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Categoria: A ÁRVORE (19)

276. FLORES FEMININAS

am.ma 14/10/2009 @ 16:08

As Casuarinas são árvores dióicas, que florescem no fim do Verão (pelo menos aqui, na zona de Cascais).
As flores masculinas são facilmente observáveis - no postal A CASUARINA EM PORMENOR -, mas o mesmo não acontece com as flores femininas, que são minúsculas e estão escondidas no meio da ramagem compacta e verde (o verde das Casuarinas é dos ramos e não das folhas, porque estas são ainda mais minúsculas do que as flores...).

Casuarina feminina em flor (Casuarina sp) - Cascais, Portugal

Estas flores femininas, de forma mais ou menos globosa e de cor vermelho-escuro, têm cerca de 5 milímetros de comprimento - mas alguns autores afirmam que podem atingir os 10mm (na Casuarina equisetifolia). Só é possível obter este pormenor que se observa nas imagens, utilizando o modo macro e afastando os ramos. À vista desarmada, e mesmo de muito perto, mal se percebem os pequenos botõezinhos vermelhos...

Casuarina feminina em flor (Casuarina sp) - Cascais, Portugal...Casuarina feminina em flor (Casuarina sp) - Cascais, Portugal
Casuarina feminina em flor (Casuarina sp - talvez Casuarina equisetifolia ? -  da família Casuarinaceae).
Final de Setembro, Cascais.

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Outro postal sobre outra espécie dióica - UM LOUREIRO EM FLOR.

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ADITAMENTO a 18 Outubro '09: A propósito do comentário da Elaine [da Arte Conjunta], resolvi publicar aqui duas imagens de uma sementeira de Casuarinas, que fiz por acaso em Março deste ano - conforme explico nos comentários. As sementes são planas, muito leves e muito pequenas, com 2-3mm, cor de areia. É aconselhável semeá-las misturadas com areia, para o resultado não ser uma «molhada» como esta!

Germinação de sementes de Casuarina - em Cascais, Portugal...Germinação de sementes de Casuarina - em Cascais, Portugal

Categoria: A ÁRVORE

248. A PAINEIRA-ROSA

am.ma 23/03/2009 @ 00:02

A mais bela árvore florida que conheço.

Paineira-rosa, Ceiba speciosa - Oeiras, Portugal

Paineira-rosa, Ceiba speciosa (ex- Chorisia speciosa) da Família Bombacaceae (a mesma dos Embondeiros) - em Outubro, num jardim entre Algés e Cruz Quebrada, concelho de Oeiras.

O nome comum, Paineira, vem de paina, uma fibra branca e sedosa que envolve as sementes e que se liberta quando os frutos amadurecem e abrem.
A espécie é originária das zonas temperadas da América do Sul (Brasil e Argentina) e dá-se muito bem aqui na região de Lisboa. As árvores, de crescimento relativamente rápido e forma cónico-colunar enquanto jovens, adquirem posteriormente uma copa larga e espalhada, em forma de guarda-chuva.

De entre as suas características inconfundíveis, a floração é sem dúvida a mais notável - um autêntico deslumbramento visual, com a árvore coberta de grandes flores cor-de-rosa, antes da emergência das folhas (ou no início da foliação).
Floresce no Outono e - no hemisfério Norte - em anos de Outonos suaves, pode ver-se em flor ainda na altura do Natal.

(Lá na terra dela, deve estar a começar a florir agora...).

Imagens de detalhe da floração, nos postais OBRA DIVINA e TODAS AS FLORES SÃO BONITAS.

Categoria: A ÁRVORE

225. A CASUARINA EM PORMENOR

am.ma 30/12/2008 @ 23:51

As Casuarinas (várias espécies) são árvores de grande porte, originárias da Austrália.
Muito resistentes ao sal e à secura, adaptam-se bem em terrenos de areia, pelo que são espécies naturalmente adequadas para a estabilização de solos no litoral.

Os ramos jovens são pendentes, verdes, justapostos e articulados, o que lhes transmite uma aparência de agulhas de pinheiro - daí o nome comum destas árvores, Pinheiro da Austrália ou australiano.
As folhas são minúsculas, apenas observáveis à lupa, e as inflorescências são unissexuadas: longas espigas masculinas e glomérulos femininos.

Ramos jovens de uma Casuarina feminina - Cascais, Portugal

Espigas masculinas de Casuarina - Cascais, Portugal

Aspecto dos ramos jovens (numa árvore feminina) e das inflorescências masculinas de Casuarina sp (Casuarina equisetifolia?), família Casuarinaceae.
Imagens captadas em meados de Julho, Cascais.
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ADITAMENTO:Esta espécie é dióica (tem plantas femininas e plantas masculinas). As FLORES FEMININAS são vermelho-escuro, com poucos milímetros de diâmetro, tão pequenas que mal se distinguem - mesmo a curta distância.

Sobre uma outra espécie dióica, ver o postal UM LOUREIRO EM FLOR.

Categoria: A ÁRVORE

209. IMPRESSÕES OUTONAIS

am.ma 26/11/2008 @ 00:05

As árvores despem-se e voam as folhas, ainda mais bastas que as ilusões dos homens, que não têm conto.
Aquilino Ribeiro, O Homem da Nave.

Plátano no Solar dos Zagallos, Sobreda - Almada, Portugal

Um magnífico Plátano (Platanus hybrida, família Platanaceae) no Solar dos Zagallos - Sobreda, Almada.
Princípios de Dezembro.

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196. SEMENTES DE MAGNÓLIA

am.ma 25/10/2008 @ 11:26

A Magnólia de flores grandes, Magnolia grandiflora (família Magnoliaceae) tem um fruto que faz lembrar uma pinha. O fruto é deiscente, ou seja, liberta naturalmente as sementes. As sementes são de um vermelho vivo intenso, muito brilhantes e chamativas, com pouco mais de 1cm de comprimento. Algumas ficam algum tempo penduradas do fruto, através de filamentos sedosos, antes de cairem.

Fruto de Magnolia grandiflora, no Estoril - Cascais, Portugal...Frutos e sementes de Magnolia grandiflora, no Estoril - Cascais, Portugal

Fruto e sementes de Magnolia grandiflora, no Estoril - Cascais, Portugal

Fruto e sementes de Magnolia grandiflora, no Estoril - Cascais, Portugal

Frutos e sementes de Magnolia grandiflora, em meados de Outubro, no Estoril - Cascais, Portugal.
Árvore ornamental de folha persistente, originária da América do Norte.
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NOTA: A germinação destas sementes é difícil e lenta - pode demorar mais de um ano...

PARA VER em pormenor no postal SEMENTES SUSPENSAS.

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184. EQUINÓCIO

am.ma 22/09/2008 @ 18:00

Começa o Outono, aqui, no Hemisfério Norte.
A Ginginha-do-Rei está a amadurecer, para gáudio de algumas aves, especialmente melros e pombos.

Lódão-bastardo (Celtis australis) com frutos - Cascais, Portugal

Maturação dos frutos do Lódão-bastardo (Celtis australis) - Cascais, Portugal

VERDE, AMARELO (de esverdeado a alaranjado) e PRETO - é a sequência de cores dos frutos do Lódão-bastardo (Celtis australis, família Ulmaceae) no processo de amadurecimento. Curiosamente, nalguns raminhos podem observar-se as três cores em simultâneo.
Meados de Setembro, em Cascais.

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ADITAMENTO, a 23 de Setembro:
Entretanto, no Hemisfério Sul começa a Primavera. E, no início da Primavera, esta mesma árvore mostra-se assim:

Lódão-bastardo (Celtis australis) na rebentação - Cascais, Portugal

[Fotografia de 20 de Março].

Categoria: A ÁRVORE

177. EXÓTICA E ROBUSTA

am.ma 08/09/2008 @ 15:57

A Grevílea (Grevillea robusta, da família Proteaceae) é uma árvore de grande porte, que pode atingir até 40 metros no seu habitat de origem, na Austrália. A madeira é elástica e resistente, utilizada em marcenaria.

De crescimento rápido e folha persistente, adapta-se bem em zonas quentes e soalheiras, sendo vulgar nos jardins e arruamentos da região de Lisboa.

Grevílea em flor - Cascais, Portugal

Detalhe da floração da Grevílea - Cascais, Portugal

Uma Grevílea em flor, numa rua de Cascais (finais de Abril).

As flores, alaranjadas, são apétalas e pequenas, mas formam grandes cachos coloridos e vistosos, em que sobressaiem os longos estiletes curvos.

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ADITAMENTO para reflectir (Outubro 2009): Esta árvore que, no ano passado, estava exuberante, alta, viçosa, cheia de força e vigor, foi recentemente decepada e estropiada por uns indivíduos pseudo-jardineiros, porque tapava as vistas a alguém muito importante, que mora num apartamento do outro lado da rua. É uma vergonha.
Esse alguém (que, além de muito importante, se considera com certeza muito civilizado), qualquer dia muda-se para outro sítio com mais vistas, mas a árvore, entretanto, ficou aniquilada para sempre. É evidente que, pelo menos neste aspecto,  os homens da Pré-História eram bastante mais civilizados.
E, a propósito, ver também o postal 21 de Março, um Dia de Celebrações.

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166. A VIDA DE UMA ÁRVORE

am.ma 27/07/2008 @ 01:55

A mesma árvore, um Lódão Bastardo (Celtis australis, família Ulmaceae), ao sol, à chuva e ao vento, de manhã e ao fim da tarde, com ou sem folhas, com frutos verdes ou maduros, na rebentação e na deiscência.
Uma única árvore personifica toda a variedade e beleza da Vida.

Lódão Bastardo (Celtis australis) em dia de chuva - Cascais, Portugal...Lódão Bastardo (Celtis australis) na rebentação - Cascais, Portugal

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Lódão Bastardo (Celtis australis) ao vento - Cascais, Portugal...Folhas e frutos do Lódão Bastardo (Celtis australis) - Cascais, Portugal

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Lódão Bastardo (Celtis australis) no Outono - Cascais, Portugal...Lódão Bastardo (Celtis australis) no Inverno - Cascais, Portugal
Em Cascais.

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Ver também outros postais sobre a vida desta árvore: Equinócio - Pombos nas Árvores - Passarinhos a Dormir.

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(157) A FIGUEIRA DE BUDA

am.ma 13/07/2008 @ 00:00

A Ficus religiosa (família Moraceae) é uma árvore de grande porte, originária do Sueste Asiático e da Índia Oriental, que tem um significado sagrado para os Budistas.
De facto, terá sido sob uma árvore desta espécie que Siddhartha Gautama (depois conhecido como o Buda Supremo) se sentou a meditar e atingiu o estado de iluminação.

Os ramos desta árvore emitem raízes aéreas que descem até ao solo, enraízam e formam por sua vez novos troncos - fenómeno aliás comum a outras espécies de Ficus.
As folhas são rosadas-acobreadas na rebentação
(uma das mais belas folhagens que conheço) e têm uma forma inconfundível, com uma extremidade muito pontiaguda e um longo pecíolo, o que as faz tremular à mais leve brisa e confere à árvore uma leveza extraordinária.

Folhagem da Ficus religiosa na rebentação - Lisboa, Portugal

Detalhe da folhagem da Ficus religiosa na rebentação.
Jardim Botânico da Faculdade de Ciências / Museu Nacional de História Natural de Lisboa, meados de Junho.

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Postais relacionados: O Pagode da Paz [imagens de Buda] e Uma Figueira Diferente.

Categoria: A ÁRVORE

(156) UMA FIGUEIRA DIFERENTE

am.ma 11/07/2008 @ 18:13

A Figueira do Cabo (Cape Fig ou Broom Cluster Fig) é uma árvore majestosa, de grande porte e crescimento rápido, originária da África Central e Austral, desde Cabo Verde e região sub-sahariana até à África do Sul - Ficus sur (syn. Ficus capensis), família Moraceae.

Os figos - muito apreciados por aves e insectos - são produzidos em rácimos que crescem ao longo do tronco e das pernadas (ramos) principais, o que lhe dá este aspecto curioso e invulgar.

Frutificação da Figueira do Cabo (Ficus sur) - Lisboa, Portugal

Frutificação da Figueira do Cabo (Ficus sur) - Lisboa, Portugal

Uma Ficus sur com o tronco totalmente coberto de figos, no Jardim Botânico da Faculdade de Ciências (aliás, actualmente é do Museu Nacional de História Natural) em Lisboa, finais de Maio.
Infelizmente, não consegui ângulo para uma fotografia de «corpo inteiro» da árvore...

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NOTA: Ver também a Figueira de Buda e ainda outras imagens deste jardim à Sombra das Árvores.

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