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Categoria: A CIDADE (16)

264. POLUIÇÃO LUMINOSA

am.ma 16/05/2009 @ 23:44

A iluminação artificial mal direccionada, ou seja, dirigida para os lados e para cima, constitui uma forma de poluição. A eficiência luminosa é muito pouca, uma vez que boa parte da luz se dispersa na atmosfera e não ilumina concretamente aquilo que se pretende.

Os aparelhos de iluminação (luminárias e lâmpadas) mal concebidos, mal localizados ou mal escolhidos, transformam o céu nocturno das nossas cidades num intenso clarão luminoso - extensa mancha de luz permanente, difusa e contínua, prejudicial em vários aspectos.

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Poluição luminosa no concelho de Oeiras - Portugal
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Poluição luminosa no concelho de Cascais - Portugal
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A dimensão deste problema pode constatar-se bem numa imagem actualmente muito divulgada, que a NASA publicou em Novembro de 2000 (imagem constituída pela montagem de centenas de fotografias de satélite, tiradas nos finais do século XX), que nos mostra o aspecto da Terra durante a noite, com vastas manchas de luz perfeitamente visíveis do espaço.

Para combater a poluição luminosa, a solução não é deixar de iluminar, mas sim iluminar eficazmente.
A diferença abismal que existe, em termos de eficácia, de qualidade visual e de consumo energético, entre uma iluminação poluente e outra não poluente, está bem patente neste exemplo e também neste outro.

A nível global, o intenso halo ou clarão - que se observa durante a noite sobre as áreas construídas - não só nos impede de ver a abóbada celeste e as estrelas, como constitui um enorme desperdício de energia e um transtorno grave para os ciclos naturais e biológicos, com consequências nefastas que se reflectem na nossa saúde, na vida de muitas espécies animais e vegetais e, portanto, também no ambiente.

De facto, estima-se que a energia desperdiçada, em resultado da iluminação artificial que se dispersa na atmosfera, corresponde anualmente a 32,3 milhões de barris de petróleo ou 9,1 milhões de toneladas de carvão - o equivalente a qualquer coisa como 1,74 biliões de dólares!

Em termos de saúde humana, a diminuição da capacidade visual é apenas o resultado mais imediato da poluição luminosa. Estudos recentes apontam para a alteração de vários processos fisiológicos, como o padrão das ondas cerebrais, a produção de hormonas (melatonina) e a regulação celular - alterações estas que podem desencadear insónias, depressões, doenças cancerígenas e cardio-vasculares.

Já no que se refere à vida animal, são conhecidos os efeitos de desorientação e de afectação dos padrões comportamentais (migração, acasalamento e nidificação, sono e alimentação) de inúmeras espécies. Tartarugas marinhas não conseguem voltar para o mar depois de desovar nas praias; aves são atraídas pela luz e morrem por colisão com os edifícios ou por voar ininterruptamente em círculos até à exaustão; predadores e insectos nocturnos perdem a capacidade de orientação e, consequentemente, de alimentação; espécies migratórias perdem o rumo e, consequentemente, a época de acasalamento e de reprodução; ...

E ainda, no que diz respeito à questão da segurança - um dos argumentos mais apregoados para justificar o excesso de iluminação artificial - os especialistas em criminologia defendem peremptoriamente que mais luz não significa mais segurança (antes pelo contrário!). Precisamos apenas de melhor luz.

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REFERÊNCIAS:

  • Desperdício de energia:
    - Brochura Light Pollution and Energy, da International Dark Sky Association (IDA), disponível para descarregar em pdf a cores (1,1 MB) - http://docs.darksky.org/Docs/ida_energy_brochure.pdf - ou a preto e branco (810 kB) - http://docs.darksky.org/Docs/ida_energy_brochure-bw.pdf.
  • Efeitos sobre a saúde humana:
    - Artigo de Janet Raloff, publicado a 23 Jan'09 na Science News em linha, Darkness, melatonin may stall breast and prostate cancers;
    - Brochura Light Pollution and Human Health, da International Dark Sky Association (IDA), disponível para descarregar em pdf a cores (1,4 MB) - http://docs.darksky.org/Docs/ida_human-health_brochure.pdf - ou a preto e branco (1,2 MB) - http://docs.darksky.org/Docs/ida_human-health_brochure-bw.pdf.
  • Efeitos sobre a vida selvagem:
    - Artigo de Connie Walker, publicado no portal Astronomical Society of the Pacific - A Silent Cry for Dark Skies;
    - Brochura Light Pollution and Wildlife, da International Dark Sky Association (IDA), disponível para descarregar em pdf a cores (1,5 MB) - http://docs.darksky.org/Docs/ida_wildlife_brochure.pdf - ou a preto e branco (810 kB) - http://docs.darksky.org/Docs/ida_wildlife_brochure-bw.pdf.
  • Questões de segurança:
    - Brochura Light Pollution and Safety, da International Dark Sky Association (IDA), disponível para descarregar em pdf a cores (2,2 MB) - http://docs.darksky.org/Docs/ida_safety_brochure.pdf - ou a preto e branco (576 kB) - http://docs.darksky.org/Docs/ida_safety_brochure-bw.pdf.

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ADITAMENTO: Uma maneira simples de todos podermos contribuir para diminuir a poluição luminosa (e os seus efeitos nefastos) é ter o cuidado de fechar as persianas, quando acendemos as luzes à noite. Tenho reparado na enorme quantidade de janelas iluminadas que poluem as nossas noites na cidade - e se, em cada uma das casas e dos escritórios iluminados, se «apagar» uma janela, a diferença já será substancial!

Ver também o postal A ESCURIDÃO DO CÉU.

Categoria: A CIDADE

232. PRAÇAS ARBORIZADAS

am.ma 02/02/2009 @ 00:25

As árvores tornam os espaços públicos urbanos mais agradáveis e acolhedores, conferem-lhes escala e amenizam a crueza dos edifícios e pavimentos, para além dos benefícios microclimáticos que proporcionam.

Praça junto à Nova Guarda, Neue Wache - Berlim, Alemanha

Praça junto ao Palácio das Princesas, Prinzessinnenpalais - Berlim, Alemanha

Dois exemplos de praças arborizadas em Berlim, a um e outro lado da Avenida Unter den Linden: em cima, junto à Nova Guarda (Neue Wache) e, em baixo, ao longo do Palácio das Princesas (Prinzessinnenpalais).

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PARA VER outras imagens de Berlim nos postais:
REFLEXOS CONTEMPORÂNEOS
IN PERPETUAM REI MEMORIAM
DETALHES EM PEDRA
VIDRO E AÇO
TIERGARTEN, O GRANDE PARQUE DE BERLIM
A NOVA CHANCELARIA FEDERAL
A CARTA DA TERRA

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Categoria: A CIDADE

204. PAISAGEM URBANA

am.ma 14/11/2008 @ 15:02

Paisagem Urbana é um conceito que exprime a arte de tornar coerente e organizado, visualmente, o emaranhado de edifícios, ruas e espaços que constituem o ambiente urbano.

Esta concepção foi formulada por Gordon Cullen [1914-1994] em meados do século passado e veio a dar origem à publicação do seu livro Townscape (1961), traduzido para Português com o título Paisagem Urbana.

Rossio e Teatro Nacional D. Maria II - Lisboa, Portugal

Colina do Castelo de S. Jorge - Lisboa, Portugal

O Tejo e a margem esquerda, até à Arrábida - Lisboa, Portugal

Do alto do elevador de Santa Justa, o centro de Lisboa: de cima para baixo, o Rossio e o Teatro Nacional D. Maria II - a colina do Castelo de S. Jorge - o rio Tejo e a margem esquerda, até à Serra da Arrábida.

Categoria: A CIDADE

188. MORAR - COM TRANQUILIDADE

am.ma 04/10/2008 @ 10:45

Duas ruas no mesmo centro de cidade.
Duas tipologias distintas.
Duas soluções totalmente diferentes, mas ambas simples, eficazes e sobretudo muito agradáveis.
Duas ruas onde apetece morar - o que já vai sendo raro nos nossos centros urbanos actuais.

Rua residencial em Copenhaga - Dinamarca

Rua residencial em Copenhaga - Dinamarca

Copenhaga, Dinamarca.

Categoria: A CIDADE

161. DO ALTO DO CAMPANÁRIO DE SÃO MARCOS...

am.ma 17/07/2008 @ 17:50

... Veneza parece não ter canais!

Esta perspectiva da cidade e da sua malha urbana, densa e compacta, resulta da proporção relativa entre a altura dos prédios e a largura dos canais (ver aqui uma imagem elucidativa).

Veneza vista do campanário de S. Marcos - Itália

Veneza vista do campanário de S. Marcos - Itália

Veneza - vista do campanário da Basílica de São Marcos.
Na segunda fotografia, em primeiro plano, observam-se as cúpulas da Basílica e o Palácio Ducal.

Categoria: A CIDADE

(148) PASSEAR NA CIDADE

am.ma 23/06/2008 @ 00:08

Rua de peões em Montreux - Suíça

Rua de peões em Montreux [extremo Nascente do Lago de Genebra] - Suíça.

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Percurso para peões em Basileia - Suíça

Percurso de peões em Basileia (Basel) [extremo Noroeste da Suíça].

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Outro postal relacionado: OS PEÕES NO CORAÇÃO DA CIDADE.

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(126) CIDADE COM RIO

am.ma 11/05/2008 @ 01:33

O Rio Danúbio em Viena - Áustria

O Rio Danúbio em Viena - Áustria

O Rio Danúbio em Viena - Áustria.

Nota: Viena é também uma CIDADE COM FLORES.

Categoria: A CIDADE

(115) RUAS MEDIEVAIS

am.ma 28/04/2008 @ 13:07
Rua no centro histórico de Florença - Itália...Canal com engarrafamento de gôndolas, Veneza - Itália
Património da Humanidade, o centro histórico de Florença (à esquerda), classificado em 1982,
e Veneza (à direita), classificada em 1987.

As construções apinhadas das urbes medievais resultaram das necessidades de defesa e do aumento progressivo das populações intra-muros.
Hoje em dia, não seria possível construir a maior parte destes admiráveis conjuntos urbanos - em parte pela evolução histórica e sociológica, mas também pelo actual excesso de legislação urbanística e pelos padrões e tendências 'normalizadoras' dos nossos tempos.

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Outras imagens de Itália na Categoria Visão Geográfica.

Categoria: A CIDADE

(107) TRÊS PÁTIOS DIFERENTES

am.ma 20/04/2008 @ 23:41

No meio rural, os pátios constituem muitas vezes um prolongamento da habitação, funcionando como local de descanso ao fim da tarde ou sala de visitas - ou, ainda, para guardar alfaias e utensílios e para secagem de frutos e sementes.

No espaço urbano, os pátios podem constituir recantos muito apelativos para diferentes actividades, proporcionando simultaneamente sossego e intimidade, mesmo quando as grandes avenidas estão ali ao lado...

Pátio em Sevilha - Espanha

Pátio em Ljubljana - Eslovénia (ex-Jugoslávia)

Pátio em Viena - Áustria

De cima para baixo: em Sevilha (Espanha), Ljubljana (Eslovénia, ex-Jugoslávia) e Viena (Áustria).

Categoria: A CIDADE

(84) ESPLANADAS E ÁRVORES

am.ma 26/03/2008 @ 01:03

Esplanada sob pinheiros-mansos - Batalha, Portugal

Batalha. Um belo conjunto de Pinheiros-mansos (Pinus pinea, Família Pinaceae).
[Mais imagens de Pinheiros-mansos nos postais A MATA NACIONAL DOS MEDOS e UM PINHEIRO MANSO].

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Esplanada na Ribeira Brava - Madeira, Portugal

Ribeira Brava, Madeira. Salvo erro, as árvores são Barbusanos (Apollonias barbujana, Família Lauraceae).

Categoria: A CIDADE