(38) OS PEÕES NO CORAÇÃO DA CIDADE
«The Heart of the City» - O Coração da Cidade - foi o tema do oitavo Congresso Internacional de Arquitectura Moderna (Hoddesdon, Inglaterra, 1951), tema que foi aliás recentemente repescado, para iniciar a Conferência Internacional da Trienal de Arquitectura de Lisboa 2007.
Um dos princípios aprovados naquele Congresso, há perto de 60 anos, é o de que [nas cidades] a zona comercial central deve ser um local isento de tráfego, onde os peões se possam deslocar livremente.


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Na década de 50 do século passado, a zona comercial central da cidade americana de Fort Worth foi remodelada de acordo com aquele princípio, tendo-se eliminado toda a circulação motorizada numa área de 256 hectares (!). Resultado: novas instalações culturais e recreativas e um acréscimo extraordinário da vivência humana - a área ocupada pelo pequeno comércio aumentou 300%, a de escritórios 60% e a de hotelaria 80%. SEM COMENTÁRIOS!
(Fonte: Eng. Ferreira do Nascimento, Planeamento das Circulações Urbanas - Colóquio sobre Urbanismo, Lisboa 1961).
E, no entanto, ainda hoje em Portugal, alguns grupos de comerciantes continuam a mover todas as influências possíveis para manter o trânsito automóvel à porta das suas lojas, nos centros urbanos, defendendo acerrimamente que isso é que é bom (para o negócio)...
Categoria: A CIDADE
Tags: Imagem Centro Cidade Rua Peões The_Heart_of_the_City O_Coração_da_Cidade Congresso_Internacional Arquitectura_Moderna Hoddesdon Londres Reino_Unido Viena Áustria
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DIGNIDADE e JUSTIÇA para



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- deu entrada na Assembleia da República, a 8 Maio 2008, com




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Muito haveria que dizer sobre este tema, mas não será este o espaço mais apropriado para isso. Aqui, quero apenas chamar a atenção para as infelizes consequências (cada vez mais óbvias) do cometimento legal da construção do espaço público dentro das cidades aos arquitectos "fazedores de paredes". O urbano torna-se cada vez mais árido, cheio de barreiras físicas e visuais, não se distinguindo o "dentro" do "fora", o amplo do contido, o abrigo do exposto. Estas uniformidade e limitações têm graves consequências ao nível psicológico nos citadinos, que vão estar cada vez mais deprimidos, angustiados, acossados. E, se há aqueles que têm dinheiro para compensar esta sufocação comprando casas de fim de semana em sítios rurais, todos os outros, os mais pobres, que são a maioria, pagam caro em sofrimento esta estúpida opção. O quer mais custa, no entanto, é saber que muitos outros povos já passaram por estes opções e estão a modificá-las, enquanto por cá, os nossos incompetentes mandantes - à boa maneira portuguesa - repetem todos os erros já conhecidos. É o país da "engenheirice" e do "porreiro pá".
E, no entanto, não faltariam bons exemplos para "copiar"!