10 DE JUNHO - DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS
Porque a natural condiçom dos Portugueses é nunca escreverem cousa que façam, sendo dinas de grande memória, muitos e mui grandes feitos de guerra, paz e vertudes, de ciência, manhas e gentileza sam esquecidos.
Garcia de Resende, Prólogo do Cancioneiro Geral. 1516.


Padrão dos Descobrimentos, Belém - Lisboa.
Eis aqui, quase cume da cabeça
De Europa toda, o Reino Lusitano,
Onde a terra se acaba e o mar começa
E onde Febo repousa no Oceano.
[...]
Esta é a ditosa pátria minha amada [...].
Luis de Camões, Os Lusíadas. Canto Terceiro, XX e XXI. Apresentado a D. Sebastião em 1570?, publicado em 1572.
[Ler versão integral das estrofes]


Pavimento em frente ao Padrão dos Descobrimentos, Belém - Lisboa.
Fazei Senhor que a paz seja de todos
Dai-nos a paz que nasce da verdade
Dai-nos a paz que nasce da justiça
Dai-nos a paz chamada liberdade
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos.
A paz sem vencedor e sem vencidos
Sophia de Mello Breyner Andresen, Dual. 1972. [Ler versão integral]
10 DE JUNHO - Para comemorar em liberdade (verdade, justiça e paz, infelizmente não tanto), enquanto podemos! Porque, se o Tratado de Lisboa 'passar' no referendo irlandês, qualquer dia os senhores (NÃO ELEITOS - nunca é demais sublinhar) de Bruxelas acabam com tudo o que é Nacional: deixa de haver Hino Nacional, História Nacional, Selecção Nacional - e PORTUGAL passa realmente a ser apenas (então sim!) a Costa Oeste da 'Europe'...
Categoria: O PATRIMÓNIO