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Categoria: versão transcrita: DOCUMENTOS

Documento: imagens da CAMPANHA PORTUGAL - EUROPE'S WEST COAST (2007)

am.ma 07/01/1908 @ 19:49

[Complemento do postal EXCERTOS DA COSTA OESTE DE PORTUGAL, 7 Janeiro 2008].

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A campanha PORTUGAL - EUROPE'S WEST COAST (2007), da responsabilidade do Ministério da Economia e da Inovação, foi lançada em Dezembro de 2007 e está disponível para descarregar do portal do Governo, em ficheiro pdf:
http://www.portugal.gov.pt/pt/Documentos/Governo/MEI/Portugal_Costa_Oeste_Europa.pdf

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Campanha Portugal - Europe's West Coast 14

Campanha Portugal - Europe's West Coast 15

Campanha Portugal - Europe's West Coast 16

Campanha Portugal - Europe's West Coast 17

Campanha Portugal - Europe's West Coast 18

Campanha Portugal - Europe's West Coast 19

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Campanha Portugal - Europe's West Coast 21

Campanha Portugal - Europe's West Coast 22

Campanha Portugal - Europe's West Coast 23

Campanha Portugal - Europe's West Coast 24

Campanha Portugal - Europe's West Coast 25

Campanha Portugal - Europe's West Coast 26

Documento: A HISTÓRIA DA FRAGATA

am.ma 05/01/1908 @ 20:20

[Complemento do postal FRAGATA D. FERNANDO II E GLÓRIA, 5 Janeiro 2008].

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Esta página esteve publicada no sítio do Museu de Marinha (Portal da Marinha), do qual é propriedade e responsabilidade, em 2008.
Pelo facto de este conteúdo ser considerado relevante e por ter sido
entretanto removido (a página foi actualizada), optou-se por arquivar aqui a sua transcrição.
O endereço da página é - http://museu.marinha.pt/Museu/Site/PT/Exposicoes/FragataDFernandoII/

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Página inicial  »  Exposições  »  Fragata 'D. Fernando II e Glória'

Fragata 'D. Fernando II e Glória' - conheça a sua história

A Fragata 'D. Fernando II e Glória', o último grande navio à vela da Marinha Portuguesa e também a última 'Nau' a fazer a chamada 'Carreira da Índia' - verdadeira linha militar regular que, desde o século XVI e durante mais de 3 séculos, fez a ligação entre Portugal e aquela antiga colónia - foi o último grande navio que os estaleiros do antigo Arsenal Real de Marinha de Damão construíram para a nossa Marinha.

A Fragata recebeu o nome de 'D. Fernando II e Glória' em homenagem a D. Fernando Saxe Coburgo Gota e a sua mulher, a Raínha D. Maria II, cujo nome era Maria da Glória.

O navio embora construído pelos planos duma fragata de 50 peças, foi de início preparado para receber 60 bocas de fogo, tendo em 1863 / 65 sido transformado para receber só 50, 22 no convés e 28 na bateria. A guarnição do navio variava consoante a missão a desempenhar, indo do mínimo de 145 homens na viagem inaugural ao máximo de 379 numa viagem de representação.

A Fragata tinha boas qualidades náuticas e de habitabilidade, designadamente no que se refere a desafogo das instalações, aspecto este de suma importância numa época em que ainda se faziam viagens de 3 meses, sem escala, com 650 pessoas a bordo, incluindo passageiros.

A viagem inaugural, de Goa para Lisboa, teve lugar em 1845, com largada em 2 de Fevereiro e chegada ao Tejo, em 4 de Julho. Desde então, foi utilizada em missões de vários tipos até Setembro de 1865, data em que substituiu a Nau Vasco da Gama, como Escola de Artilharia, tendo ainda, em 1878, efectuado uma viagem de instrução de Guarda-Marinhas aos Açores, que foi a sua última missão no mar, onde teve a oportunidade de salvar a tripulação da barca americana 'Laurence Boston' que se incendiara.

Durante os 33 anos em que navegou, percorrendo cerca de 100 mil milhas, correspondentes a quase 5 voltas ao Mundo, a 'D.Fernando', como era conhecida, provou ser um navio resistente e de grande utilidade, tendo efectuado numerosas viagens à Índia, a Moçambique e a Angola para levar àqueles antigos territórios portugueses unidades militares do Exército e da Marinha ou colonos e degredados, estes últimos normalmente acompanhados de familiares. Chegou até a transportar emigrados políticos espanhóis para os Açores.

De entre as missões que lhe foram confiadas, destacam-se a participação como navio-chefe de uma força naval na ocupação de Ambriz, em Angola, que em 1855 se revoltara por instigação da Inglaterra, e, ainda, a colaboração na colonização de Huíla em que, como navio de guerra, teve a insólita e curiosa missão de transportar ovelhas, cavalos e éguas do Cabo da Boa Esperança para Moçamedes (Angola), numa real missão de serviço público. Colaborou, ainda, com o grande sertanejo António Silva Porto, transportando, em 1855, os seus 13 pombeiros da ilha de Moçambique para Benguela, depois destes terem completado a travessia de África, de Benguela à costa de Moçambique.

Em 1889 sofreu profundas alterações para melhor servir como Escola de Artilharia Naval, substituindo-se a antiga e airosa mastreação por três deselegantes mastros inteiriços, com vergas de sinais e construindo-se dois redutos a cada bordo para colocação de peças de artilharia modernas, para instrução, utilização que cessou em 1938.

No século XX, em meados dos anos 40, não estando já em condições de ser utilizada pela Marinha, iniciou uma nova fase da sua vida, passando a servir como sede da 'Obra Social da Fragata D.Fernando', criada para recolher rapazes oriundos de famílias de fracos recursos económicos, que ali recebiam instrução escolar e treino de marinharia, até que, em 1963, um violento incêndio a destruiu em grande parte.

Logo MUSEU DE MARINHA

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A Imagem da Paisagem, 15 Janeiro 2010.

Documento: A FRAGATA COMO MUSEU

am.ma 05/01/1908 @ 18:27

[Complemento do postal FRAGATA D. FERNANDO II E GLÓRIA, 5 Janeiro 2008].

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Esta reportagem foi publicada no Jornal Margem SUL, do qual é propriedade e responsabilidade (texto e imagens), edição online de 07 Dez 2007.
Por limitações de linguagem html, não é possível inserir directamente uma ligação à página do jornal online, pelo que se apresenta a sua transcrição.

O endereço do jornal é - http://www.margemsul.pt/

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Reportagem » FRAGATA D. FERNANDO II E GLÓRIA SERÁ MUSEU VIVO EM ALMADA

Foto MARGEM SUL 1 A Fragata D. Fernando II e Glória já se encontra na Doca 2 da Ex Parry and Son, em Cacilhas (Almada), onde será reparada e onde permanecerá enquanto museu vivo, passível de ser visitado. Para o vereador da Cultura de Almada, António Matos, a emblemática fragata, o último navio a percorrer a “Carreira da Índia”, vem “contribuir para que se cumpra a cidade cultural que é Almada e para promover o turismo no concelho”.
António Matos considera que a Doca 2 “é um local excepcional para a fragata”, pois “toda aquela zona de Cacilhas será recuperada”, a médio e longo prazo, como prevêem os planos de Cacilhas e de Almada Nascente, e o Metro Sul do Tejo ligará à zona, que será de “afluência fácil”.
O vereador lembra que a fragata está operacional e não precisa de obras de fundo, que aconteceram nos anos 90, de modo a preparar a fragata para a EXPO’98. Serão porém efectuados alguns restauros que deveriam entretanto ter sido realizados. Esta reparação servirá também de formação para carpinteiros de machado, onde há cada vez menos oferta.
Existe assim, “além do projecto de recuperação da fragata, também um projecto de formação em artes e ofícios tradicionais em extinção”, frisa António Matos.
Embora a Fragata D. Fernando II e Glória esteja apta para começar a receber visitas do público, estas só deverão começar a acontecer de forma regular em meados de 2008, de modo a que haja “uma preparação e uma organização prévia”, esclarece o edil. No entanto, as visitas ao navio iniciar-se-ão com as actividades de reparação a decorrer, o que, juntamente com a “dificuldade de se conseguir carpinteiros navais e calafates disponíveis na região, justifica que a intervenção demore mais tempo”, esclarece João Maurício Barbosa, porta-voz do Gabinete do Chefe de Estado Maior da Armada.
A chegada da fragata a Cacilhas é o resultado de um protocolo celebrado entra a autarquia, a Marinha e a AGII Atlântico, SGII (proprietária da Doca). O custo da reparação não é para já revelado, uma vez que primeiro “serão realizadas vistorias, agora com o navio fora de água”, avança João Maurício Barbosa. Além da autarquia e do Estado, esperam-se também participações financeiras do mecenato, à semelhança do que aconteceu na recuperação inicial entre 1993/1997.
Na D. Fernando II e Glória será possível encontrar os arranjos interiores, mobiliário, armamento, paióis e manequins personalizando cenas de vida de bordo do século XIX. “O navio é um museu vivo, mostra o navio como era e como funcionou, sem abastardamentos ou postiços”, conclui António Matos.

Foto MARGEM SUL 2 Um navio com 162
anos de história

A Fragata D. Fernando II e Glória foi o último navio que os estaleiros do antigo Arsenal Real de Marinha de Damão construíram para a Marina Portuguesa. Foi também o último a percorrer a chamada “Carreira da Índia” (linha militar regular que durante três séculos ligou Portugal à Índia). O nome da fragata é uma homenagem a D. Fernando Saxe Coburgo Gota, marido da Rainha D.Maria II, e à Nossa Senhora da Glória, de especial devoção entre os goeses. Tem uma lotação máxima de 379 homens.
A viagem inaugural, de Goa para Lisboa, teve lugar em 1845, com largada a 2 de Fevereiro e chegada a 4 de Julho. Durante os 33 anos em que navegou percorreu cerca de cem mil milhas, quase cinco voltas ao mundo. Em 1940, depois de ter sido considerada sem condições para ser utilizada pela Marinha, passou a servir como sede da Obra Social da Fragata D. Fernando, criada para receber rapazes oriundos de famílias de poucos recursos económicos, que ali recebiam instrução militar e treino de marinharia. Foi nesta função que, em 1963, um violento incêndio destruiu a fragata em grande parte.
O que restou da fragata ficou esquecido. Enterrada no lodo durante mais de 25 anos, em 1990 foi assinado um protocolo entre a Marinha e a Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugue-ses para recuperar a fragata, o que foi concretizado a tempo da EXPO’98, onde, no Pavilhão das Comunidades, foi visitada por mais de um milhão de pessoas. Inicia-se agora uma nova fase de reparação para que se torne num atractivo histórico na cidade de Almada.

Cláudia Rocha Monteiro

Logo MARGEM SUL

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A Imagem da Paisagem, 5 Janeiro 2008.

Documento: HISTÓRIA E ARQUITECTURA DO SOLAR DOS ZAGALLOS

am.ma 07/12/0000 @ 00:00

[Complemento do postal O SOLAR DOS ZAGALLOS, 7 Dezembro 2008].

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Este artigo está publicada no portal da Câmara Municipal de Almada, do qual é propriedade e responsabilidade (texto e imagens).
Por limitações de linguagem html, não é possível inserir directamente uma ligação à página do artigo online, pelo que se apresenta a sua transcrição.
O endereço é - http://www.m-almada.pt/portal/page/portal/CMA/CONHECER_ALMADA/ - e o artigo está publicado no separador Espaços Culturais, item Solar dos Zagallos.

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Espaços Culturais » Solar dos Zagallos » História e Arquitectura

Solar dos Zagallos - História e Arquitectura

História

213cma_zagallos1.jpegComo a própria designação indicia, o Solar dos Zagallos foi mandado erguer pelos Zagallos, uma família oriunda de Reguengos de Monsaraz que chegou a esta região no reinado de D. João II.
Foi no Solar dos Zagallos que durante a época da usurpação miguelista esteve aquartelado o 1º Batalhão do Regimento nº 5 da infantaria miguelista.
Inicialmente casa agrícola, o Solar foi vendido em 1921 a António Piano. De origem italiana, a família Piano transformou o local num espaço residencial e de lazer, desconhecendo-se contudo a época de ocupação efectiva.
213cma_zagallos2.jpeg As capelas existentes na propriedade terão contribuído largamente para a importância do lugar, principalmente em termos de ligação com as festas populares tradicionais da região.
Um exemplo paradigmático da importância histórica do Solar em termos de enquadramento na zona de que se faz parte, reside precisamente no facto de, até ao primeiro quartel do século XX, à capela de S. António do Caiado concorrerem anualmente por altura das festas (Setembro e Outubro) gentes de todo o concelho.
Em 1982 o Solar foi adquirido pela Câmara Municipal de Almada. O edifício encontrava-se em adiantado estado de envelhecimento, ameaçando colapso em algumas partes.Na
sequência foi objecto de obras de recuperação, remodelação e restauro. 213cma_zagallos3.jpeg

Arquitectura

Também conhecido por Quinta dos Pianos, o Solar é uma casa apalaçada de primeiro andar com pátio de entrada, escadaria de acesso aos dois salões nobres (construídos para receber o rei D. João VI). Possui um excelente jardim, onde se destacam a alameda e os bancos forrados a azulejos.
O Solar sofreu diversas intervenções nos séculos XVIII, XIX e XX, conservando um vasto espólio em termos de painéis de azulejaria nos corredores, nas capelas e no pátio, 213cma_zagallos4.jpeg
abarcando três séculos da história do azulejo em Portugal.
A capela de Santo António da Sobreda apresenta um altar retabular de talha dourada em sarcófago, cobertura em abóbada de berço e um importante acervo de azulejos composto por dez painéis, oito dos quais historiam os principais milagres de Santo António.
O Solar dos Zagallos caracteriza-se por uma arquitectura civil e religiosa, com elementos do barroco, rococó, pombalino neoclássico e do modernismo.

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213_logotipo-cma.jpg

Documento: NÍVEIS DE CO2 NA ATMOSFERA

am.ma 24/10/0000 @ 00:00

[Complemento do postal SIGNIFICADO E IMPORTÂNCIA ACTUAIS DO NÚMERO 350, 23 Outubro 2009].

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Esta notícia foi publicada no portal da Naturlink - a Ligação à Natureza, do qual é propriedade e responsabilidade, a 13 Out 2009.
Por limitações de linguagem html, não é possível inserir directamente uma ligação a esta página, pelo que se apresenta a sua transcrição.
O endereço desta notícia da Naturlink é

- http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=20 [and] cid=10096 [and] bl=1

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Homepage » Notícias » Notícias » Os níveis actuais de CO2 ocorreram pela última vez na história há 15 milhões de anos

A concentração atmosférica de CO2 tem variado entre 180ppm e 280ppm e o nível de 400ppm que será atingido daqui a uma década foi registado pela última vez há 15 milhões anos numa altura em que a camada de gelo sobre a Antárctida não existia e o nível do mar era 25-40m mais elevado.

A variação da concentração de CO2 na atmosfera está bem documentada nos últimos 800 000 anos, tendo sido descrita através da análise das camadas de gelo acumulado na Antárctida, o mesmo não acontecendo com o passado mais remoto, até há 20 milhões de anos atrás.

No entanto cientistas americanos da UCLA desenvolveram um método de estimação da concentração atmosférica de CO2 no início do Miocénico extrapolando a partir do pH da água do mar. O cálculo implica a determinação do pH com base na razão entre o boro e o cálcio acumulados nos fósseis de conchas de pequenos organismos marinhos denominados foraminíferos, acumulados sob o fundo oceânico do Pacífico.

Utilizando a metodologia agora desenvolvida, os autores concluíram que a concentração atmosférica de CO2 no início do Miocénico era de 400ppm antes de começar a diminuir há 14 milhões de anos, o que permitiu a formação da camada de gelo sobre a Antárctida e da massa de gelo sobre o mar no Árctico. Por outro lado, nos últimos milhões de anos as concentrações do principal gás com efeito de estufa mantiveram-se bastante mais baixas variando entre 180ppm e 280ppm consoante se vivia uma era glacial ou um período interglacial.

Actualmente, devido às emissões com origem antropogénica, o nível de CO2 atmosférico aproxima-se dos 400ppm, valor que se atingirá daqui a uma década. De acordo com o estudo agora publicado na Science, a última vez que se registaram valores de CO2 da ordem dos actuais não existia camada de gelo sobre a Antárctida, o nível do mar era 25-40m mais elevado do que actualmente e a temperatura era 3 a 6ºC superior aos níveis actuais.

Segundo Aradhna Tripati, que liderou o estudo agora publicado, «O dióxido de carbono é um potente gás de efeito com efeito de estufa, e as observações geológicas de que dispomos dos últimos 20 milhões de anos apontam para que o CO2 seja um agente importante no condicionamento das alterações do clima ao longo da história da Terra.»

A investigadora explica que, embora os resultados do estudo não impliquem que ao atingir-se a concentração atmosférica de CO2 de 400ppm o nível do mar subirá consideravelmente e de forma abrupta, a manutenção de níveis desta dimensão numa escala de tempo longa pode produzir estas alterações. E a investigadora acrescenta: «Creio que deveríamos usar os nossos conhecimentos sobre a física das Alterações Climáticas no passado para nos prepararmos para o futuro.»

O nível crítico de CO2 atmosférico a partir do qual são de esperar importantes alterações que incluem o degelo ainda hoje é controverso. O valor de 450ppm tem sido frequentemente tomado como meta a nível internacional – a Agência Internacional de Energia calculou que a concentração atmosférica de CO2 atingirá um pico de 512ppm antes de declinar, estabilizando por volta dos 450ppm. No entanto, segundo Jonathan Overpeck, que participou na coordenação da última publicação do Painel Internacional para as Alterações Climáticas o valor crítico «pode ser inferior a 450 ppm, embora provavelmente seja superior – não necessariamente muito superior – a 450ppm».

Fontes: news.bbc.co.uk e europapress.es

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Filipa Alves - Naturlink, 13 Outubro 2009.

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A Imagem da Paisagem, 24 Outubro 2009.

Documento: A CAMPANHA DA EDP SOBRE AS BARRAGENS

am.ma 25/05/0000 @ 00:00

[Complemento do postal AS BARRAGENS DA EDP, 25 Maio 2009].

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Este comunicado foi publicado no portal da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza, do qual é propriedade e responsabilidade (texto e imagens), a 30 Abril 2009.
Por limitações de linguagem html, não é possível inserir directamente uma ligação à página do comunicado, pelo que se apresenta a sua transcrição.
O endereço da área de comunicados da Quercus é -  http://www.quercus.pt/scid/webquercus/defaultCategoryViewOne.asp?categoryId=567

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Comunicados » Campanha da EDP subverte realidade sobre Barragens

Ambientalistas e Especialistas em Ambiente pedem à EDP a sua suspensão

A campanha de comunicação da EDP, amplamente divulgada nos mais diversos órgãos de comunicação social, está a escandalizar as Organizações Não Governamentais de Ambiente e inúmeras individualidades ligadas à conservação da natureza. Esta campanha associa erradamente as barragens à protecção da biodiversidade, quando na verdade a sua construção significa uma forte ameaça tanto às populações humanas como às espécies silvestres, não só as referidas na própria campanha - aves rupícolas, peixes, lobos, morcegos e flora – mas todas as constantes da biodiversidade específica de cada habitat.

A EDP iniciou no passado dia 24 de Abril uma campanha de comunicação subordinada ao tema “Quando projectamos uma barragem projectamos um futuro melhor”, que está a ser amplamente divulgada em vários meios nomeadamente televisão, imprensa, rádio e Internet, passando a ideia errada de que as barragens constituem uma forma de protecção da biodiversidade. As Organizações Não Governamentais de Ambiente portuguesas estão escandalizadas com esta campanha que claramente tenta branquear os inúmeros impactes ambientais fortemente negativos e irreversíveis associados à construção das barragens.

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Na verdade, a construção de barragens, como a que está em curso no rio Sabor ou a projectada para a foz do rio Tua, resulta numa alteração dramática das condições naturais dos cursos de água e na eliminação directa de extensas áreas de vegetação autóctone e de habitats terrestres e fluviais que são o suporte de vida para uma grande diversidade de espécies da fauna, nomeadamente para as próprias aves rupícolas, os peixes, o lobo e os morcegos referidos na campanha da EDP.

Não obstante as medidas impostas à EDP para tentar minimizar ou compensar parte dos danos ambientais provocados pela construção de barragens, o balanço final é negativo para a biodiversidade e gestão sustentável dos recursos hídricos, pelo que esta campanha de desinformação não reflecte minimamente a realidade. Para quem conhece o efeito arrasador das grandes barragens do ponto de vista ambiental, social e económico, a projecção das imagens de espécies e paisagens emblemáticas sobre o paredão de uma barragem, na sua maioria captadas em rios não represados, só poderá simbolizar os fantasmas das vidas destruídas em consequência da sua construção.

É ainda fundamental chamar a atenção que as grandes barragens são uma forma cara e ineficaz de resolver as necessidades energéticas do País. Com o mesmo investimento previsto para o Programa Nacional de Barragens, seria possível pôr em prática medidas de uso eficiente da energia que, sem perda de funcionalidade ou conforto, permitiriam poupar cerca de CINCO VEZES MAIS ELECTRICIDADE do que a produção das barragens propostas.

Assim, as Associações signatárias esperam que a EDP, em respeito pela verdade e transparência, retire esta campanha enganadora. Os milhões de euros gastos em campanhas deste tipo seriam certamente melhor empregues na promoção da eficiência energética, de que o País necessita muito mais que de barragens.

Lisboa, 30 de Abril de 2009

Plataforma Sabor Livre, FAPAS (Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens), GEOTA (Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente), LPN (Liga para a Protecção da Natureza), QUERCUS (Associação Nacional de Conservação da Natureza) e SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves).

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A Imagem da Paisagem, 25 Maio 2009.

Documento: SISMOS - MEDIDAS DE AUTOPROTECÇÃO

am.ma 08/04/0000 @ 00:00

[Complemento do postal O QUE FAZER EM CASO DE SISMO, 8 Abril 2009].

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Estas notas estão incluídas no trabalho OS SISMOS E A GESTÃO DA EMERGÊNCIA - LISBOA, patrocinado pela Comissão Europeia, pelo Serviço Nacional de Protecção Civil e pela Companhia de Seguros Bonança, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa: CD multimédia editado em 1995, da autoria de Isabel Pais, Paula Teves Costa, Carlos Sousa Oliveira e João Themudo Cabral.
Pelo facto de esta informação ser considerada de extrema importância e relevância, apresenta-se aqui a transcrição parcial do capítulo MEDIDAS PREVENTIVAS - Medidas de Autoprotecção e Conselhos Práticos [face a uma eventual ocorrência sísmica].

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OS SISMOS E A GESTÃO DA EMERGÊNCIA - LISBOA » Medidas Preventivas » Medidas de Autoprotecção e Conselhos Práticos

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ANTES:

- Liberte os corredores, escadas e patamares da sua casa, de forma a facilitar os movimentos em caso de sismo, arrumando os móveis, brinquedos, etc..
- Fixe as estantes, botijas de gás, vasos e floreiras às paredes.
- Coloque os objectos pesados ou de grande volume no chão ou nas prateleiras mais baixas.
- Prepare a sua casa e a sua família: elabore um Plano de Emergência Familiar.
- Na sua escola ou local de trabalho, fale com colegas e responsáveis sobre os efeitos de um eventual sismo e das principais atitudes  e procedimentos a tomar, se um sismo ocorrer. Promova a elaboração de um Plano de Emergência Interno para a sua escola ou local de trabalho.

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DURANTE:

Se está em casa ou dentro de um edifício:

- Se estiver num dos andares superiores de um edifício, não se precipite para as escadas. Abrigue-se no vão de uma porta interior, nos cantos das salas ou debaixo de uma mesa ou de uma cama. Nunca utilize os elevadores.
- Mantenha-se afastado de janelas, espelhos ou chaminés. Tenha cuidado com a queda de objectos, candeeiros ou móveis.
- Se estiver no rés-do-chão de um edifício e a rua for suficientemente larga (por exemplo,  mais larga do que a altura dos edifícios), saia de casa calmamente e caminhe para um local aberto, sempre pelo meio da rua.

Se está na rua:

- Dirija-se para um local aberto, com calma e serenidade.
- Enquanto durar  o sismo, não vá para casa.
- Mantenha-se afastado dos edifícios, sobretudo dos velhos, altos ou isolados, e dos postes de electricidade ou outros objectos que lhe possam cair em cima.
- Afaste-se de taludes, arribas junto à costa ou muros que possam desabar.

Se está num local com grande concentração de população (escola, edifício de escritórios, loja ou casa de espectáculos):

- Não se precipite para as saídas. As escadas e as portas são pontos que facilmente se enchem de escombros e podem ficar obstruídos com as pessoas tentando deixar o edifício.
- Nas fábricas, mantenha-se afastado das máquinas, que podem tombar ou deslizar pelo chão.
- Fique dentro do edifício até o sismo cessar. Saia depois calmamente, tomando atenção a paredes, chaminés, candeeiros fios eléctricos e outros objectos  em risco de cair.

Se vai a conduzir:

- Pare a viatura longe de edifícios, muros, taludes, postes e cabos de alta tensão e permaneça dentro dela.

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DEPOIS:

Após os primeiros minutos:

- Mantenha a calma. Conte com a ocorrência de uma possível réplica.
- Não se precipite para a escada ou para as saídas.
- Não fume, nem acenda fósforos nem isqueiros. Pode haver fugas de gás ou curto-circuitos. Utilize lanterna a pilhas.
- Corte a água e o gás, desligue a electricidade.
- Calce sapatos e proteja a cabeça e a cara, com um casaco ou uma manta, e prepare agasalhos, se o tempo o aconselhar.
- Verifique se há feridos e preste os primeiros socorros, se souber. Se houver feridos graves, não os remova, a menos que corram perigo.
- Ligue o transistor e cumpra as recomendações que ouvir pela rádio.

... E AINDA:
- Limpe os produtos inflamáveis que se tenham derramado (álcool, tintas, etc.).
- Se puder, solte os animais domésticos. Eles tratarão de si próprios.
- Afaste-se das praias e das margens baixas dos rios. Pode ocorrer uma onda gigante (Tsunami).

Nas horas seguintes:

-Mantenha a calma e cumpra as instruções que a rádio difundir. Esteja preparado para outros abalos.
- Se encontrar feridos, chame as equipas de socorro para promover a sua evacuação.
- Se houver pessoas soterradas, informe as equipas de salvamento.
- Evite passar por onde haja fios eléctricos soltos e tocar em objectos metálicos em contacto com eles.
- Não beba água dos recipientes abertos, sem a ter examinado e filtrado por coador, filtro ou simples pano lavado.
- Não utilize o telefone, excepto em caso de emergência (feridos graves, fuga de gás, incêndio, etc.).
- Não propague boatos ou notícias não confirmadas.

... E AINDA:
- Se a sua casa está muito danificada, terá que a abandonar. Reuna os recipientes de água, os alimentos e os medicamentos vulgares e especiais (cardíacos, diabéticos, etc.).
- Não reocupe os edifícios com grandes estragos, nem se aproxime das estruturas danificadas.
- Corresponda aos apelos que forem divulgados e, se possível, colabore com as equipas de socorro.
- Não circule pelas ruas para observar o que aconteceu. Liberte-as para as viaturas de socorro.

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A Imagem da Paisagem, 8 Abril 2009.

Documento: sobre a CONVENÇÃO DAS BACIAS HIDROGRÁFICAS LUSO-ESPANHOLAS

am.ma 20/03/0000 @ 12:20

[Complemento do postal ÁGUAS PARTILHADAS - O RIO MINHO INTERNACIONAL, 20 Março 2009].

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Este comunicado foi publicado no portal da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza, do qual é propriedade e responsabilidade, a 28 Nov 2008.
Por limitações de linguagem html, não é possível inserir directamente uma ligação às páginas dos comunicados, pelo que se apresenta a sua transcrição.
O endereço deste comunicado no portal da Quercus é:

- http://www.quercus.pt/scid/webquercus/defaultCategoryViewOne.asp?categoryId=567 [and] articleID=2627

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Comunicados » 30 de Novembro: Dez anos da Convenção de Albufeira: ainda há tanto para fazer…

Quercus faz balanço de 10 anos após a assinatura da Convenção das Bacias Hidrográficas Luso-Espanholas

No dia 30 de Novembro, domingo, faz 10 anos que a Convenção sobre Cooperação para a Protecção e o Aproveitamento Sustentável das Águas das Bacias Hidrográficas Luso-Espanholas foi assinada.´Após uma década, a Quercus considera que é tempo de reflectir sobre os avanços e recuos da aplicação do acordo que regula a partilha das bacias hidrográficas internacionais e apelar para a necessidade urgente de cumprir todas as disposições do acordo.

Transparência e partilha de informação

A permuta de informação é uma disposição fundamental da Convenção, que estabelece que as partes devem proceder a troca de informação, de forma regular e sistemática, sobre a gestão das bacias hidrográficas e sobre as actividades susceptíveis de causar impactes transfronteiriços, para além de terem que disponibilizar informação ao público.

A página de internet da Convenção (www.cadc-albufeira.org) entrou em funcionamento apenas no final de 2007

Ao longo dos anos de 2007 e 2008, as ONGA portuguesas e o público não têm tido acesso a todas as informações relativas a actividades propostas por Espanha com potenciais efeitos na qualidade e disponibilidade de água dos rios ibéricos. Um dos exemplos disso é o caso da Refinaria Balboa, projecto do grupo Gallardo proposto para a Extremadura espanhola, a cerca de 50 km da fronteira portuguesa, cujo processo de consulta pública tem decorrido sem que, de acordo com as informações recolhidas, a parte espanhola tenha disponibilizado até agora a necessária informação detalhada para as organizações não governamentais de ambiente portuguesas se possam pronunciar.

Maior celeridade na aplicação das disposições da Convenção

A Convenção entrou em vigor no ano 2000 e só este ano, na Conferência das Partes realizada em Madrid em Fevereiro de 2008, foram feitas as alterações indispensáveis no regime de caudais, tendo sido definidos caudais trimestrais e semanais para as bacias hidrográficas incluídas na Convenção (Minho, Lima, Douro, Tejo e Guadiana), as quais foram aprovadas em Assembleia da República a 14 de Novembro de 2008. O atraso no cumprimento das disposições do acordo prejudica Portugal, localizado a jusante e suportando, por isso, as alterações nos regimes de caudais e na qualidade da água provocadas pela utilização de água na vizinha Espanha. Mesmo assim, os caudais definidos não são ainda os caudais ecológicos inicialmente previstos definir.

Situações de excepção e sanções a incumprimentos

A Convenção Luso-Espanhola prevê a possibilidade de haver um regime de excepção em caso de seca em cada um dos rios internacionais: Guadiana, Tejo, Douro e Minho. A determinação de um regime de excepção baseia-se na precipitação verificada na bacia hidrográfica entre 1 de Outubro do ano anterior (início do ano hidrológico) e determinados meses que variam bacia a bacia devido à sua especificidade climática; quando os níveis de armazenamento nas albufeiras espanholas são reduzidos, Espanha pode não cumprir os caudais estabelecidos. Nestas situações, é fundamental Portugal tomar medidas de contingência que permitam ultrapassar as dificuldades causadas pela diminuição do caudal dos rios internacionais no nosso território, as quais devem ser planeadas atempadamente. Estas medidas que acreditamos já terem sido estudadas, não estão presentes de forma clara em nenhum documento consultável através do sítio internet na Convenção. O incumprimento do disposto na Convenção por ambas as partes deve ser alvo de sanções, as quais devem ser definidas e exigidas.

Qualidade da água

As questões de qualidade da água ficaram infelizmente fora da Convenção remetendo-se para a legislação comunitária a discussão bilateral sobre este assunto.

A Convenção de Albufeira visa ainda a articulação, de ambos os países, no que diz respeito à qualidade da água, de forma a garantir o objectivo de bom estado ecológico de todas as massas de água até 2015, exigido pela Directiva-Quadro da Água (DQA). Até ao momento, e apesar da realização de sessões técnicas como a ocorrida em Abril de 2008, Portugal e Espanha estão em nosso entender atrasados na definição de medidas técnicas, jurídicas, administrativas ou outras relativas ao controlo da poluição de ambos os lados da fronteira.

As consequências de não vir água de Espanha

Os principais problemas da redução de caudais à entrada em Portugal dos rios internacionais são os seguintes:

- redução significativa da produção de hidroelectricidade;
- redução significativa da qualidade da água para os diferentes usos (consumo humano, agricultura e indústria);
- consequências do ponto de vista ecológico, nomeadamente ocorrência de eutrofização (excesso de nutrientes e desenvolvimento de algas tóxicas);
problemas de abastecimento a diversos fins (consumo humano, agricultura e indústria) de acordo com o rio em causa;

De forma mais específica refira-se ainda:

- afectação da quantidade e qualidade nas captações directas ou nos furos nas margens dos rios, exigindo de acordo com o uso maiores necessidades de tratamento, com maiores gastos e pior resultado final;
- redução da qualidade da água nas praias fluviais nos rios internacionais;
- problemas de funcionamento em determinadas indústrias.

A Direcção Nacional da
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza

Lisboa, 28 de Novembro de 2008

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A Imagem da Paisagem, 20 Março 2009.