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Categoria: versão transcrita: DOCUMENTOS

Documento: NOTÍCIAS DE VANDALISMO NA LINHA DO TUA

am.ma 02/01/1910 @ 20:40

[Complemento do postal VEZES DEZ MIL - 8, 2 Janeiro 2010].

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Estas duas notícias foram publicadas no portal do MCLT - Movimento Cívico pela Linha do Tua, do qual são propriedade e responsabilidade, a 20 Dez '09 (com actualização a 24 Dez '09).
Por limitações de linguagem html, não é possível inserir directamente uma ligação às páginas respectivas - cujos endereços se indicam a seguir - pelo que se apresenta a sua transcrição.
(1) http://www.linhadotua.net/3w/index.php?option=com_content [and] task=view [and] id=536 [and] Itemid=37
(2) http://www.linhadotua.net/3w/index.php?option=com_content [and] task=view [and] id=537 [and] Itemid=37

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(1) Notícias » CARRIS DO TUA COMEÇARAM A SER RETIRADOS

[Correio da Manhã]

Os carris da centenária Linha do Tua começaram a ser levantados por uma empresa da zona do Porto. Os primeiros trabalhos arrancaram no início da última semana, mas só anteontem a retirada das travessas e carris começou a ser levada a cabo.

A linha já está despojada de carris em cerca de três quilómetros, entre o túnel de Foz Tua e o apeadeiro de Tralhariz (Carrazeda de Ansiães). Segundo fonte da Refer, "a intervenção tem a ver com os estudo geológicos para a construção da barragem do Tua", garantindo que os trabalhos "vão continuar".

João Branco, da Quercus, considerou ao Correio da Manhã que "é uma ilegalidade o que estão a fazer". De acordo com o ambientalista, "a destruição da Linha do Tua constitui um rude golpe nas aspirações de desenvolvimento de um turismo ferroviário". Este dirigente "apela à GNR para que pare a intervenção, dada a sua ilegalidade".

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(2) Notícias » LINHA DO TUA CONTINUA A SAQUE

[Jornal de Notícias]

Os carris da Linha do Tua, no troço desactivado entre Carvalhais e Bragança, continuam a ser furtados e destruídos, alerta o Movimento Cívico da Linha do Tua. A Refer abriu um inquérito para apurar responsabilidades.

Alguém continua a destruir e a furtar carris da Linha do Tua, no troço desactivado entre Carvalhais (Mirandela) e Bragança. A denúncia parte do Movimento Cívico da Linha do Tua (MCLT) que já deu conta de vários casos concretos à própria Refer e colocou mesmo um vídeo amador no Youtube.

Daniel Conde foi avisado que, na freguesia de Romeu, Mirandela, tinha sido visto maquinaria a atirar com uma linha por uma ribanceira. Ao chegar àquela localidade de Mirandela, constatou um cenário de destruição. "Mal cheguei à aldeia vi aquele entulho todo acumulado em frente à ponte, a passagem de nível destruída, carris retorcidos e montes de terra em cima do canal" conta. Metros à frente, foi possível observar "carris arrancados e outros cortados em pequenos segmentos para depois serem levados".

Este activista deparou-se ainda com uma grande secção da via "atirada pela encosta abaixo" e no meio do canal havia um furo de prospecção, sendo que a máquina ainda estava nas imediações, e "tudo indica que pode servir para fazer prospecções para a auto-estrada transmontana", afirma. Alertou a Refer, que garantiu não saber de nada, e o próprio chefe da linha deslocou-se ao local descrito por Conde, para confirmar a situação. Aquele elemento do MCLT considera que estamos perante um caso de contornos idênticos ao que ficou conhecido como o "Carril Dourado" (alegado furto de carris na linha do Tua) em que esteve envolvida a empresa O2 de Manuel Godinho, detido no âmbito do caso "Face Oculta".

Se nesse caso, envolve uma empresa privada, "agora pode estar em causa a actuação de uma empresa pública", diz. "Onde é que está a decência de certas pessoas e empresas, neste caso públicas, que tratam a linha do Tua, que é património do Estado, pondo e dispondo de qualquer forma" refere. No entanto, Daniel Conde entende que esta situação também fica a dever-se a "alguma incúria" por parte da Refer ao não encontrar soluções que valorizem este património.

A Refer explicou ao JN que o assunto está a ser alvo de um inquérito para apurar responsabilidades.

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A Imagem da Paisagem, 2 Janeiro 2010.

Documento: NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS

am.ma 06/03/1908 @ 20:03

[Complemento do postal TODAS AS CRIANÇAS SÃO ESPECIAIS, 6 Março 2008].

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Esta notícia foi publicada no portal Agência ECCLESIA, do qual é propriedade e responsabilidade, a 26 Fev 2008.
Por limitações de linguagem html, não é possível inserir directamente uma ligação à página respectiva, pelo que se apresenta a sua transcrição
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O endereço desta notícia da ECCLESIA é

Fev'08 - http://agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl? [and] id=56900

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ENSINO ESPECIAL EM PORTUGAL

Vêm estas linhas a propósito da latente controvérsia e preocupação criada pelo Decreto-Lei 3/2008, de 7 de Janeiro que, recorda-se, pretende reformar o ensino especial em Portugal. Este diploma, na sua actual forma escrita, redefine os apoios especializados a prestar no sistema educativo, para fazer face às necessidades dos alunos com necessidades educativas especiais. Nesse quadro, inviabiliza que os alunos sejam encaminhados para os estabelecimentos de ensino especial, alegando uma justificada política de inclusão, passando essa oferta a existir nos estabelecimentos de ensino regular.

Sabemos da generosidade do legislador e, queremos crer, da melhor intenção intelectual do académico ou técnico que o suporta. Inclusão, como é óbvio, é não só palavra que nos preocupa, a nós pais em relação aos nossos filhos diferentes, mas é acto que permanentemente nos ocupa. É disso que cuidamos quando, demoradamente, aos seus 15 ou 16 anos lhes explicamos como ver um preço ou receber um troco, ir confiantemente a um local ou tomar um autocarro de uma paragem à próxima. Condições essenciais de realização da sua autonomia, pelo que da sua felicidade, independentemente da sua e da nossa longevidade. Convenhamos, pois, que dificilmente alguém questione que da inclusão quem quer que seja se ocupe tanto como nós próprios, seus pais.

Ocorre porém que, em relação ao modelo daquele diploma legal, não só não estão criados no terreno os apoios nele previstos, como, além disso, são excluídas das escolas de referência ou das unidades de ensino e de apoio nele previstas as respostas específicas para as perturbações do desenvolvimento, a deficiência mental e as perturbações da personalidade e do comportamento. Todos estes alunos serão incluídos nas turmas do ensino regular e serão pontualmente apoiados por docentes de ensino especial. Esta modalidade de apoio é completamente distinta do modelo de ensino em que estes alunos estavam integrados nos estabelecimentos de ensino especial ou para os quais poderiam e deveriam ser encaminhados os novos alunos: turmas específicas, número reduzido de alunos, intervenções especializadas, relação de grande proximidade e ambientes não massificados.

Foi no ambiente destes estabelecimentos de ensino especial que os nossos filhos com aquelas particulares características de deficiência e de diferença fizeram as suas árduas conquistas de aprendizagem. Privá-los e privar os vindouros desta opção seria condená-los a uma opção única, que por isso não seria opção, como de facto não é resposta para todos. É por isso que, sem prejuízo do valor incontestável do princípio da inclusão, na dimensão prática do modelo de organização escolar a inclusão tem de ser um direito de opção, ao par dos estabelecimentos de ensino especial. Para muitas crianças, esse é o espaço das suas conquistas e realizações, configurador de inclusão futura. Por isso, importa que o diploma preveja, de novo, a existência dos estabelecimentos de ensino especial no sistema de ensino para crianças e jovens com necessidades educativas especiais.

Até porque a luta por este direito é fronteira com um outro dever: o dever da responsabilidade social que a todos nós está acometido na luta por este direito de opção para todas as crianças com estas características (nossas filhas, de outros ou ainda não nascidas).

Fernando Magalhães, Plataforma de Pais pelo Ensino Especial

Logo ECCLESIA

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A Imagem da Paisagem, 25 Janeiro 2010

Documento: UM PARQUE ETNOGRÁFICO NO RIO ARNOIA

am.ma 03/03/1908 @ 14:42

[Complemento do postal OS RIOS SÃO NOSSOS IRMÃOS, 3 Março 2008].

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Este artigo está publicada no portal Concello de Allariz, do qual é propriedade e responsabilidade.
Por limitações de linguagem html, não é possível inserir directamente uma ligação à página do artigo online, pelo que se apresenta a sua transcrição.
O endereço é - http://www.allariz.com/turismo.asp - e o artigo está publicado no separador Museos:

- http://www.allariz.com/verturismo.asp?sec=115 [and] pd=350 [and] id=116

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Museos » Parque Etnográfico » O Parque Etnográfico do Río Arnoia

O Parque Etnográfico do río Arnoia

O Parque Etnográfico parte da idea inicial da posta en valor dun conxunto de potenciais, neste caso etnográficos e culturais, para converterse en eixo vertebrador das posteriores actuacións e intervencións relacionadas co turismo de calidade que anteriormente se mencionaba.
O Parque Etnográfico do Río Arnoia nace como resposta a unha idea de recuperación e integración na vida da vila de Allariz, dos elementos do patrimonio etnográfico que aínda subsisten sobre o territorio, pertencentes ás actividades económico-culturais xeradas ó redor do río Arnoia, principalmente o curtido de peles e a transformación de gran de cereal, que forman parte dun pasado relativamente próximo que urxe conservar e dar a coñecer.

O Parque Etnográfico do Río Arnoia está integrado por tres elementos interesantes que son: o Muíño do Burato, o Museo do Tecido “O Fiadeiro” e o Museo do Coiro “Fábrica de Curtidos Familia Nogueiras”. Todos eles son mostras moi representativas do que nun tempo significou o modo de vida e a economía desta zona, claramente ligada ó río Arnoia.

Obxectivos do Parque Etnográfico

Os obxectivos principais do Parque Etnográfico do Rio Arnoia poderíanse resumir nos seguintes:

. A investigación e o estudio pormenorizado da etnografía.
. O acrecentamento do patrimonio etnográfico e a súa defensa a través da promoción do Parque Etnográfico.
. A colaboración e intercambio con institucións e organizacións públicas e privadas para conquerir un mellor desenrolo dos intereses da etnografía.
. Promover a divulgación e coñecemento dos traballos e temas artesanais e etnográficos.
. Fomentar a conservación e perdurabilidade no tempo das técnicas artasanais aínda existentes.
. Contribuir ó enriquecemento cultural e turístico da localidade.

Concello de Allariz
Praza Maior 1. 32660 ALLARIZ (Ourense).

Logo ALLARIZ

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A Imagem da Paisagem, 3 Março 2008

Documento: CARACTERIZAÇÃO DA PRAIA DAS AVENCAS

am.ma 22/02/1908 @ 01:16

[Complemento do postal A PRAIA DAS AVENCAS, 22 Fevereiro 2008].

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A informação aqui transcrita foi publicada no portal Educom, do qual é propriedade e responsabilidade (texto e imagens), mas tem estado inacessível há já vários meses [http://web.educom.pt/avencas/]: Este sítio encontra-se em manutenção devido a um problema técnico grave e inesperado.

Pelo interesse do seu conteúdo como complemento do postal sobre a praia das Avencas (na altura optei por inserir uma ligação em vez de citar), apresento aqui a transcrição de uma parte seleccionada dessa informação, na expectativa de que possa voltar a estar disponível online.

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AVENCAS ONLINE

  • Página CARACTERIZAÇÃO

I - EXPOSIÇÃO - Sudoeste.

II - RELEVO - A praia é limitada por uma falésia de rochas sedimentares granulares, seguida de pequena faixa de areal ou calhaus rolados, sendo a zona intertidal uma plataforma rochosa predominantemente calcária, por vezes com degraus.

Foto EDUCOM 1.Foto EDUCOM 2
Esquerda: Zona inter-marés com substrato rochoso. ... Direita: Adiantum sp - Avencas.
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III – TIPOS DE POÇAS OU ENCLAVES
Wave pools raras. São poças formadas pelas ondas que enchem cavidades que ficam comunicação com o mar. Estas poças vão secando, mas podem ter uma comunidade de algas verdes flageladas e protozoários, alguns moluscos gastrópodes e crustáceos copépodes. Geralmente estas poças secam ficando uma camada de cristais de sal.
As tide pools são as mais frequentes. Quanto maiores são, mais estáveis se apresentam em termos físicos – temperatura da água, salinidade, pH, etc. Assim, constituem enclaves representativos em termos de biodiversidade das zonas mais profundas. Nas maiores, mantém-se sempre um volume mínimo de água, nas mais pequenas a água pode evaporar antes da próxima maré alta.

Foto EDUCOM 3
Tide pool com um comunidade diversificada (ouriços-do-mar, anémonas, algas calcárias, etc.).
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IV – ZONA INTERMARÉS
Nesta zona, apenas alguns metros separam um ambiente terrestre de um marinha. Nesta área, os factores condicionantes do ambiente variam muito mais que em qualquer outro ecossistema. O hidrodinamismo, a temperatura e a imersão alternando com a emersão, tornam as zonas intertidais um óptimo recurso para o estudo da biodiversidade em todas as suas vertentes.

Foto EDUCOM 4
A Praia das Avencas na baixa-mar, vendo-se bem a língua estreita de areia e o fundo rochoso de declive suave, que só fica a descoberto na baixa-mar.
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V – OUTROS FACTORES
O Hidrodinamismo é pouco acentuado devido ao pequeno declive da praia.
A influência da zona estuarina, a água de escorrência da falésia e a acção do homem causam uma alteração nos teores de  salinidade, matéria orgânica e nitritos.

Foto EDUCOM 5
Hidrodinamismo.
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VI - HISTÓRIAS DAS PRAIAS DA PAREDE
A concentração de iodo e a exposição aos raios solares tornaram as praias da parede famosas no tratamento de doenças ósseas. A 31 de Julho de 1904 foi inaugurado o Hospital Ortopédico, excelente exemplo de arquitectura hospitalar projectado pelo arquitecto Rosendo Carvalheira.
A Parede tem três praias vastas, longas, mas pobres em areal. Praias negras, estranhas descarnadas do seu corpo doirado, cobertas de lajes enormes, polidas pelas ondas onde rolam seixos grossos e cascalho duro, agressivos dos pés descalços - praias chamadas das Avencas, Central e do Sanatório. Sobre elas corre uma esplanada, a meio da riba, abaixo da Avenida Marginal, excelente para o passeio dos banhistas.
Existiam ainda as praias da Vigia e da Bafureira.
A configuração da linha de costa foi alterada com a construção da Estrada Marginal sobre as dunas e a vegetação que as consolidava. Os movimentos da marés foram removendo o restante areal e assim a praia das Saínhas (em Carcavelos) bem como a do Sanatório e a da Vigia desapareceram.
Na praia Central funcionava uma fossa que captava os esgotos da povoação: Gaba-se ainda a Parede de que as águas das suas praias são cristalinas e puras. Para a maravilha contribui a natureza e o Homem. É que, na verdade, nenhuma imundice escorre da povoação para o seu mar sagrado. Um aparelho moderno, chamado 'fossa deluidora' é ali o Moloch horrendo de toda a matéria vil que a umidade repele e costuma atirar às profundidades do oceano. O aparelho tem as suas instalações junto da praia, num recinto escavado sob a Avenida Marginal, é accionado a electricidade, e contribui, realmente, para a sanidade da povoação, das suas praias, das águas do seu mar.
A Praia da Avencas, por possuir uma zona intertidal rochosa, é importante para o equilíbrio ambiental desta zona.
O Prof. Carlos Almaça estudou esta praia em 1957 (cf. Almaça), tendo concluído que as espécies recolhidas com mais frequência eram: ouriço do mar, polvo, mexilhões, camarões, caranguejos, navalheiras, sapateiras e santolas e também algas. Essas colheitas contribuíram para a alteração e degradação da biodiversidade.
Em 1973, outro estudo do Prof. Carlos Almaça revelou uma degradação considerável das espécies que até aí existiam e mesmo a extinção de algumas. O autor propõe várias medidas como a interdição de colheitas com fins científicos ou alimentares, a delimitação de um sector para estudos científicos, o desvio dos esgotos na praia, assim como o estabelecimento de um plano de recuperação da mesma.
De 1973 para cá, a tendência para a degradação da situação existente foi-se agravando cada vez mais, mesmo com as obras de saneamento da Costa do Estoril.
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  • Página ZONAÇÃO

Zonação em ecossistemas marinhos:
Zonação significa a distribuição delimitada de uma população, que atinge um maior número de indivíduos no substrato que lhe é mais favorável, podendo formar uma autêntica cintura paralela ao nível do mar e com uma altura característica.
A distribuição de seres vivos na zona de marés não é feita ao acaso, há factores físico-químicos e também biológicos (como a competição e predação), que são responsáveis pela distribuição das comunidades costeiras.
A temperatura da água e a luz determinam a distribuição dos seres vivos à escala mundial. A altura da maré, o movimento da água, a exposição às ondas, a dessecação, a estrutura e estabilidade dos sedimentos, determinam por sua vez as comunidades bentoicas à escala regional e local.
Actualmente, a teoria da zonação divide uma praia rochosa em zonas distintas, que são definidas pelos organismos que contêm.
O limite superior da distribuição é definido pelo limite de tolerância aos factores do ambiente.
O limite inferior é definido pela competição com outras populações.
Há portanto uma distribuição teórica, definida pelos limites de tolerância a factores físicos e químicos, e uma distribuição real, que é condicionada pelas interacções com outros seres vivos.

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Esquema de zonação da ZONA LITORAL:
Zona supralitoral – Logo a seguir ao domínio terrestre, recebe gotas de água das ondas mas muito raramente fica coberta de água.
Na Praia das Avencas, a zona supralitoral é constituída por falésia seguida por uma zona arenosa e algumas rochas, cobertas por com Verrucaria maura, um líquen com aspecto de alcatrão, e ainda por algas cianofíceas que conferem uma cor acinzentada às rochas. Também se encontram colónias de Melaraphe neritoides, um minúsculo molusco gastrópode.

Foto EDUCOM 6.Foto EDUCOM 7
Esquerda: Rochas cobertas por líquen Verrucaria maura e alga verde Enteromorpha.
Direita: Cracas e moluscos Melaraphe neritoides.

No limite inferior da zona supralitoral, vivem organismos marinhos adaptados a exposições prolongadas ao ar, sendo apenas submersos durante as marés dos equinócios.
Nesta zona, encontramos sobre as rochas muitos gastrópodes do género Melaraphe e também Cracas. Esta zona é visitada por caranguejos, pulgas do mar, aracnídeos, aves e mamíferos.

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Zona mediolitoral – também designada por eulitoral. Esta zona está sujeita a uma emersão e uma imersão alternadas, duas vezes por dia, cuja amplitude varia com as fases da lua e com o perfil de costa.
A zonação é bem visível na distribuição das macro algas e dos animais sésseis e hemi-sésseis, estando os menos sensíveis na zona superior e os mais sensíveis na zona inferior.
Característicos desta zona são populações de Lichina pygmaea, líquen de cor negra que limita superiormente o andar, Chthamalus montagui e Chthamalus stellatus, vulgo cracas, presentes em toda a extensão do andar.
As lapas são de três espécies diferentes, Patella aspera, Patella vulgata e Patella depressa. Também se encontram muitos gastrópodes Gibbula umbilicalis (burriés) e Monodonta lineata (caramujos).
É também representativa desta zona a espécie Actinia equinia, cnidário de cor vermelho muito escuro ou verde azeitona.

Foto EDUCOM 8.Foto EDUCOM 9
Esquerda: Líquen Lichina pygmaea e cracas. ... Direita: Vários exemplares da Família Trochidae (burriés e caramujos).

Na parte mais baixa do médio litoral existem colónias extensas de Mytilus galloprovincialis (mexilhões), também se vendo Pollicipes pollicipes (perceves).
Este andar é delimitado inferiormente por Lithophylum tortuosum, uma alga calcária.
Nos enclaves, onde as condições são semelhantes às existentes no andar infralitoral, a rocha está forrada pela alga calcária Lithophyllum incrustans. Outros organismos que aqui se podem observar são Paracentrotus lividus (Ouriço-do-mar), Anemonia sulcata (anémona verde e rosa) e Hymeniacidon sanguínea, uma esponja laranja. Nos enclaves onde não há ouriços, pode-se observar outra alga calcária, de cor rosada, Corallina elongata.

Foto EDUCOM 10.Foto EDUCOM 11
Esquerda: Alga calcária Lithophylum tortuosum. ... Direita: Poça com Actinia equina (pequena anémona), Mytilus galloprovincialis (Mexilhão) e Corallina elongata (alga calcária).
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Zona infralitoral - Neste andar apenas uma pequena parte fica a descoberto na maré baixa. Característicos das zonas mais superficiais são a alga Lithophyllum incrustans, o Ouriço-do-mar Paracentrotus lividus, a anémona Anemonia sulcata, a esponja Hymeniacidon sanguinea e o Mexilhão Mytilus galloprovincialis. As algas Corallina elongata e Lithophyllum tortuosum limitam este andar superiormente.

Foto EDUCOM 12.Foto EDUCOM 13
Esquerda: Cracas Chthamalus stellatus e esponjas Hymeniacidon sanguinea.
Direita: Ouriços Paracentrotus lividus e anémona Anemonia sulcata.

O limite inferior deste andar é caracterizado pela presença de laminárias (algas castanhas) e algas vermelhas, aparecendo já organismos de zonas profundas.
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  • Páginas ESPÉCIES - REINO PROTISTA - REINO FUNGI - REINO ANIMALIA

Alguns seres vivos que se podem encontrar e a sua classificação [segundo Whittaker 1968]:

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I - REINO PROTISTA

ALGAS VERDES - CHLOROPHYTA
Ulva lactuca – alga verde, tenra, de talo achatado, que cobre grandes extensões de rocha. Também se chama «alface do mar». É uma alga oportunista, tal como a alga Enteromorpha sp, cujo habitat depende da água de escorrência ou mesmo dos esgotos, que baixam a salinidade da água.
Codium sp - alga verde escura, aveludada, composta de talo tubular que se ramifica dicotomicamente.

Foto EDUCOM 14
Ulva lactuca numa poça.
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ALGAS CASTANHAS - PHAEOPHYTA

Foto EDUCOM 15
Fucus sp – alga castanha, de talo forte ramificado dicotomicamente.
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ALGAS VERMELHAS - RHODOPHYTA
Corallina, alga calcária com um talo de cor rosada, composto por uma sucessão de artículos. A justaposição dos indivíduos permite a retenção de água durante a baixa mar possibilitando a co-existência de outros organismos infralitorais.
Litophylum turtuosum, alga calcária encrostante de talo esbranquiçado formado por laminas verticais imbricadas.
Litophylum incrustans, alga calcária encrostante de cor rosada ou violácea. O talo apresenta-se em crostas que ao confluírem formam cristas elevadas e onduladas, características.

Foto EDUCOM 16.Foto EDUCOM 17
Esquerda: Alga calcária Corallina. ... Direita: Alga calcária Litophylum incrustans forrando uma poça com uma anémoma e mexilhões.
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II - REINO FUNGI

Os fungos ocorrem em associações simbióticas com algas, os líquenes.
Verrucaria maura, líquen negro intimamente ligado ao substrato, lembrando alcatrão derramado na rocha [imagem na zona supralitoral].

Foto EDUCOM 18
Lichinia liquenoides, líquen fruticuloso de cor negra muito escura.
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II - REINO ANIMALIA

PHYLUM PORIFERA

Foto EDUCOM 19
Encontram-se Esponjas Hymeniacidon sanguinea (de cor laranja, notando-se bem o ósculo), formando colónias extensas sobre as rochas.
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PHYLUM CNIDARIA

Foto EDUCOM 20.Foto EDUCOM 21
Esquerda: Anémona Anemonia sulcata - tentáculos não retrácteis, cor verde com pontas rosa, formando grandes colónias em poças perto da franja sublitoral.
Direita: Actinia equina - corpo e tentáculos castanho escuro ou verde azeitona, base com bordo azul, tentáculos curtos e retrácteis. Geralmente mais pequena do que a Anémona, forma também grandes colónias.
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PHYLUM ANNELLIDA
Animais segmentados, mais difíceis de localizar porque vivem enterrados. Muitas vezes, podem-se ver vestígios da passagem de anelídeos na areia de uma poça e observar os habitáculos que constroem com grãos de areia.

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PHYLUM MOLUSCA
· Classe POLYPLACOPHORA
Debaixo das rochas, observa-se um pequeno molusco vulgarmente designado por Chiton, que pertence à  classe Polyplacophora por ter o corpo protegido por uma concha de 8 placas.
São animais de corpo elíptico, muito pequenos, cercados por margem carnuda. Pé achatado.

Foto EDUCOM 22

· Classe CEFALOPODA
Os polvos, Octopus vulgaris, podem ser encontrados em wave pools.

· Classe GASTEROPODA
Muitos seres desta classe, como o Caramujo Monodonta lineata, o Burrié Gibbula umbilicalis (gastrópode com concha univalve, pé em forma de palmilha, tentáculos sensitivos), a Lapa (Género Patella), concha cónica fixa solidamente ao substrato. Colónias extensas em todas as zonas.

· Classe BIVALVIA
Grandes colónias de mexilhão, da espécie Mytilus galloprovincialis, ocupam fácies da alga Corallina elongata. Este bivalve de cor negra, localizado em zonas de grande hidrodinamismo, suporta bem a poluição, podendo inclusivamente sobreviver em áreas portuárias.

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PHYLUM ARTROPODA

Foto EDUCOM 23.Foto EDUCOM 24
Esquerda: Caranguejo numa rocha, ordem Decapoda.
Direita: Camarão Palaemon serratus, um crustáceo da Classe Malacostraca.
Foto EDUCOM 25
Cracas Chthamalus stellatus, subclasse Cirripedia, animais sésseis, exosqueleto formado por 6 placas. Neste local esta espécie predomina sobre a C. montagui.
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PHYLUM EQUINODERMATA

Foto EDUCOM 26.Foto EDUCOM 27
Esquerda: Estrelas do mar da espécie Asterina gibbosa. Estes animais encontram-se escondidos sob as rochas.
Direita: Ofiurídeos, pequenos animais com habitat sob as rochas, encontram-se frequentemente associados aos Ouriços-do-mar.
Foto EDUCOM 28
Ouriços-do-mar, Paracentrotus lividus, alojam-se em cavidades da rocha para resistir ao embate das ondas. Alimentam-se de algas fotófilas, pelo que nas zonas onde se encontram apenas fica a descoberto o revestimento da rocha formado pela alga Lithophyllum incrustans.
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PHYLUM CORDATA
Sub-filo VERTEBRATA. Super-classe PISCIS. Classe OSTEICHTHYES – peixes ósseos.

Foto EDUCOM 29.Foto EDUCOM 30
Esquerda: Belennius sp - peixes sem escamas, com corpos de secção arredondada, que têm a capacidade de aguentar algum tempo fora de água, porque os opérculos permanecem fechados nessa situação, mantendo as guelras húmidas.
Direita: Peixe-rei Atherina presbyter - banda prateada ao longo dos flancos, dorso esverdeado e ventre prateado.
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  • Página ACERCA

Esta página foi realizada por Isabel Cristina Raposo e Joana d'Orey Capucho, no âmbito da disciplina de Biodiversidade, Mestrado de Ciências da Terra e da Vida para o Ensino, Faculdade de Ciências de Lisboa.
Colaboraram nesta página João Correia de Freitas (UARTE), Teresa Castillo e Susana Tavares (professoras estagiárias da Esc. Sec. Fernando Lopes Graça), e Patrícia Melanie Esteves (aluna da Esc. Sec. da Cidadela).
As fotografias são de: Isabel Cristina Raposo, João Correia de Freitas, Joana d'Orey Capucho, Patrícia Melanie Esteves, Susana Tavares e Teresa Castillo.

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Logo EDUCOM

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A Imagem da Paisagem, 23 Janeiro 2010.

Documento: AS CHEIAS E O ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO

am.ma 19/02/1908 @ 13:49

[Complemento do postal AS CHEIAS, 19 Fevereiro 2008].

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Este comunicado foi publicado no portal da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza, do qual é propriedade e responsabilidade, a 18 Fev 2008.
Por limitações de linguagem html, não é possível inserir directamente uma ligação às páginas dos comunicados, pelo que se apresenta a sua transcrição.
O endereço deste comunicado da Quercus é

Fev'08 - http://www.quercus.pt/scid/webquercus/defaultCategoryViewOne.asp?categoryId=567 [and] articleID=2319

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Comunicados » Cheias: um desastre anunciado

Quercus responsabiliza políticas de ordenamento do território

Portugal e a Grande Lisboa viveram hoje um dia de sobressalto na sequência do mau tempo que assolou o Pais. Os acontecimentos que se verificaram na área da Grande Lisboa, decorrentes do mau tempo que se fez sentir durante a noite e grande parte do dia, tornam evidentes as fragilidades da capital e do centro económico do Pais.

Estas fragilidades não se justificam apenas por uma ausência de procedimentos ao nível da limpeza de sarjetas, face a uma situação de precipitação intensa menos habitual. É necessária uma visão mais ampla, profunda e integrada dos efeitos que a Politica de Ordenamento do Território tem tido no Pais.

Desde as últimas décadas, que se verifica uma proliferação das áreas urbanas, alastrando-se em “mancha de óleo”, numa área envolvente a Lisboa que liga já Santarém a Setúbal. Situações como:

- a impermeabilização dos solos;
- a construção sistemática em zonas sensíveis e em leitos de cheia;
- a urbanização caótica e sem critérios;
- a desflorestação;
- o lixo abandonado;
- o entulhamento ou a canalização de pequenos cursos de água;
- a construção de muitos aterros que dificultam o escoamento;

contribuem, significativamente para o agravamento do poder destruidor das cheias.

Desde há muito que a Quercus tem vindo a alertar para estas situações. São exemplos as construções no Vale de Alcântara em Lisboa e na Várzea de Setúbal. Hoje, a Av. de Ceuta sofreu inundações a aluimentos no pavimento e a baixa de Setúbal esteve completamente inundada.

Políticas de Ordenamento do Território cada vez mais permissivas

O governo está a criar um novo enquadramento jurídico do regime da Reserva Ecológica Nacional (REN), instrumento de ordenamento fundamental na prevenção dos riscos naturais mas, ao contrário do que seria de esperar, esta revisão não está a ter como propósito melhorar a defesa dos valores naturais que constituem a estrutura de protecção e estabilidade física e biológica do território. O novo regime da REN parece pretender acima de tudo tornar este instrumento mais vulnerável às investidas da especulação e construção de que já tem sido alvo nos últimos anos.

Paralelamente, estão planeadas grandes infra-estruturas de transportes que terão como consequência potenciar o alastramento do tecido urbano para o interior do Pais. Especialistas já afirmaram a necessidade de um rigoroso controlo das medidas de uso do solo.

A Quercus considera que não se podem de todo menosprezar os impactes das Politicas de Ordenamento do Território as situações que hoje se viveram e considera que são necessárias medidas urgentes para inverter as actuais tendências de expansão urbana.

As consequências da não adopção destas medidas são o que hoje se vislumbrou. Uma capital e o centro económico de um País paralisados, tornados reféns de condições climatéricas.

Lisboa, 18 de Fevereiro do 2008

As Direcções de Núcleos Regionais de Lisboa e de Setubal da Quercus A.N.C.N.

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A Imagem da Paisagem, 19 Fevereiro 2008

Documento: CARACTERIZAÇÃO DA LAURISSILVA da ILHA DA MADEIRA

am.ma 10/02/1908 @ 13:06

[Complemento do postal A FLORESTA LAURISSILVA DA MADEIRA, 10 Fevereiro 2008].

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Esta reportagem foi publicada no portal Naturlink, do qual é propriedade e responsabilidade (texto e imagens).
Por limitações de linguagem html, não é possível inserir directamente uma ligação às páginas deste portal, desde que foi reformulado. De facto, a ligação à página do anterior portal foi quebrada - não redireccionada - e por isso se optou por apresentar aqui a sua transcrição.

O endereço desta página é - http://naturlink.sapo.pt/article.aspx?menuid=2 [and] cid=6937 [and] bl=1 [and] viewall=true#Go_1

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Homepage » Natureza e Ambiente » Fauna e Flora » A Laurissilva da Ilha da Madeira

A Laurissilva da Ilha da Madeira
Cristina Pereira

Foto NATURLINK 1A floresta de Laurissilva da Ilha da Madeira passou a integrar desde Dezembro de 1999 a Lista do Património Natural Mundial da UNESCO. Aqui falamos do porquê desta distinção e da sua importância a nível mundial.

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A Macaronésia, constituida pelos arquipélagos da Madeira, Canárias, Açores e Cabo Verde, conserva os restos de uma vegetação que remonta à Era Terciária. No fim do Terciário as glaciações originaram o desaparecimento desta floresta em quase todo o continente europeu, tendo-se mantido na Macaronésia devido à influência benéfica do Oceano Atlântico.

Foto NATURLINK 2A Madeira é a região do mundo onde a Laurissilva se mantém em melhor estado de conservação e com maior número de endemismos (espécies que só existem naquele local).

Esta floresta, denominada frequentemente de "produtora de água", é responsável pela captação e infiltração de grandes quantidades deste líquido, que irá mais tarde abastecer as nascentes e permitir o aproveitamento hidroeléctrico por parte das populações. É de extrema importância para a manutenção da estabilidade dos solos nas declivosas encostas onde se situa.

Como árvores dominantes desta floresta indígena, temos 4 elementos da família das Lauráceas, o loureiro, o til, o vinhático e por último o barbusano. Apesar de parecerem iguais, um olhar mais atento às suas folhas permite distinguir as diferentes espécies. Podemos ainda encontrar árvores como, o pau branco, o folhado e o aderno.

Foto NATURLINK 3Ao nível arbustivo e herbáceo encontramos espécies como a uveira da serra, o isoplexis, o massaroco, as estreleiras, os gerânios, o ranúnculo, a orquídea da serra e a orquídea branca. Esta última é extremamente rara e indicadora duma zona especialmente bem conservada.

Nos últimos anos têm aparecido espécies infestantes, como os eucaliptos e as acácias que pouco a pouco têm vindo a ganhar terreno em relação à floresta indígena. Está já em curso um plano de erradicação destas espécies.

A fauna existente na Laurissilva é particularmente rica em vertebrados e invertebrados. Relativamente a estes últimos é de referir a existência de mais de uma centena de endemismos de moluscos terrestres.

No grupo dos vertebrados merecem destaque duas raras espécies de morcegos e o pombo trocaz. Para além destes vertebrados podemos encontrar ainda a manta, o tentilhão e o bisbis.

Foto NATURLINK 4A floresta de Laurissilva da Madeira com uma área de 15 000 hectares está totalmente incluída no Parque Natural da Madeira como Reserva Natural Parcial e Reserva Natural Integral. É uma Zona de Protecção Especial no âmbito da Directiva Aves Selvagens e um Sítio de Interesse Comunitário ao abrigo da Directiva Habitats. É Reserva Biogenética do Conselho da Europa desde 1992. A distinção da UNESCO no passado ano veio confirmar a importância deste património a nível mundial.

As visitas pela floresta estão sujeitas a uma marcação prévia para o Parque Natural da Madeira (tel 291795155) e são geralmente percursos pedestres com a duração de um dia, acompanhados por técnicos especializados. As marcações devem ser feitas com alguma antecedência.

Endereço sobre a temática:
www.madeira-island.com/features/1999/laurissilva/

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A Imagem da Paisagem, 20 Janeiro 2010.

Documento: EM MEMÓRIA DAS VÍTIMAS DO HOLOCAUSTO

am.ma 28/01/1908 @ 12:36

[Complemento do postal IN PERPETUAM REI MEMORIAM, 28 Janeiro 2008].

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Esta notícia foi publicada no portal da UNESCO - United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization, do qual é propriedade e responsabilidade, a 15 Jan 2008.
Por limitações de linguagem html, não é possível inserir directamente uma ligação às páginas de notícias, pelo que se apresenta a sua transcrição.
O endereço desta página no portal da UNESCO é:

- http://portal.unesco.org/en/ev.php-URL_ID=41607 [and] URL_DO=DO_TOPIC [and] URL_SECTION=201.html

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UNESCO.org » Services » News Service

UNESCO will hold ceremony for International Day of Commemoration to honour the victims of the Holocaust

The Director-General of UNESCO, Koïchiro Matsuura, will take part on 28 January in a commemoration ceremony at Organization Headquarters to honour the victims of the Holocaust. Other notable participants will include Isaac Herzog, Israeli Minister of Social affairs and Welfare and and Minister of the Jewish Diaspora, Society, and the Fight Against Anti-Semitism; Xavier Darcos, French Minister of National Education; and Simone Veil, Honorary President of the French Foundation for the Memory of the Shoah.

The ceremony is organized by UNESCO and the Permanent Delegation of Israel to UNESCO, in partnership with France Télévisions and Yad Vashem, the Israeli-based Holocaust Martyrs' and Heroes' Remembrance Authority, with the support of the Foundation for the Memory of the Shoah. The ceremony held within the framework of the designation by the United Nations’ General Assembly of 27 January, date of the liberation of the Auschwitz death camp, as International Day of Commemoration to honour the victims of the Holocaust.

The ceremony (7 p.m., Room I) with feature addresses by Koïchiro Matsuura; David G. Kornbluth, Permanent Delegate of Israel to UNESCO; Isaac Herzog; Xavier Darcos; David de Rothschild, President of the Foundation for the Memory of the Shoah; Miry Gross, Yad Vashem’s director of relations with French-speaking countries; and Simone Veil. The French Army choir will perform Hebrew songs and Rabbi and Cantor Raphael Cohen will recite the Jewish prayer for the dead.

At 7.45 p.m., after a presentation by France Télévisions’ president Patrick de Carolis, there will be a preview of the film La Résistance face à la Shoah: Quand il fallait sauver les Juifs (the Resistance in face of the Shoah: When Jews had to be saved), the second in a documentary series about the French Resistance, which will be aired on French public television in February.

The exhibition Auschwitz: les profondeurs de l’abîme (Auschwitz: the depth of the abyss) will be opened at 6.30 p.m. It was curated by Yad Vashem drawing on two exceptional eye-witness accounts, an album of 200 photos taken by SS guards in May and June 1944, and a series of sketches by Zinovii Tolkachev, a young Jewish Red Army recruit who entered the Auschwitz camp with the first liberators. The exhibition will remain at UNESCO until 22 February (admission free, Monday to Friday, 10 a.m. - 5 p.m., ID required).

Author(s):Media Advisory N°2008-03
Source:UNESCOPRESS
15-01-2008

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A Imagem da Paisagem, 28 Janeiro 2008.

Documento: DECLARAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA O AMBIENTE (Conferência de Estocolmo)

am.ma 22/01/1908 @ 21:33

[Complemento do postal DECLARAÇÃO DO AMBIENTE, 22 Janeiro 2008].

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Esta declaração foi publicada no portal da UNEP - United Nations Environment Programme, do qual é propriedade e responsabilidade, a 16 Jun 1972.
Por limitações de linguagem html, não é possível inserir directamente uma ligação às páginas de notícias, pelo que se apresenta a sua transcrição.
O endereço desta página no portal da UNEP é:

- http://www.unep.org/Documents.Multilingual/Default.asp?DocumentID=97 [and] articleID=1503

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Declaration of the United Nations Conference on the Human Environment

The United Nations Conference on the Human Environment, having met at Stockholm from 5 to 16 June 1972, having considered the need for a common outlook and for common principles to inspire and guide the peoples of the world in the preservation and enhancement of the human environment,

Proclaims that:

1. Man is both creature and moulder of his environment, which gives him physical sustenance and affords him the opportunity for intellectual, moral, social and spiritual growth. In the long and tortuous evolution of the human race on this planet a stage has been reached when, through the rapid acceleration of science and technology, man has acquired the power to transform his environment in countless ways and on an unprecedented scale. Both aspects of man's environment, the natural and the man-made, are essential to his well-being and to the enjoyment of basic human rights the right to life itself.

2. The protection and improvement of the human environment is a major issue which affects the well-being of peoples and economic development throughout the world; it is the urgent desire of the peoples of the whole world and the duty of all Governments.

3. Man has constantly to sum up experience and go on discovering, inventing, creating and advancing. In our time, man's capability to transform his surroundings, if used wisely, can bring to all peoples the benefits of development and the opportunity to enhance the quality of life. Wrongly or heedlessly applied, the same power can do incalculable harm to human beings and the human environment. We see around us growing evidence of man-made harm in many regions of the earth: dangerous levels of pollution in water, air, earth and living beings; major and undesirable disturbances to the ecological balance of the biosphere; destruction and depletion of irreplaceable resources; and gross deficiencies, harmful to the physical, mental and social health of man, in the man-made environment, particularly in the living and working environment.

4. In the developing countries most of the environmental problems are caused by under-development. Millions continue to live far below the minimum levels required for a decent human existence, deprived of adequate food and clothing, shelter and education, health and sanitation. Therefore, the developing countries must direct their efforts to development, bearing in mind their priorities and the need to safeguard and improve the environment. For the same purpose, the industrialized countries should make efforts to reduce the gap themselves and the developing countries. In the industrialized countries, environmental problems are generally related to industrialization and technological development.

5. The natural growth of population continuously presents problems for the preservation of the environment, and adequate policies and measures should be adopted, as appropriate, to face these problems. Of all things in the world, people are the most precious. It is the people that propel social progress, create social wealth, develop science and technology and, through their hard work, continuously transform the human environment. Along with social progress and the advance of production, science and technology, the capability of man to improve the environment increases with each passing day.

6. A point has been reached in history when we must shape our actions throughout the world with a more prudent care for their environmental consequences. Through ignorance or indifference we can do massive and irreversible harm to the earthly environment on which our life and well being depend. Conversely, through fuller knowledge and wiser action, we can achieve for ourselves and our posterity a better life in an environment more in keeping with human needs and hopes. There are broad vistas for the enhancement of environmental quality and the creation of a good life. What is needed is an enthusiastic but calm state of mind and intense but orderly work. For the purpose of attaining freedom in the world of nature, man must use knowledge to build, in collaboration with nature, a better environment. To defend and improve the human environment for present and future generations has become an imperative goal for mankind-a goal to be pursued together with, and in harmony with, the established and fundamental goals of peace and of worldwide economic and social development.

7. To achieve this environmental goal will demand the acceptance of responsibility by citizens and communities and by enterprises and institutions at every level, all sharing equitably in common efforts. Individuals in all walks of life as well as organizations in many fields, by their values and the sum of their actions, will shape the world environment of the future.

Local and national governments will bear the greatest burden for large-scale environmental policy and action within their jurisdictions. International cooperation is also needed in order to raise resources to support the developing countries in carrying out their responsibilities in this field. A growing class of environmental problems, because they are regional or global in extent or because they affect the common international realm, will require extensive cooperation among nations and action by international organizations in the common interest.

The Conference calls upon Governments and peoples to exert common efforts for the preservation and improvement of the human environment, for the benefit of all the people and for their posterity.

Principles

States the common conviction that:

Principle 1

Man has the fundamental right to freedom, equality and adequate conditions of life, in an environment of a quality that permits a life of dignity and well-being, and he bears a solemn responsibility to protect and improve the environment for present and future generations. In this respect, policies promoting or perpetuating apartheid, racial segregation, discrimination, colonial and other forms of oppression and foreign domination stand condemned and must be eliminated.

Principle 2

The natural resources of the earth, including the air, water, land, flora and fauna and especially representative samples of natural ecosystems, must be safeguarded for the benefit of present and future generations through careful planning or management, as appropriate.

Principle 3

The capacity of the earth to produce vital renewable resources must be maintained and, wherever practicable, restored or improved.

Principle 4

Man has a special responsibility to safeguard and wisely manage the heritage of wildlife and its habitat, which are now gravely imperilled by a combination of adverse factors. Nature conservation, including wildlife, must therefore receive importance in planning for economic development.

Principle 5

The non-renewable resources of the earth must be employed in such a way as to guard against the danger of their future exhaustion and to ensure that benefits from such employment are shared by all mankind.

Principle 6

The discharge of toxic substances or of other substances and the release of heat, in such quantities or concentrations as to exceed the capacity of the environment to render them harmless, must be halted in order to ensure that serious or irreversible damage is not inflicted upon ecosystems. The just struggle of the peoples of ill countries against pollution should be supported.

Principle 7

States shall take all possible steps to prevent pollution of the seas by substances that are liable to create hazards to human health, to harm living resources and marine life, to damage amenities or to interfere with other legitimate uses of the sea.

Principle 8

Economic and social development is essential for ensuring a favorable living and working environment for man and for creating conditions on earth that are necessary for the improvement of the quality of life.

Principle 9

Environmental deficiencies generated by the conditions of under-development and natural disasters pose grave problems and can best be remedied by accelerated development through the transfer of substantial quantities of financial and technological assistance as a supplement to the domestic effort of the developing countries and such timely assistance as may be required.

Principle 10

For the developing countries, stability of prices and adequate earnings for primary commodities and raw materials are essential to environmental management, since economic factors as well as ecological processes must be taken into account.

Principle 11

The environmental policies of all States should enhance and not adversely affect the present or future development potential of developing countries, nor should they hamper the attainment

of better living conditions for all, and appropriate steps should be taken by States and international organizations with a view to reaching agreement on meeting the possible national and international economic consequences resulting from the application of environmental measures.

Principle 12

Resources should be made available to preserve and improve the environment, taking into account the circumstances and particular requirements of developing countries and any costs which may emanate- from their incorporating environmental safeguards into their development planning and the need for making available to them, upon their request, additional international technical and financial assistance for this purpose.

Principle 13

In order to achieve a more rational management of resources and thus to improve the environment, States should adopt an integrated and coordinated approach to their development planning so as to ensure that development is compatible with the need to protect and improve environment for the benefit of their population.

Principle 14

Rational planning constitutes an essential tool for reconciling any conflict between the needs of development and the need to protect and improve the environment.

Principle 15

Planning must be applied to human settlements and urbanization with a view to avoiding adverse effects on the environment and obtaining maximum social, economic and environmental benefits for all. In this respect projects which arc designed for colonialist and racist domination must be abandoned.

Principle 16

Demographic policies which are without prejudice to basic human rights and which are deemed appropriate by Governments concerned should be applied in those regions where the rate of population growth or excessive population concentrations are likely to have adverse effects on the environment of the human environment and impede development.

Principle 17

Appropriate national institutions must be entrusted with the task of planning, managing or controlling the 9 environmental resources of States with a view to enhancing environmental quality.

Principle 18

Science and technology, as part of their contribution to economic and social development, must be applied to the identification, avoidance and control of environmental risks and the solution of environmental problems and for the common good of mankind.

Principle 19

Education in environmental matters, for the younger generation as well as adults, giving due consideration to the underprivileged, is essential in order to broaden the basis for an enlightened opinion and responsible conduct by individuals, enterprises and communities in protecting and improving the environment in its full human dimension. It is also essential that mass media of communications avoid contributing to the deterioration of the environment, but, on the contrary, disseminates information of an educational nature on the need to project and improve the environment in order to enable mal to develop in every respect.

Principle 20

Scientific research and development in the context of environmental problems, both national and multinational, must be promoted in all countries, especially the developing countries. In this connection, the free flow of up-to-date scientific information and transfer of experience must be supported and assisted, to facilitate the solution of environmental problems; environmental technologies should be made available to developing countries on terms which would encourage their wide dissemination without constituting an economic burden on the developing countries.

Principle 21

States have, in accordance with the Charter of the United Nations and the principles of international law, the sovereign right to exploit their own resources pursuant to their own environmental policies, and the responsibility to ensure that activities within their jurisdiction or control do not cause damage to the environment of other States or of areas beyond the limits of national jurisdiction.

Principle 22

States shall cooperate to develop further the international law regarding liability and compensation for the victims of pollution and other environmental damage caused by activities within the jurisdiction or control of such States to areas beyond their jurisdiction.

Principle 23

Without prejudice to such criteria as may be agreed upon by the international community, or to standards which will have to be determined nationally, it will be essential in all cases to consider the systems of values prevailing in each country, and the extent of the applicability of standards which are valid for the most advanced countries but which may be inappropriate and of unwarranted social cost for the developing countries.

Principle 24

International matters concerning the protection and improvement of the environment should be handled in a cooperative spirit by all countries, big and small, on an equal footing.

Cooperation through multilateral or bilateral arrangements or other appropriate means is essential to effectively control, prevent, reduce and eliminate adverse environmental effects resulting from activities conducted in all spheres, in such a way that due account is taken of the sovereignty and interests of all States.

Principle 25

States shall ensure that international organizations play a coordinated, efficient and dynamic role for the protection and improvement of the environment.

Principle 26

Man and his environment must be spared the effects of nuclear weapons and all other means of mass destruction. States must strive to reach prompt agreement, in the relevant international organs, on the elimination and complete destruction of such weapons.

21st plenary meeting

16 June 1972

Chapter 11

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A Imagem da Paisagem, 25 Julho 2009.

Documento: sobre a PLATAFORMA LOGÍSTICA de CASTANHEIRA DO RIBATEJO

am.ma 22/01/1908 @ 20:46

[Complemento do postal CASTANHEIRA DO RIBATEJO, 22 Janeiro 2008].

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Estes dois comunicados foram publicados no portal da Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza, do qual são propriedade e responsabilidade, a 11 Jan e 11 Mar 2008.
Por limitações de linguagem html, não é possível inserir directamente uma ligação às páginas dos comunicados, pelo que se apresenta a sua transcrição.
Os endereços destes dois comunicados da Quercus são:

Jan'08 - http://www.quercus.pt/scid/webquercus/defaultCategoryViewOne.asp?categoryId=567 [and] articleID=2266

Mar'08 - http://www.quercus.pt/scid/webquercus/defaultCategoryViewOne.asp?categoryId=567 [and] articleID=2348

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Comunicados » Plataforma Logística de Castanheira do Ribatejo

Declaração de Impacte Ambiental favorável é inaceitável

A Quercus e o Movimento Xiradania, organização cívica do concelho de Vila Franca de Xira para defesa dos princípios do desenvolvimento sustentável, vem manifestar a sua apreensão pelo Ministério do Ambiente ter emido a DIA – Declaração de Impacte Ambeintal favorável condionada, para aprovar a localização e construção da Plataforma Logísitica da Castanheira do Ribatejo no concelho de Vila Franca de Xira.

A Quercus e o Movimento Xiradania tinham emitido parecer negativo ao projecto na discussão pública do Estudo de Impacte Ambiental. Entre outras questões destacam-se:
- A falta de estudo de alternativas de localização;
- A destruição de mais de 100 ha dos melhores solos de RAN - Reserva Agricola Nacional;
- A ocupação da zona ameaçada pelas cheias do rio Tejo em RAN - Reserva Ecológica Nacional;
- Risco de contaminação do aquífero muito significativo;
- A suspenção do PDM – Plano Director Municipal de Vila Franca de Xira e do PROTAML – Plano Regional de Ordenamento do Território da área Metropolitana de Lisboa;
- Os diversos impactes ambientais negativos, incluindo impactes cumulativos.

Apesar da própria declaração do governo reconhecer que o projecto terá consequencias negativas substanciais.

Salientamos ainda que uma das justificações de localização desta plataforma seria a proximidade no NAL - Novo Aeroporto de Lisboa na Ota e ontem foi anunciado pelo governo a decisão preliminar de apontar o NAL para o Campo de Tiro de Alcochete.

Lamentamos que este processo de Avaliação de Impacte Ambiental se tenha revelado, mais uma vez, como uma mera formalidade inconsequente para a minimização de impactes ambientais e salvaguarda do Ordenamento do Território.

Dado a gravidade de mais este atentado ao ordenamento do território o Movimento Xiradania e a Quercus ponderam recorrer à via judicial.

Lisboa, 11 de Janeiro de 2008

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Comunicados » Plataforma Logística de Castanheira do Ribatejo

Localização da Plataforma Logística da Castanheira do Ribatejo revela desrespeito pelo Ambiente e Ordenamento do Território

A Quercus e o Movimento Xiradania, vêm manifestar o seu descontentamento pelo lançamento hoje, da primeira pedra da Plataforma Logística da Castanheira do Ribatejo, no concelho de Vila Franca de Xira. A Quercus e a Xiradania teriam já emitido o parecer negativo a este projecto na fase de discussão pública do Estudo de Impacte Ambiental.

Entre outras questões destacaram-se:

- A falta de estudo de alternativas de localização;

- A destruição de mais de 100 ha dos melhores solos de RAN - Reserva Agricola Nacional;

- A ocupação da zona ameaçada pelas cheias do rio Tejo em REN - Reserva Ecológica Nacional;

- Risco de contaminação do aquífero muito significativo;

- A suspenção do PDM – Plano Director Municipal de Vila Franca de Xira e do PROTAML – Plano Regional de Ordenamento do Território da área Metropolitana de Lisboa;

- Os diversos impactes ambientais negativos, incluindo impactes cumulativos.

O Ministério do Ambiente emitiu a DIA – Declaração de Impacte Ambiental favorável condionada, apesar da própria declaração reconhecer que o projecto terá consequencias negativas substanciais, onde se pode ler:

“… da avaliação de impacte ambiental efectuada resulta que o presente projecto produz um conjunto de impactes negativos significativos que decorrem das características e dimensões da intervenção, associoados á particularidade do terreno e á sua envolvente próxima, nomeadamente a interferência do projecto com espaços classificados como reserva Ecológica nacional (REN), Reserva Agrícola nacional (RAN) e leito de máxima cheia do rio tejo, e confinantes com espaços naturais de grande sensibilidade, e á existencia de sobrecarga nas redes de infra-estruturas rodoviárias e transportes;”

Salientamos ainda que uma das justificações de localização desta plataforma seria a proximidade no NAL - Novo Aeroporto de Lisboa, já deslocalizado para o Campo de Tiro de Alcochete.

Conclui-se que este processo de Avaliação de Impacte Ambiental se revelou, mais uma vez, uma mera formalidade inconsequente para a minimização de impactes ambientais e salvaguarda do Ordenamento do Território, pelo que a Quercus e o Movimento Xiradania deverão recorrer à via judicial.

Lisboa, 11 de Março de 2008

A Direcção do Núcleo Regional de Lisboa da Quercus

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A Imagem da Paisagem, 22 Janeiro e 14 Março 2008.

Documento: O ROAZ-CORVINEIRO DO ESTUÁRIO DO SADO

am.ma 12/01/1908 @ 13:49

[Complemento do postal O ANO DO GOLFINHO, 12 Janeiro 2008].

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Esta página esteve publicada em 2008 no antigo portal da Câmara Municipal de SETÚBAL, do qual é propriedade e responsabilidade, no separador Retratos da Cidade.
Pelo facto de este portal ter sido entretanto reformulado e de esta página ter desaparecido (actualmente não há nenhuma equivalente), apresenta-se aqui a sua transcrição.
O endereço do portal da Câmara Municipal de Setúbal é - http://www.mun-setubal.pt/

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MUNICÍPIO » Pessoas » Retratos da Cidade

A comunidade roaz-corvineira que habita o Sado, única morada que lhe resta em Portugal, após ter desaparecido a do Tejo, já foi maior nos anos 80, mas, mesmo assim, os 30 elementos que a compõem, resistindo às agressões constantes de que são vítimas, continuam a ser um dos emblemas de Setúbal, a par do rio que lhes dá guarida, num casamento perfeito da Natureza.
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Roaz-corvineiro
Um habitante no Sado

Ao todo, são 30 os roazes-corvineiros que habitam o Sado, único local onde, em Portugal, é possível ver estes cetáceos, emblemas de uma cidade, que tem no rio um dos símbolos maiores.

O número – que inclui machos e fêmeas, adultos e jovens –, apontado por entendidos, não é resultado de uma estimativa, de um cálculo feito por alto, mas de uma contagem - onde a hipótese de erro é a mesma da de qualquer operação aritmética – variável apenas porque o nascimento e a morte são parte integrante da vida.

Para observador comum, que, com frequência, os avista, de terra ou a bordo de uma embarcação, sempre que vêm à superfície para respirar, em gesto suave e elegante, a contagem é tarefa irrealizável, já que parecer-lhe-ão todos iguais. Pura ilusão que a ignorância proporciona. Os golfinhos, como as pessoas, mesmo as gémeas, são todos diferentes uns dos outros, cada um deles com características próprias, o que permite aos entendidos distingui-los, por exemplo, através das 'impressões digitais'.

Com efeito, além de outras características que cada um tem, como o 'assobio', pelo qual é mais difícil distingui-los, a barbatana dorsal, que lhes serve de 'quilha' e os equilibra, funciona como autêntica 'impressão digital', já que não há duas iguais.

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O 'assobio': arma de caça

O 'assobio', que também os identifica aos ouvidos dos entendidos, é utilizado pelos 'corvineiros' como meio de comunicação entre a comunidade e arma de caça, quase constante, que a meia tonelada que os adultos chegam a pesar não é à base de água e de ar.

Na procura de alimentação – peixes, moluscos e crustáceos – actuam sozinhos ou em pequenos grupos, utilizando, invariavelmente, a técnica do atordoamento da vítima, conseguido com o bater da barbatana caudal na superfície da água e com o 'assobio', meio igualmente de detecção da presa.

Com efeito, os sons que emite, ao baterem contra qualquer obstáculo, são reflectidos, permitindo-lhe escutá-los outra vez, localizando assim objectos e presas, sobre as quais fica a saber o tamanho e as formas.

Quando em grupo, cercam as vítimas em círculo ou encurralando-as contra margens ou baixios.

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A morte por companhia

Os roazes machos, em estado selvagem, podem atingir os 45 anos ou até mais, tendo as fêmeas vida mais longa.

A verdade, contudo, é que a comunidade que habita o Sado decresceu nos últimos anos, como reflexo da agressão ambiental causada, essencialmente, pela poluição industrial e pela actividade portuária.

A pesca, alguma dela ilegal, e as próprias embarcações de recreio, que nem sempre navegam de acordo com o que está estipulado, podem igualmente ser responsabilizadas pelo decréscimo de exemplares 'corvineiros' – e não só – no rio.

Os esgotos urbanos, também eles, contribuíram – e muito – para a diminuição da tribo roaz no Sado, situação atenuada – e com tendência para atenuar ainda mais – com a entrada em funcionamento, em Setúbal, da ETAR.

Por tudo isto se pode dizer que os roazes-corvineiros têm vivido no Sado – a exemplo do que aconteceu no Tejo, de onde desapareceram completamente – com a morte como companheira.

Maneiras há, contudo (ver caixa abaixo) de tornar este cenário menos cinzento e mais azul.

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Cinco regras

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De entre as regras que qualquer um, sem esforço, pode cumprir para que os roazes-corvineiros continuem a ter o Sado como morada, salientamos cinco, desrespeitadas algumas delas, muitas vezes, por ignorância.

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1) Nunca deitar objectos e lixo para a água, pois os golfinhos podem morrer por ingerirem plásticos, vidros ou metais. Sempre que encontremos lixo devemos recolhê-lo.

2) Não alimentar os golfinhos. Eles são animais selvagens.

3) Se os virmos, não devemos dirigir-nos, imediatamente, a eles, nem persegui-los. O barulho e o movimento dos barcos podem perturbá-los e causar-lhes 'stress'.

4) Devemos evitar a concentração de embarcações em seu redor, bem como mudanças bruscas de velocidade, direcção e sentido. É contraproducente, também, a aproximação frontal ou cruzar a sua trajectória, sendo aconselhável manter um rumo paralelo ao dos golfinhos, nunca a uma distância inferior a 50 metros, deixando que sejam eles a aproximarem-se.

5) Devemos ser pacientes, respeitadores e procurar o bem-estar dos golfinhos.

Ao encontrarmos um roaz que tenha dado à costa devemos avisar a Reserva Natural do Estuário do Sado ou a Polícia Marítima do Porto de Setúbal.

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Alimentação variada

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A alimentação dos roazes-corvineiros é bastante variada. Mesmo tendo desaparecido do Sado algumas espécies, ainda lhes sobra muito por onde escolherem.

No estuário, as preferências vão para os chocos e tainhas, mas polvos, lulas, linguados, camarões e caranguejos fazem, igualmente, parte da ementa.

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A razão dos nomes

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O roaz-corvineiro, nome plebeu de Tursiops truncatus, foi rebaptizado, tudo leva a crer, devido à matreirice e a preferências gastronómicas.

Roaz porque, para desespero dos pescadores, ganhou artes de roer as redes de onde surripia verdadeiros manjares. Corvineiro vem da predilecção que tinha pela corvina, quando ela existia, com abundância, na região. Foi-se-lhe o pitéu, ficou-lhe o nome.

A estes nomes, juntou-se-lhe, mais recentemente, outro, sendo também conhecido por golfinho do Sado, já que é, em Portugal, o único local onde pode ser visto.

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'Habitat' e vida

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O roaz-corvineiro, golfinho, da família dos cetáceos, nasce, ao fim de um ano de gestação, com cerca de 30 quilos, atingindo em adulto um peso que varia entre os 300 e a meia tonelada e três metros de comprimento.

Com um corpo robusto, de forma hidrodinâmica, desloca-se graças à barbatana dorsal, que actua tal e qual uma quilha, mantendo-o equilibrado, a uma barbatana caudal, principal meio de propulsão, e a duas peitorais, orientadoras da direcção do movimento. Pode atingir a velocidade de 40 quilómetros por hora.

Como mamífero, tem pulmões, pelo que sente necessidade de vir à superfície para respirar, fazendo-o através do espiráculo, orifício que tem no cimo da cabeça.

Após ter desaparecido no Tejo, o estuário do Sado – onde a comunidade chegou a ser constituída, na década de 80, por 40 exemplares – e a área marinha adjacente são as únicas moradas que conhece em Portugal.

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Fontes: Reserva Natural do Estuário do Sado e Vertigem Azul, empresa promotora de excursões para observação de golfinhos no Sado.

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A Imagem da Paisagem, 24 Fevereiro 2009.