A gravidade dos problemas com que a Humanidade se defronta actualmente levou as Nações Unidas a instituir a Década da Educação para um Futuro Sustentável, que está a decorrer desde 2005 até 2014.
Neste âmbito, A CARTA DA TERRA foi considerada como ferramenta educativa por excelência e como marco de referência ética para a construção de um mundo mais justo, sustentável e pacífico.
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A Carta da Terra foi oficialmente apresentada a 29 Junho 2000, no Palácio da Paz, em Haia, numa cerimónia presidida pela Rainha Beatriz da Holanda. Desde então, já foi subscrita por milhares de organizações (governamentais ou não), associações e pessoas individuais. O documento afirma a necessidade de um desenvolvimento sustentável e apela à reverência pelo mistério da existência, à gratidão pelo dom da vida, à humildade do ser humano perante a Natureza e ao nosso (de todos os povos) sentido de responsabilidade universal.

Uma pomba branca-malhada pousada numa árvore - uma demonstração da biodiversidade e da capacidade de adaptação da vida (Columba em Celtis australis).
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De entre as considerações expostas no Preâmbulo da Carta da Terra, salienta-se que:
Devemos conjugar esforços para gerar uma sociedade global sustentável, baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça económica e numa cultura de paz.
Para alcançar este propósito, é imperativo que nós, os povos da Terra, declaremos a nossa responsabilidade uns para com os outros, para com a grande comunidade da vida e para com as gerações futuras.
A humanidade é parte de um vasto universo em evolução. [...] A protecção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.
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Os PRINCÍPIOS expressos n' A Carta dividem-se em quatro grandes capítulos, dos quais apresento aqui alguns excertos significativos:
I - O RESPEITO PELA VIDA
. Respeitar a Terra e a vida em toda a sua diversidade.
. Garantir as dádivas e a beleza da Terra para as gerações actuais e futuras.
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II - A INTEGRIDADE ECOLÓGICA
. Proteger e repor a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial preocupação pela diversidade biológica e pelos processos naturais que sustentam a vida.
. Adoptar padrões de produção, consumo e reprodução que protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.

Uma paisagem humanizada e equilibrada - a conjugação harmoniosa da qualidade de vida com a gestão racional e sustentável dos recursos -
próximo de Talheim, Suíça.
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Cena de pesca tradicional retratada em painel de azulejos - fachada do edifício da Capitania do Porto de Vila Real de Santo António, Portugal.
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III - A JUSTIÇA SOCIAL E ECONÓMICA
. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social e ambiental.
. Garantir que as actividades e as instituições económicas promovam o desenvolvimento humano de forma equitativa e sustentável.
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IV - A DEMOCRACIA, A NÃO VIOLÊNCIA E A PAZ
. Fortalecer as instituições democráticas a todos os níveis e promover a transparência e a prestação de contas no exercício do governo, a participação efectiva na tomada de decisões e o acesso à justiça.
. Promover uma cultura de tolerância, de não violência e de paz.
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Duas realidades sociais, culturais e económicas divergentes: à esquerda, na Praça Saint Nazaire em
Carcassonne, Sul de França. À direita, na praça interior do Centro Sony em Berlim, Alemanha.
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A CONCLUSÃO - O CAMINHO A SEGUIR:
A nossa diversidade cultural é uma herança preciosa e as diferentes culturas saberão encontrar as suas próprias e diferentes formas de concretizar esta visão [de um modo de vida sustentável e de um sentido de responsabilidade universal].
Devemos aprofundar e expandir o diálogo global que originou a Carta da Terra, porque ainda temos muito que aprender na procura conjunta da verdade e da sabedoria.
A parceria entre governo, sociedade civil e empresas é essencial para uma governação eficaz.
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Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova veneração face à vida, pelo compromisso firme de alcançar a sustentabilidade, pela intensificação da luta em prol da justiça e da paz e pela alegre celebração da vida.

UMA FLOR SINGELA de Hibisco vermelho é, em si própria, UM HINO À BELEZA DA VIDA E DA TERRA
[Hibiscus rosa-sinensis].
Categoria: TEMAS UNIVERSAIS