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Categoria: FLORA E VEGETAÇÃO (13)

267. FOLHAS E FLORES CRESPAS

am.ma 21/05/2009 @ 17:20

A Roselha (Cistus crispus, da família Cistaceae) é uma planta característica de matos xerofílicos e das etapas regressivas dos Carvalhais de folha persistente - Sobreirais (de Quercus suber) e Azinhais (de Quercus rotundifolia).

As flores cor-de-rosa parece que foram amachucadas e são semelhantes às da Roselha-grande, Cistus albidus, embora mais pequenas.

Flor de Roselha, Cistus crispus - Montijo, Portugal ... Flores de Roselha, Cistus crispus - Montijo, Portugal

Moita florida de Roselha, Cistus crispus - Montijo, Portugal

Moitas de Roselha, Cistus crispus - Montijo, Portugal

De pequeno porte, mas com ramos ascendentes, a Roselha forma moitas baixas (30-50 cm de altura) e espalhadas (mais de 1 metro de diâmetro), de contorno arredondado. As folhas são persistentes e a floração muito prolongada, grosso modo entre Abril e Junho.
Imagens captadas próximo do Montijo, no princípio de Maio.

Categoria: FLORA E VEGETAÇÃO

241. UM LOUREIRO EM FLOR

am.ma 06/03/2009 @ 01:39

O Loureiro, Laurus nobilis, da família Lauraceae, é uma árvore de folha persistente, espontânea em Portugal. O seu crescimento é lento, pelo que é mais frequente encontrá-lo na forma arbustiva.

Para além da sua utilização culinária, esta planta é apreciada como ornamental, pela folhagem aromática, persistente e verde-escura e pelo porte denso e compacto.
Espécie dióica, apresenta pés masculinos e pés femininos individualizados, que só se distinguem pela floração (as flores masculinas são mais amareladas e as femininas mais esverdeadas) e pela frutificação (apenas as plantas femininas produzem frutos).

Flores masculinas de Loureiro, Laurus nobilis - Cascais, Portugal

Flores masculinas de Loureiro, Laurus nobilis, em meados de Fevereiro. Parede, Cascais.

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De acordo com J. Amaral Franco (Nova Flora de Portugal), o Loureiro pode atingir uma altura de 20 metros - o que equivale grosso modo a sete andares! - e é característico de matas, lugares sombrios e margens de cursos de água.

Nos Açores e na Madeira, é espontânea uma outra espécie de Loureiro - a Laurus azorica - característica da Laurissilva, floresta de Lauráceas. Por outro lado, na Laurissilva da Madeira, existe ainda o Loureiro-Real, mais conhecido como Vinhático ou Vinhático-das-Ilhas: Persea indica.

Ramo jovem e folhas de Loureiro, Laurus nobilis - Cascais, Portugal...Loureiro masculino em flor, Laurus nobilis - Cascais, Portugal
À esquerda, detalhe de um ramo e das folhas de Loureiro, Laurus nobilis. À direita, outro aspecto das flores masculinas.
O pontilhado transparente que se observa nalgumas folhas corresponde às glândulas oleíferas, responsáveis pelo aroma característico da espécie.

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De origem circum-mediterrânica, o Loureiro é uma das plantas mais simbólicas do Mediterrâneo, pelo menos desde a Antiguidade Clássica, e uma das que se utilizam tradicionalmente (a par da Palmeira e da Oliveira) nas celebrações cristãs do Domingo de Ramos, no início da Semana Santa.

Por outro lado, a simbologia do Loureiro está associada a uma lenda da Mitologia clássica, a lenda de Apolo e Dafne (conforme Ovídio, n' As Metamorfoses), segundo a qual a ninfa Dafne foi transformada em Loureiro, para escapar ao assédio do deus Apolo. Por isso, Apolo - deus da música e das artes - passou a usar uma coroa de raminhos de Loureiro entrelaçados, em homenagem à ninfa. Aliás, em Grego arcaico, Dafne (δάφνη) significa exactamente Loureiro. Esta lenda inspirou uma famosa escultura barroca de Bernini, representando a metamorfose da ninfa - os pés transformam-se em raízes, as pernas em tronco, os braços e mãos em ramos e folhas...

Flores masculinas de Loureiro, Laurus nobilis - Cascais, Portugal

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Sabe-se que a coroa de louros foi utilizada nos Jogos Olímpicos da Antiga Grécia, para premiar os atletas vencedores. O próprio termo laureado quer dizer, etimologicamente, coroado de louros.
Mais tarde, na Roma Antiga, os Imperadores usaram ainda a coroa de louros, em honra do deus Apolo e como símbolo de distinção e deificação.

Laurus nobilis, o Loureiro nobre, é também conhecido em França como o Loureiro de Apolo (Laurier d' Apollon).

Categoria: FLORA E VEGETAÇÃO

219. BAGAS COLORIDAS

am.ma 20/12/2008 @ 19:53

[TEMPO DE NATAL 2]

Algumas das plantas que frutificam no Outono e no Inverno apresentam bagas coloridas muito persistentes. Constituem uma boa opção para prolongar a presença da cor no jardim e até para aproveitar uns raminhos para as decorações de Natal - sem assaltar as espécies protegidas ou vulneráveis, como são por exemplo o Azevinho (Ilex aquifolium, família Aquifoliaceae) e a Gilbardeira (Ruscus aculeatus, família Liliaceae), nos seus habitats naturais.

Os géneros Cotoneaster e Pyracantha, ambos da família das Rosaceae (como as Roseiras), apresentam frutificações particularmente vistosas e abundantes.

Espécie do género Cotoneaster em plena frutificação

Espécie do género Pyracantha em plena frutificação

Espécies arbustivas de Cotoneaster (em cima) e Pyracantha (em baixo), em plena frutificação.

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Algumas espécies arbóreas também apresentam bagas de diversas cores (por vezes muito apreciadas pelos pássaros), muito decorativas - é o caso por exemplo dos géneros Sorbus (também da família Rosaceae) e Melia (família Meliaceae).

Frutificação de uma Sorveira (Sorbus sp)

Frutificação do Lilás das Índias (Melia azedarach)

Em cima, uma Sorveira (Sorbus sp) e, em baixo, o Lilás das Índias (Melia azedarach).
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Categorias: FLORA E VEGETAÇÃO - COMPASSOS DE TEMPO.

181. A FLORA DO BARROCAL

am.ma 14/09/2008 @ 01:34

No sentido poente-nascente, na região média algarvia, alonga-se uma extensa faixa de terreno, de largura e contornos irregulares, assente em rochas calcárias, as quais afloram em grande parte à superfície. É o BARROCAL que se estende da zona Vila do Bispo-Sagres até aos arredores de Tavira.
Mercê de condições edáficas e climáticas particulares, o Barrocal apresenta um revestimento vegetal cuja composição florística e tipo de agrupamentos, se não são exclusivos, pelo menos muito raramente se repetem fora da sua área.
Daí o seu insofismável e elevado valor científico e paisagístico, não somente actual mas também potencial.

Destruída a antiga mata [associação dominada por Carvalho Português, Quercus faginea, e Sobreiro, Quercus suber - família Fagaceae], são os matos rasteiros, salpicados aqui e ali por raros exemplares de árvores dispersas, que cobrem as encostas e os cimos pedregosos das colinas da região.
J. Malato Beliz, O Barrocal Algarvio - Flora e Vegetação da Amendoeira (Loulé). 1986.

Flora do Barrocal algarvio - S. Bartolomeu de Messines, Portugal

A Roselha-grande, Cistus albidus (família Cistaceae), de grandes flores cor-de-rosa, é uma das espécies características do Barrocal, tal como a Aroeira, Pistacia lentiscus (famíllia Anacardiaceae), cuja folhagem aparece no canto inferior direito da fotografia.
Arredores de S. Bartolomeu de Messines - Silves, finais de Março.
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Flora do Barrocal algarvio - S. Bartolomeu de Messines, Portugal

Outra imagem da Roselha-grande, aqui com um Rosmaninho, Lavandula sp (família Labiatae), no mesmo local.
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Do ponto de vista da flora e da vegetação, o Barrocal algarvio evidencia afinidades com a Andalusia meridional e o Norte de África, sendo dominado por espécies mediterrânicas e com alguma incidência de plantas ibero-mauritânicas.

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NOTA: Sobre a Roselha (Cistus crispus), ver o postal FOLHAS E FLORES CRESPAS.

Categoria: FLORA E VEGETAÇÃO

171. BRINCOS-DE-PRINCESA

am.ma 16/08/2008 @ 20:40

As plantas vulgarmente conhecidas por Brincos-de-Princesa pertencem ao género Fuchsia (Família Onagraceae).
Todas elas são originárias da América Central e do Sul, excepto três espécies Neo-zelandesas. Existem espécies rastejantes, anãs e sub-arbustivas, bem como outras arbustivas de grande porte (algumas podem atingir os 4 a 5 metros de altura).

Tanto quanto se sabe, os Brincos-de-Princesa foram introduzidos na Europa nos finais do século XVIII. A partir da primeira metade do século XIX, alguns horticultores dedicaram-se a desenvolver híbridos e cultivares destas espécies: o sucesso foi tal que, actualmente, se conhecem e comercializam muitas centenas de variedades.
Admiradores e coleccionadores organizam mostras e exposições regulares.

Vasos suspensos com Brincos-de-Princesa (híbridos de Fuchsia)

Brincos-de-Princesa, híbrido de Fuchsia

Brincos-de-Princesa, híbrido de Fuchsia

Brincos-de-Princesa, híbrido de Fuchsia

Imagens de diferentes híbridos de Fuchsia sp.
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As flores, simples ou dobradas, são normalmente pendentes, na extremidade de pedúnculos finos e compridos. As corolas podem ser mais ou menos cilíndricas, afuniladas ou globosas, e abrangem uma variedade notável de tonalidades, desde o branco ao púrpura, passando por cor-de-rosa, vermelho e carmim, mais raramente alaranjado; existem ainda variedades com corolas listadas. Uma característica particular destas flores é o facto de os estames e estiletes serem bastante compridos, pendendo da corola, o que acentua a imagem de leveza e de exotismo destas plantas.

Categoria: FLORA E VEGETAÇÃO

(142) A GENEROSIDADE NATURAL DE UMA TREPADEIRA

am.ma 15/06/2008 @ 01:44
Coberta de flores, a Campsis radicans (Bignoniaceae), é uma dádiva de beleza e exuberância!

Campsis radicans em flor - Cascais, Portugal

Campsis radicans em flor - Cascais, Portugal

[em Cascais, princípio de Junho]

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Os homens das cidades afastam-se cada vez mais da Natureza.
E, quanto mais se afastam, mais perdem também em generosidade e em beleza.

ADITAMENTO a 25 de Outubro '08: A Campsis radicans é originária da América do Norte. Uma outra espécie muito semelhante, a Campsis grandiflora, é originária da Ásia (China). Distinguem-se fundamentalmente pela dimensão das flores: respectivamente, 8-10 cm e 10-15cm de comprimento.

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(121) UM RAMO DE ORQUÍDEAS . . .

am.ma 04/05/2008 @ 00:51

. . . UMA HOMENAGEM NO DIA DA MÃE.

Inflorescência de Orquídea num terraço em Carcavelos, Cascais - Portugal

Orquídea florida num terraço em Carcavelos, Cascais - Portugal

Flor de Orquídea num terraço em Carcavelos, Cascais - Portugal

Flor de Orquídea num terraço em Carcavelos, Cascais - Portugal

Terraço particular, princípio de Abril, Carcavelos - Cascais.

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Botanicamente, estes «ramos» de flores são inflorescências.
Existem milhares de espécies de Orquídeas (Família Orquidaceae). Os números variam conforme os investigadores - de cerca de 17 mil a mais de 30 mil - por divergências de classificação, com base no facto de elas hibridarem entre si com uma facilidade estonteante.

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(117) RISCADINHAS COR-DE-ROSA

am.ma 30/04/2008 @ 14:49

As flores de Lavatera olbia (Família Malvaceae) são grandes e solitárias.

Flor de Lavatera olbia, Lisboa - Portugal

Flores de Lavatera olbia, Lisboa - Portugal

Arbusto espontâneo nas nossas zonas costeiras, desde a Beira Litoral ao Algarve, em sebes e margens de cursos de água. Estas imagens não são muito elucidativas acerca da planta, porque aparecem várias folhagens misturadas.
Tapada da Ajuda, Lisboa, em Junho.

Categoria: FLORA E VEGETAÇÃO

(94) DETALHES DE UMA FLOR

am.ma 06/04/2008 @ 00:04
Flor de Hippeastrum «Apple Blossom» - Lisboa, Portugal...Detalhe da flor de Hippeastrum «Apple Blossom» - Lisboa, Portugal

Flor de Hippeastrum «Apple Blossom» - Lisboa, Portugal

Detalhe da flor de Hippeastrum «Apple Blossom» - Lisboa, Portugal

Hippeastrum «Apple Blossom», família Amaryllidaceae. Lisboa, finais de Março.

O género Hippeastrum abrange um grande número de híbridos, conhecidos vulgarmente por Amaryllis ou Amarílis. No entanto, em termos botânicos, Amaryllis é outro dos géneros desta família.

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(74) A FLOR DA MURTA

am.ma 13/03/2008 @ 15:09

Murta, Murteira, Murtinheira, Mirto, Murtinho ou Arraião.

Murta (Myrtus communis) em flor - Benavente, Portugal

Floração da Murta (Myrtus communis) - Benavente, Portugal

Floração da Murta (Myrtus communis) - Benavente, Portugal

Myrtus communis, Família Myrtaceae - princípios de Setembro, na orla de um montado de sobro, em Benavente.
Arbusto persistente, até 5 metros; folhas e flores aromáticas; geralmente calcífugo (não gosta de solos calcários); espontâneo e frequente em matos xerofílicos (constituídos por espécies adaptadas à secura) no Centro e Sul de Portugal.

Categoria: FLORA E VEGETAÇÃO