253. O QUE FAZER EM CASO DE SISMO
As previsões sismológicas já não são de todo descabidas, tal como infelizmente ficou demonstrado com o violento sismo de há dois dias em Itália (madrugada de 6 Abril 2009), especialmente no que se refere à sucessão de acontecimentos na região e na cidade de L' Aquila. No entanto, e assim como nos fenómenos meteorológicos, não é (ainda) possível prever um sismo com exactidão e rigor absolutos.
Uma boa parte do território português apresenta características de grande risco sísmico, devido à proximidade da zona de contacto entre as placas tectónicas Euro-asiática e Africana. Para além do mais conhecido e devastador sismo de 1755 (manhã de 1 Novembro), há registos de dezenas de outros, de magnitude considerável (superior a 5.6 na escala de Richter). Por isso, não é demais lembrar aqui alguns excertos do excelente trabalho OS SISMOS E A GESTÃO DA EMERGÊNCIA - LISBOA, realizado em 1995 e publicado na forma de CD multimédia, da autoria de Isabel Pais, Paula Teves Costa, Carlos Sousa Oliveira e João Themudo Cabral [negritos meus].
Os sismos ... ocorrem aparentemente sem aviso prévio, duram apenas alguns segundos, mas são capazes de causar danos materiais e humanos muito elevados [...]. No entanto, [...] as consequências físicas que deles resultam são hoje altamente previsíveis, uma vez conhecidas as fontes potencialmente geradoras de sismos que podem afectar uma região e as características físicas e humanas dessa região.

... não podemos evitar a ocorrência de sismos. Mas podemos mitigar os seus efeitos, através de uma redução efectiva das vulnerabilidades, o que quer dizer, tomando uma atitude preventiva.
De facto, estamos a assumir uma atitude preventiva, quando:
- Desenvolvemos estudos sobre as causas e os efeitos dos sismos e sobre os sismos em presença nas áreas de maior vulnerabilidade sísmica.
- Executamos os reforços estruturais necessários para melhorar o comportamento sísmico dos edifícios.
- Ponderamos os factores que suportam a decisão da realização de um seguro de risco sísmico.
- Procedemos a um ordenamento correcto do território, localizando as diferentes actividades de modo a reduzir efectivamente as vulnerabilidades.
- Planeamos uma gestão de emergência eficaz, definindo missões para as entidades envolvidas no socorro, organizando a sua intervenção e gerindo adequadamente os meios e recursos disponíveis.
- Implementamos acções de sensibilização, informação e formação dos diferentes grupos de população, com vista ao desenvolvimento de comportamentos correctos, quer em termos de prevenção, quer no que se refere à forma de agir em caso de sismo, através das adequadas medidas de autoprotecção.

PARA LER EM PORMENOR: as Medidas de Autoprotecção incluem conselhos de segurança - prevenção e actuação - para ANTES, DURANTE e DEPOIS da ocorrência de um sismo, de acordo com diferentes situações possíveis.
NOTA: O portal da Autoridade Nacional de Protecção Civil (www.proteccaocivil.pt) tem publicados alguns excertos do trabalho aqui citado, mas sem qualquer referência aos seus autores.
Categoria: SINGULAR


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15 Novembro '09
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