a transpiração da árvore, por causa de uma doença nas raízes. Aliás, pode constatar-se que a copa estava nitidamente debilitada, do lado esquerdo na imagem.

Categoria: A ÁRVORE

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Comentários(2) »

  1. zedeportugal — 07-02-2008 - 16:01:25 GMT 0

    Bloco Poético de Notas

    NATÁLIA CORREIA

    PRANTO DOS EUROPEUS À SAÍDA DO FESTIM IV
    Que fizemos das árvores? Era fácil pousar o ouvido num ramo que de longe trazia do fundo da infância os búzios encantados porque as árvores eram coisas que diante de nós estavam acontecendo num incrível passado. Uma peste com asas ensaiámos nos tubos de um ódio que á estrela feroz dos nascimentos a vida que nos deu não pode perdoar e ante a nossa presença se contorcem as árvores com romanzas de folhas brutalmente caladas pela estratégia sombria das piranhas metálicas que para o pesadelo de um ouro demoníaco arrastam a carcaça do verde e dos céus sáfaros como pétalas podres caem mortos os pássaros e à febre das areias que deliram ao sol arremessam as águas primeiras do dilúvio as espinhas dos peixes que dos bruscos terraços das ondas se despenham em luas de petróleo (De «O Anjo do Ocidente à Entrada do Ferro»)

  2. am.ma — 07-02-2008 - 23:31:50 GMT 0

    Sem meias-palavras nem meias-tintas, o melhor de Natália Correia - a verdade incisiva da sua escrita, e também das suas palavras, foi tantas vezes rechaçada por inconveniente ou incómoda ou politicamente incorrecta...
    E, no entanto, que visão profunda, que sentimento complexo, que percepção íntegra!
    QUE FIZEMOS DAS ÁRVORES?
    Obrigada, Zé!

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