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Categoria: O PATRIMÓNIO (19)

(103) MOSAICOS DE MILREU

am.ma 16/04/2008 @ 00:16

As Ruínas de Milreu (casa senhorial romana do século II - ou IV, conforme os autores) estão classificadas como Monumento Nacional e apresentam uma colecção de mosaicos interessantíssima e original, sobretudo pela representação da fauna marinha - em Estói, poucos quilómetros a Norte de Faro.

Mosaicos no peristilo, ruínas romanas de Milreu - Faro, Portugal

Mosaicos no pavimento do peristilo.

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Mosaicos no templo, ruínas romanas de Milreu - Faro, Portugal

Mosaicos no podium do templo.

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ADITAMENTO a 2 Dez '08: A segunda fotografia foi originalmente legendada como representando a parede do frigidarium das termas. Lamento o engano e peço desculpa pela indução em erro. Mais pormenores acerca destes (e de outros) mosaicos romanos na página do Projecto MOSUDHIS - Mosaicos Romanos do Sudoeste da Hispânia: Andaluzia e Algarve.

Para ver também: o postal sobre Mosaicos Polícromos em Conímbriga.

Categoria: O PATRIMÓNIO

(88) O CONVENTO DE NOSSA SENHORA DO ESPINHEIRO

am.ma 31/03/2008 @ 00:21

As imagens publicadas servem como referência histórica, uma vez que o Convento do Espinheiro foi recentemente (já neste século) recuperado e adaptado a hotel de luxo.

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Notável edifício fundado no Séc. XV e inestimável panteão da nobreza alentejana, teve princípio no ano de 1458, integrado na ordem de S. Jerónimo, sendo a igreja benzida pelo bispo D. Vasco Perdigão, debaixo do padroado do rei D. Afonso V, que na casa religiosa pousou algumas vezes e a dotou, generosamente, com alfaias sagradas e subsidiou algumas obras importantes, aliás como os seus sucessores, até D. Sebastião.
Túlio Espanca, Évora - Arte e História. 1980.

Convento de Nossa Senhora do Espinheiro - Évora, Portugal

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A cerca do antigo convento inclui dois Monumentos Nacionais:

a Igreja de Nossa Senhora do Espinheiro  e  a  Capela tumular de Garcia de Resende.
Entrada da Igreja de Nossa Senhora do Espinheiro - Évora, Portugal...Capela tumular de Garcia de Resende, N. Sra. Espinheiro - Évora, Portugal

À esquerda, a entrada da igreja, antevendo-se na penumbra... o portal clássico, marmóreo, axial, de 1566, sobrepujado pelas imagens da Virgem do Espinheiro, S. Jerónimo e S. João Baptista.
Idem, ibidem.

À direita, a capela tumular - O monumento funerário, típico exemplar da arte manuelino-mudejar, compõe-se de três corpos distintos: galilé, nave e capela-mor, em planta rectangular, miniaturial. Coroado, no beiral, por cortina de ameias chanfradas e torrinhas torsas, angulares, com decoração esgrafitada, está revestido internamente ao uso andaluz, costâneo, de azulejos de aresta, polícromos, de Triana.
Idem, ibidem.

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Outros postais relacionados: O CLAUSTRO DE NOSSA SENHORA DO ESPINHEIRO e O MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE CELAS.

Categoria: O PATRIMÓNIO

(87) O CLAUSTRO DE NOSSA SENHORA DO ESPINHEIRO

am.ma 30/03/2008 @ 11:47

ANTES DE O CONVENTO TER SIDO TRANSFORMADO EM HOTEL DE LUXO, no claustro havia magnólias (Magnolia grandiflora - penso que eram duas). Árvores luxuriantes, de porte admirável, provavelmente centenárias.

Claustro de Nossa Senhora do Espinheiro - Évora, Portugal...Claustro de Nossa Senhora do Espinheiro - Évora, Portugal
Arredores de Évora.

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No extinto convento assinala-se o claustro gótico-manuelino, distribuído em quatro tramos e dois pisos robustecidos por botaréus de granito, colunelos de capitéis zoomorfos e naturalistas, de mármore, em arcadas geminadas, abóbodas de nervuras e fechos reais, de esferas armilares e cruzes de Cristo. Foi construído pelos mestres de pedraria João Álvares e Álvaro Anes (1520-22).
Túlio Espanca, Évora - Arte e História. 1980.

Ver também o CONVENTO DE NOSSA SENHORA DO ESPINHEIRO e o claustro do MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE CELAS.

Categoria: O PATRIMÓNIO

(60) O AZULEJO EM PORTUGAL

am.ma 01/03/2008 @ 20:50

Azulejo - do vocábulo árabe al Zulaicj, que evoluiu para aljulej.

Os primeiros revestimentos cerâmicos usados em Portugal nos séculos XV e XVI mostram a origem do gosto pelo azulejo: a requintada presença árabe na Península Ibérica.

[...] Em finais do século XV e na primeira do XVI, o azulejo passa a ser utilizado em grande quantidade no revestimento de paredes monumentais. [...] A estética neoclássica foi assimilada pelo azulejo português no final do século XVIII e permaneceu até cerca de 1830. As composições são polícromas e luminosas, com grande predominância de fundos amarelos e brancos sobre os quais se destacam urnas, cestos floridos, laçarias, festões e grinaldas pendentes, plumas, aves e mascarões.
[...] A partir de 1851 surgiram várias fábricas de cerâmica que produziram grande quantidade de azulejos de padrão, em tecnologia semi-industrial e industrial, e que foram aplicados em numerosas fachadas por todo o país até cerca de 1920, criando uma nova paisagem urbana em Portugal.
Fonte: Portal do Museu Nacional do Azulejo

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Fachada revestida a azulejos - Sintra, Portugal

Fachada revestida a azulejos, numa casa particular em Sintra.

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Uma característica importante dos padrões de repetição [de azulejos] é o modo como as composições se organizam, evidenciando sempre (mais ou menos subtilmente) diagonais que constituem o contraponto das linhas verticais e horizontais, dominantes da arquitectura.
Rafael Salinas Calado, 5 Séculos do Azulejo em Portugal, 1985.

Pormenor de fachada revestida a azulejos - Sintra, Portugal

Pormenor de fachada revestida a azulejos - Sintra, Portugal

O azulejo é essencialmente um elemento animador da superfície, com propriedades de reflexão da luz, do calor e do som. [...]
Na maioria dos casos, não pode ser apreciado unitariamente, estando concebido para ser visto em conjuntos absolutamente integrados na arquitectura [...].
(idem, ibidem).

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Outros postais sobre azulejos: O Canal de Azulejos em Queluz e Um Painel de Maria Keil.

Categoria: O PATRIMÓNIO

(54) MOSTEIRO DE SANTA MARIA DE CELAS

am.ma 21/02/2008 @ 00:43

Claustro do Mosteiro de Sta. Maria de Celas - Coimbra, Portugal

Coluna deteriorada no claustro de Sta. Maria de Celas - Coimbra, Portugal..O centro do claustro em Sta Maria de Celas - Coimbra, Portugal
Aspectos do claustro de Santa Maria de Celas, em Coimbra.
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Mosteiro cisterciense fundado em 1210, está classificado como Monumento Nacional desde Junho de 1910 e, segundo o IPPAR, permanece como um dos mais importantes conjuntos edificados de Coimbra, pleno de desafios à História da Arte Medieval e simultaneamente revelador das diferentes correntes artísticas da Coimbra dos séculos XVI a XVIII.

Ver também O Claustro de Nossa Senhora do Espinheiro

Categoria: O PATRIMÓNIO

(35) A PONTE VELHA DE SILVES

am.ma 02/02/2008 @ 19:38

- com uma origem indecifrada até hoje (romana? medieva?), atravessa o Rio Arade com cinco arcos (originalmente, seriam seis?) em alvenaria de pedra aparelhada - o característico grés de Silves, de tom avermelhado.
Os pilares são protegidos por talha-mares (elementos em forma de cunha, para atenuar o choque e facilitar o escoamento das águas), o que acentua a sua imagem de estabilidade e robustez.

A «Ponte Velha» e os Plátanos - Silves, Portugal

Os dois plátanos (família Platanaceae) na margem direita do Arade - à esquerda, na fotografia - são o exemplo de como as árvores ajudam a definir uma paisagem.

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(19) PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE

am.ma 20/01/2008 @ 14:10

- no Centro Histórico de Toledo, Castilla-La Mancha.

Ligação particular entre dois prédios, Toledo - Espanha

A preocupação internacional com a preservação do património (cultural e natural) começou a manifestar-se depois da 1ª Grande Guerra, mas foi a decisão de construção da Barragem de Assuão em meados do século XX (a qual poderia ter submergido monumentos grandiosos da civilização do Antigo Egipto), que veio a despoletar a preparação da Convenção da UNESCO para a Protecção do Património Mundial, em Paris, 1972.

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(7) FRAGATA D. FERNANDO II E GLÓRIA

am.ma 05/01/2008 @ 17:37

E a sombra duma nau mais antiga que o porto que passa
Entre o meu sonho do porto e o meu ver esta paisagem
E chega ao pé de mim, e entra por mim dentro,
E passa para o outro lado da minha alma...

Fernando Pessoa, Chuva Oblíqua - I [ler excerto alargado]

Fragata D. Fernando II e Glória, em Alcântara - Lisboa, Portugal

Fragata D. Fernando II e Glória, em Alcântara - Lisboa, Portugal

Navio efectivo da Armada Portuguesa desde Abril 1998 (depois de totalmente restaurada para a Expo'98), a fragata é agora considerada como o oitavo navio de guerra mais antigo do Mundo e integra o espólio do Museu de Marinha.

As fotografias são de quando ainda estava atracada em Alcântara (Lisboa), antes de a mastreação ter sido «travada», por razões... de protecção? de segurança?

Actualmente, e desde Dezembro último, encontra-se numa doca em Cacilhas (Almada), para ser reparada e para vir a funcionar como museu, conforme noticia o Margem SUL online.

UMA SALVA DE PALMAS PARA A CÂMARA MUNICIPAL DE ALMADA!

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NOTA: Outra imagem da fragata nas VERTICAIS DE JULHO.

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(2) ESTA ESCULTURA...

am.ma 03/01/2008 @ 02:57

Escultura roubada do Palácio de Estói - Faro, Portugal

... FOI ROUBADA DAQUI:

Vandalismo no Palácio de Estói - Faro, Portugal

JARDINS DO PALÁCIO DE ESTÓI, nos arredores de Faro - Património histórico classificado como Imóvel de Interesse Público pelo Decreto nº 129/77 de 29 Setembro. Construção do século XVIII, com modificações posteriores. A classificação abrange palácio, jardins, fontes e estatuária.

Outras peças de estatuária e azulejaria foram vandalizadas e subtraídas recentemente... Alguém sabe onde estão? Para onde foram? - Por favor contacte as autoridades competentes!

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