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Categoria: A ÁGUA (16)

246. ÁGUAS PARTILHADAS - O RIO MINHO INTERNACIONAL

am.ma 20/03/2009 @ 12:10

Desde 1993 que o Dia Mundial da Água - World Water Day - se comemora anualmente a 22 de Março, por designação da Assembleia Geral das Nações Unidas.
Ao longo dos anos, o Dia Mundial da Água tem focado diferentes aspectos relativos à água doce.

O tema de 2009, centrado nas águas internacionais (transfronteiriças) é Shared Waters - Shared Opportunities: ... we call attention to the waters that cross borders and link us toguether, ou seja, Águas Partilhadas - Oportunidades Partilhadas: ... chamamos a atenção para as águas que atravessam fronteiras e nos ligam uns aos outros.

Dia Mundial da Água, World Water Day 2009

Cartazes, brochuras, imagens para ambiente de trabalho (desktop) e para telemóvel e outros materiais da campanha - para descarregar.
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Existem no Mundo 263 bacias hidrográficas (de rios e lagos) transfronteiriças, abrangendo 145 países e abarcando quase metade da superfície terrestre da Terra. Por outro lado, enormes reservatórios de água doce correm silenciosamente por baixo das fronteiras, em aquíferos subterrâneos.

Desde o início de Fevereiro e um pouco por todo o Mundo, têm estado a decorrer iniciativas - e estão previstas mais até Julho - para divulgar a importância deste tema, quer específica quer globalmente.

Um pouco por todo o Mundo, mas não em Portugal (pelo menos, oficialmente). E, no entanto, as nascentes e grande parte das bacias hidrográficas dos grandes rios portugueses estão do outro lado da fronteira, em Espanha, razão pela qual a gestão das águas transfronteiriças é um aspecto particularmente importante e muito pertinente para nós...
Não é por acaso que as sucessivas versões do Plano Hidrológico Espanhol sempre fizeram correr tanta tinta e levantaram tantas inquietações do lado de cá da fronteira.

O Rio Minho é um dos rios ibéricos partilhados entre Portugal e Espanha, estabelecendo a fronteira entre os dois países num percurso de cerca de 70 Km para montante da foz (Baixo Minho), no extremo Noroeste de Portugal.

O Rio Minho entre La Guardia (Espanha) e Caminha (Portugal)

Imagens da travessia do Minho em ferry-boat, entre A Guarda (La Guardia - Galiza), na margem direita, e Caminha, na margem esquerda.
Em cima, vista para montante - Portugal do lado direito da imagem - com a vila das Seixas a descer a encosta até ao rio.

Em baixo, vista para Caminha e para juzante - a foz, no Oceano Atlântico, com a ilha da Ínsua ao fundo e Espanha do lado direito da imagem.

Rio Minho, vista para Caminha - Portugal

A foz do Rio Minho entre La Guardia (Espanha) e Caminha (Portugal)

O Baixo Minho apresenta uma grande riqueza ecológica, destacando-se nomeadamente os ecossistemas particulares do estuário, do sapal do Rio Coura (afluente da margem esquerda, que desemboca junto a Caminha), da mata do Camarido (pinhal mandado plantar por D. Dinis) e de várias ilhas.

Castelos, fortes, arcos, torres, igrejas, pontes, chafarizes e numerosos vestígios arqueológicos atestam a ocupação humana desde tempos remotos - e a consequente importância cultural e patrimonial de toda esta zona -, em ambos os países.

Temos a responsabilidade partilhada de gerir as águas transfronteiriças mundiais para as gerações actuais e futuras.
We share the responsibility for managing the world’s transboundary waters for current and future generations.

Vivendo a montante ou a juzante, estamos todos no mesmo barco.
Whether we live upstream or downstream, we are all in the same boat.

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COMPLEMENTOS:

  • 30 de Novembro de 2008, 10º aniversário da assinatura da Convenção das Bacias Hidrográficas Luso-Espanholas ou Convenção de Albufeira (Convenção sobre a Cooperação para a Protecção e o Aproveitamento Sustentável das Águas das Bacias Hidrográficas Luso-Espanholas): a Quercus considera que ainda há tanto para fazer
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Categoria: A ÁGUA

236. TEIAS DE ÁGUA

am.ma 20/02/2009 @ 00:26

Depois de uma chuva fina e persistente, as teias de aranha ficam perladas de gotas-de-água, retidas e suspensas em perspectivas de grande beleza.

Gotas de água numa teia de aranha

Gotas de água numa teia de aranha

Gotas de água numa teia de aranha

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227. ANIVERSÁRIO

am.ma 04/01/2009 @ 00:50

Um postal especial para comemorar UM ANO sobre o início d' A Imagem da Paisagem.

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Reflexos na água de um lago de jardim - Cascais, Portugal

Reflexos na água de um lago de jardim, Cascais.

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A 3 de Janeiro de 2008, este blogue começou com quatro postais:
PROBLEMAS INFORMÁTICOSESTA ESCULTURA - O AMARELO INTENSO - UM PARDALITO.

Passado um ano, tive curiosidade de lhe fazer a contabilidade: 29 páginas - 226 postais originais ilustrados com 500 fotografias e outras imagens - 50 miniaturas - 11 excertos de textos citados - 7 documentos de referência - e outras alhas palhas!
Enfim, uma TRABALHEIRA, mas acho que valeu a pena!

O meu GRANDE OBRIGADA aos 21 000 visitantes que por aqui passaram.
UM ÓPTIMO ANO DE 2009 PARA TODOS!

Categoria: A ÁGUA

212. SISTEMA TRADICIONAL DE REGA

am.ma 06/12/2008 @ 00:15

Caleiras e tanques são elementos tradicionais dos nossos jardins e quintas, associados à necessidade de rega durante boa parte do ano.
Para além da sua função eminentemente prática, evidenciam muitas vezes, também, uma necessidade de lazer: basta ver o pormenor do acabamento lateral de uma simples caleira ou uma bica em cantaria num simples tanque de rega.

Caleira de rega no pomar do Solar dos Zagallos - Almada, Portugal

Tanque de rega no Solar dos Zagallos - Almada, Portugal

Caleira de rega (no pomar de citrinos) e tanque, no Solar dos Zagallos - Sobreda, Almada.

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Outros postais relacionados: O DIA MUNDIAL DA ÁGUA e JOGO DE CONTRASTES.

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195. A NASCENTE E A GRUTA DO ALMONDA

am.ma 25/10/2008 @ 00:40

A nascente do rio Almonda corresponde a um dos mais importantes aquíferos cársicos de Portugal e é alimentada por um sistema hidrológico subterrâneo baseado no polje de Mira-Minde (incluído na lista de sítios da Convenção de Ramsar, na Rede Natura 2000 e no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros). Os episódios de inundação do polje, com flutuações superiores a 100 metros no nível do lençol freático, são um exemplo raro na região biogeográfica Mediterrânica Ocidental.

Curiosamente, a nascente do Almonda (freguesia da Zibreira, Torres Novas) não é abrangida pela área do Parque Natural [PNSAC], o que motivou uma apreciação muito crítica por parte da Sociedade Portuguesa de Espeleologia, aquando da revisão do respectivo Plano de Ordenamento: pese embora o unânime reconhecimento da importância do Maciço Calcário Estremenho enquanto região cársica mais característica de Portugal, onde se podem «ler» passos importantíssimos da evolução da Bacia Lusitânica, com extensos campos de lapiás, grupos de dolinas de várias tipologias e poljes de excelência, no qual existiam antes do início do desenvolvimento explosivo da exploração de pedra, mais de um milhar de grutas e que constitui o aquífero cársico com as nascentes mais caudalosas de Portugal [...] - no Regulamento não há qualquer referência à necessidade de anexar áreas contíguas do Maciço Calcário Estremenho quer porque constituem a continuidade natural de áreas do PNSAC, quer porque complementam a diversidade espeleológica, geológica e geomorfológica do PNSAC, quer ainda porque constituem áreas de prolongamento de grutas importantes ou fazem parte das bacias de alimentação de nascentes importantes. Para dar apenas três exemplos paradigmáticos do domínio da geomorfologia cársica, lembramos que a vertente nordeste do Polje de Minde, a Gruta dos Moinhos Velhos e a Gruta da Nascente do Almonda não estão incluídas na área do PNSAC.

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A nascente do Rio Almonda na Zibreira - Torres Novas, Portugal

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À nascente do Rio Almonda está associada uma gruta, classificada como Património Arqueológico (Imóvel de Interesse Público, pelo decreto nº 45/93 de 30 Novembro). Segundo a descrição que consta do portal do IPPAR, a gruta da nascente do Almonda integra um vasto conjunto de galerias subterrâneas, uma fósseis e outras ainda em actividade. Os vestígios arqueológicos foram encontrados em dois locais diferentes da gruta: na Entrada 1, junto da nascente do rio, na freguesia da Zibreira, foram encontrados materiais cuja cronologia se estende do Paleolítico Médio e Superior à época romana; na Entrada 2, sita na freguesia de Pedrógão, foi detectada uma jazida do Paleolítico Inferior, com abundantes restos faunísticos.

Em termos de pesquisa arqueológica, há cerca de 30 anos que se sucedem as campanhas arqueológicas no sistema de Grutas do Almonda [...]. O primeiro passo neste trabalho foi dado pela Sociedade Torrejana de Espeleologia e Arqueologia (STEA), que descobriu os primeiros utensílios em pedra, que desencadearam todo o trabalho que se seguiu. Isto, em 1987. Desde então, o trabalho tem continuado e o resultado de tantos anos de exploração, materializado em achados, poderia ser muito maior, não fosse a falta de financiamento que condiciona a evolução da investigação.

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A gruta da nascente do Almonda é ainda considerada como um verdadeiro santuário da espeleologia nacional, de acordo com este postal no blogue Spelaion (9 Julho '08):

A visita à Gruta da Nascente do Rio Almonda é um misto de aprendizagem e aventura. [...]
A Gruta do Almonda é a maior cavidade conhecida em Portugal: cerca de 15 quilómetros de desenvolvimento. Esta resulta fundamentalmente da acção de duas ribeiras subterrâneas, a do Oeste e a do Norte, que se juntam perto da nascente. Para além do «Labirinto», todas as galerias que se conhecem actualmente desenvolvem-se ao longo da Ribeira do Norte, estando em curso os trabalhos de localização das galerias fósseis da Ribeira do Oeste. Para além de possuir galerias de dimensões consideráveis, algumas delas com bonitos lagos, a Gruta do Almonda é um verdadeiro «tesouro subterrâneo» por diversos motivos. Apresenta concreções de rara beleza (destacando-se as da «Sala Dourada»), marcas de garras e «camas» de Ursus spelaeus, jazidas arqueológicas que vão desde o Paleolítico inferior até à época romana e colónias de morcegos. A Gruta do Almonda é tida como um verdadeiro santuário da espeleologia nacional: a sua exploração remonta a 1937, quando M. Vaultier e J. Bensaude percorreram 50 metros do corredor de entrada.

[negritos da minha autoria].

VER TAMBÉM o postal Proteger as Cavernas Europeias.

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182. UMA FONTE EMOLDURADA

am.ma 15/09/2008 @ 00:13

A fonte da Plaza de España - Sevilha, Espanha

A fonte da Plaza de España no Parque de Maria Luísa, Sevilha - Espanha.

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Nota: Sobre esta Praça, ver também o postal BALAUSTRADA DE CERÂMICA.

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158. FONTES DE TIBÃES

am.ma 14/07/2008 @ 02:05

O Mosteiro de São Martinho de Tibães, próximo de Braga, cuja origem remonta ao século VI [ao tempo do Reino Suevo de Tuodomiro], está classificado como Imóvel de Interesse Público desde 1944.
O seu património abrange uma vasta Cerca de 40 hectares, onde se pode admirar o Escadório das Virtudes ou Rua das Fontes (dos princípios do século XVIII) que, segundo alguns autores, terá inspirado a construção posterior da escadaria do Bom Jesus do Monte, em Braga.

Escadório das Virtudes em S. Martinho de Tibães - Braga, Portugal

Fonte no Escadório das Virtudes, S. Martinho de Tibães - Braga, Portugal

A Rua das Fontes ou Escadório das Virtudes culmina no adro da Capelinha de S. Bento, na Cerca monástica de São Martinho de Tibães. Braga.

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(102) AS QUEDAS DO RENO

am.ma 15/04/2008 @ 00:09

As maiores quedas de água da Europa - com 150 metros de largura e 23 metros de altura - localizam-se no Alto Reno, a cerca de 400 metros de altitude, no Norte da Suíça (entre os cantões de Schaffhausen e Zurique, próximo da fronteira com a Alemanha).

Rheinfall, quedas do Reno - Neuhausen am Rheinfall, Suíça

Rheinfall, quedas do Reno - Neuhausen am Rheinfall, Suíça

Rheinfall, quedas do Reno - Neuhausen am Rheinfall, Suíça

As quedas do Reno em Neuhausen am Rheinfall - cantão Schaffhausen, Suíça.
O Portal oficial, em Inglês - Rhinefalls.

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VER também imagens das cataratas de Vitória, no Rio Zambeze - a maior cortina de água do Planeta - no postal DA NATUREZA NO ZIMBABUÉ.

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(97) OS VULCÕES DE ÁGUA DA EXPO '98

am.ma 09/04/2008 @ 00:29

Surpresa e encanto - os Vulcões de Água constituíram uma das grandes atracções da Alameda dos Oceanos, há dez anos atrás, ao tempo da Expo '98.

Vulcão de água - Alameda dos Oceanos, Expo'98 - Lisboa, Portugal

Alameda dos Oceanos e vulcão de água - Expo'98 - Lisboa, Portugal

Alameda dos Oceanos, Expo '98 (actual Parque das Nações) - Lisboa.

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NOTA: A ver também, uma bela colecção de fotografias de Dias dos Reis.

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(79) O DIA MUNDIAL DA ÁGUA

am.ma 20/03/2008 @ 02:08

- comemora-se a 22 de Março, desde a Cimeira da Terra (Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento), no Rio de Janeiro, em 1992.
Este ano, excepcionalmente, é comemorado a 20 de Março.

A água é um recurso natural precioso, que os países «civilizados» e «desenvolvidos» esbanjam alegremente. Basta ver, por exemplo, os sistemas de rega a (mal)funcionar nos jardins - públicos e privados - de Portugal...

Água potável num percurso de montanha nos Alpes - Suíça...Bebedouro público na frente ribeirinha de Olhão - Portugal
Água potável à discrição - dois exemplos na Europa: à esquerda, num percurso pedestre de montanha, nos Alpes Suíços; à direita, na frente ribeirinha de Olhão.

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E, no entanto, a água é um recurso raro e quase inacessível para largos milhares de pessoas no Planeta, quer para beber, quer para efeitos de higiene e saneamento: Every 20 seconds, a child dies as a result of the abysmal sanitation conditions endured by some 2.6 billion people globally. (excerto da mensagem do Secretário-Geral das Nações Unidas, para o Dia Mundial da Água - a ler mais, no portal World Water Day '08).

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NOTA: O Dia Mundial da Água - World Water Day - 2009,
no postal ÁGUAS PARTILHADAS - O RIO MINHO INTERNACIONAL.

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