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Arquivo: Março 2009

251. A CIMEIRA DE LONDRES DO GRUPO DOS VINTE (G20)

am.ma 31/03/2009 @ 11:55

O Grupo dos Vinte (Group of Twenty, mais conhecido pela sigla G20) foi constituído em Dezembro de 1999 e engloba 20 representantes de diferentes Países, entre Ministros das Finanças e Governadores de Bancos Centrais: África-do-Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia-do-Sul, Estados Unidos da América, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia, Turquia e União Europeia (Banco Central Europeu).

Este grupo reúne-se numa Cimeira em Londres na próxima 5ª-feira, dia 2 de Abril, para debater a actual situação económica e financeira mundial e para decidir o que fazer.

Victoria and Albert Museum - Londres, Inglaterra

Victoria and Albert Museum - Londres, Inglaterra

Pormenores da fachada do Museu Victoria and Albert, um dos edifícios mais simbólicos de Londres, que conserva vestígios de estilhaços de bombas da Segunda Grande Guerra.
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A Cimeira de Londres 2009 (Estabilidade, Crescimento, Emprego - Stability, Growth, Jobs) tem definidas três linhas de acção, tendo em vista o desenvolvimento sustentável:

  • Comércio, Emprego, Capacidade.
    Trade, Jobs, Skills - Governments should not restrict or distort trade. They must encourage investment, innovation, skills and enterprise that will generate sustainable jobs.
  • Recuperação, com baixas emissões de dióxido de Carbono.
    Low Carbon RecoveryThere is need to develop a low-carbon economy. Low-carbon measures can be pursued by countries acting together.
  • Ajudar os mais pobres.
    Helping the poorestGovernments must respond quickly to help the most vulnerable. A global recovery will not be sustainable unless it benefits the poorest.
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Assim, neste momento decisivo para o futuro da Humanidade, a AVAAZ lançou uma campanha de emergência, que inclui uma Petição em linha, com uma mensagem aos participantes da Cimeira - PONHAM AS PESSOAS EM PRIMEIRO LUGAR (PUT PEOPLE FIRST!) - para estimular, regular e reformar profundamente a economia global, assim como para investir numa recuperação verde e sustentável:
To leaders at the G20 London Summit:
We call on you to agree upon a global rescue package that puts people first - to stimulate, regulate and fundamentally reform the global economy, and to invest in a sustainable green recovery.

Milhares de pessoas usando capacetes verdes, símbolos de empregos verdes e de recuperação sustentável, realizam uma marcha pelas ruas de Londres para levar esta Petição aos oficiais e líderes da Cimeira.
Quem assina a petição tem ainda a hipótese de votar nos princípios e reformas que são necessários para reconstruir a economia global - os resultados desta votação serão igualmente entregues na Cimeira de Londres.

O objectivo da AVAAZ é alcançar 130 000 assinaturas.
Até agora já foram recolhidas mais de 128 000.
PARTICIPE! ASSINE ESTA PETIÇÃO! Pelo nosso futuro e pelo dos nossos filhos!

ACTUALIZAÇÃO a 1 de Abril: Já se contam mais de 130 000 assinaturas - o objectivo passou para as 150 000.

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NOTAS: O incumprimento sistemático de acordos firmados em cimeiras anteriores (de vários âmbitos) não é bom indicador dos resultados práticos que esta cimeira possa vir a ter. MAS TEMOS DE TENTAR!

Sobre o desenvolvimento sustentável, ver ainda A CARTA DA TERRA.

Categoria: PARA VER DE PERTO

250. JANELAS DE TOLEDO

am.ma 28/03/2009 @ 23:55

Passear no Centro Histórico de Toledo, Património da Humanidade (a tratar brevemente, aqui n'A Imagem da Paisagem), é uma descoberta permanentemente renovada.

Janela do Mosteiro de S. João dos Reis - Toledo, Espanha...Janela da Pousada da Irmandade - Toledo, Espanha
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Janelas num beco - Toledo, Espanha...Janela no Centro Histórico de Toledo - Espanha
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Janela no Centro Histórico de Toledo - Espanha

Várias janelas no Centro Histórico de Toledo - Castela-a-Nova, Espanha.
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NOTA: Ver também outras imagens de Toledo no Arquivo Geográfico - Postais de Espanha.

Categoria: PORTAS E JANELAS

249. AS NUVENS NEGRAS E O ARCO-ÍRIS

am.ma 25/03/2009 @ 15:05

Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados.
A medida que empregardes com os outros será usada convosco.

LUCAS 6:27 e 29

Nuvens de trovoada...Nuvens negras
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Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, quando vos expulsarem, vos insultarem e rejeitarem o vosso nome como infame, por causa do Filho do Homem.
LUCAS 6:22

Arco-íris...Arco-íris

Categoria: ATMOSFERAS

248. A PAINEIRA-ROSA

am.ma 23/03/2009 @ 00:02

A mais bela árvore florida que conheço.

Paineira-rosa, Ceiba speciosa - Oeiras, Portugal

Paineira-rosa, Ceiba speciosa (ex- Chorisia speciosa) da Família Bombacaceae (a mesma dos Embondeiros) - em Outubro, num jardim entre Algés e Cruz Quebrada, concelho de Oeiras.

O nome comum, Paineira, vem de paina, uma fibra branca e sedosa que envolve as sementes e que se liberta quando os frutos amadurecem e abrem.
A espécie é originária das zonas temperadas da América do Sul (Brasil e Argentina) e dá-se muito bem aqui na região de Lisboa. As árvores, de crescimento relativamente rápido e forma cónico-colunar enquanto jovens, adquirem posteriormente uma copa larga e espalhada, em forma de guarda-chuva.

De entre as suas características inconfundíveis, a floração é sem dúvida a mais notável - um autêntico deslumbramento visual, com a árvore coberta de grandes flores cor-de-rosa, antes da emergência das folhas (ou no início da foliação).
Floresce no Outono e - no hemisfério Norte - em anos de Outonos suaves, pode ver-se em flor ainda na altura do Natal.

(Lá na terra dela, deve estar a começar a florir agora...).

Imagens de detalhe da floração, nos postais OBRA DIVINA e TODAS AS FLORES SÃO BONITAS.

Categoria: A ÁRVORE

247. OBRA DIVINA

am.ma 22/03/2009 @ 14:40

Floração da Paineira-rosa num jardim de Lisboa - Portugal

Categoria: DOMINGO SEM LEGENDAS

246. ÁGUAS PARTILHADAS - O RIO MINHO INTERNACIONAL

am.ma 20/03/2009 @ 12:10

Desde 1993 que o Dia Mundial da Água - World Water Day - se comemora anualmente a 22 de Março, por designação da Assembleia Geral das Nações Unidas.
Ao longo dos anos, o Dia Mundial da Água tem focado diferentes aspectos relativos à água doce.

O tema de 2009, centrado nas águas internacionais (transfronteiriças) é Shared Waters - Shared Opportunities: ... we call attention to the waters that cross borders and link us toguether, ou seja, Águas Partilhadas - Oportunidades Partilhadas: ... chamamos a atenção para as águas que atravessam fronteiras e nos ligam uns aos outros.

Dia Mundial da Água, World Water Day 2009

Cartazes, brochuras, imagens para ambiente de trabalho (desktop) e para telemóvel e outros materiais da campanha - para descarregar.
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Existem no Mundo 263 bacias hidrográficas (de rios e lagos) transfronteiriças, abrangendo 145 países e abarcando quase metade da superfície terrestre da Terra. Por outro lado, enormes reservatórios de água doce correm silenciosamente por baixo das fronteiras, em aquíferos subterrâneos.

Desde o início de Fevereiro e um pouco por todo o Mundo, têm estado a decorrer iniciativas - e estão previstas mais até Julho - para divulgar a importância deste tema, quer específica quer globalmente.

Um pouco por todo o Mundo, mas não em Portugal (pelo menos, oficialmente). E, no entanto, as nascentes e grande parte das bacias hidrográficas dos grandes rios portugueses estão do outro lado da fronteira, em Espanha, razão pela qual a gestão das águas transfronteiriças é um aspecto particularmente importante e muito pertinente para nós...
Não é por acaso que as sucessivas versões do Plano Hidrológico Espanhol sempre fizeram correr tanta tinta e levantaram tantas inquietações do lado de cá da fronteira.

O Rio Minho é um dos rios ibéricos partilhados entre Portugal e Espanha, estabelecendo a fronteira entre os dois países num percurso de cerca de 70 Km para montante da foz (Baixo Minho), no extremo Noroeste de Portugal.

O Rio Minho entre La Guardia (Espanha) e Caminha (Portugal)

Imagens da travessia do Minho em ferry-boat, entre A Guarda (La Guardia - Galiza), na margem direita, e Caminha, na margem esquerda.
Em cima, vista para montante - Portugal do lado direito da imagem - com a vila das Seixas a descer a encosta até ao rio.

Em baixo, vista para Caminha e para juzante - a foz, no Oceano Atlântico, com a ilha da Ínsua ao fundo e Espanha do lado direito da imagem.

Rio Minho, vista para Caminha - Portugal

A foz do Rio Minho entre La Guardia (Espanha) e Caminha (Portugal)

O Baixo Minho apresenta uma grande riqueza ecológica, destacando-se nomeadamente os ecossistemas particulares do estuário, do sapal do Rio Coura (afluente da margem esquerda, que desemboca junto a Caminha), da mata do Camarido (pinhal mandado plantar por D. Dinis) e de várias ilhas.

Castelos, fortes, arcos, torres, igrejas, pontes, chafarizes e numerosos vestígios arqueológicos atestam a ocupação humana desde tempos remotos - e a consequente importância cultural e patrimonial de toda esta zona -, em ambos os países.

Temos a responsabilidade partilhada de gerir as águas transfronteiriças mundiais para as gerações actuais e futuras.
We share the responsibility for managing the world’s transboundary waters for current and future generations.

Vivendo a montante ou a juzante, estamos todos no mesmo barco.
Whether we live upstream or downstream, we are all in the same boat.

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COMPLEMENTOS:

  • 30 de Novembro de 2008, 10º aniversário da assinatura da Convenção das Bacias Hidrográficas Luso-Espanholas ou Convenção de Albufeira (Convenção sobre a Cooperação para a Protecção e o Aproveitamento Sustentável das Águas das Bacias Hidrográficas Luso-Espanholas): a Quercus considera que ainda há tanto para fazer
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Categoria: A ÁGUA

245. PRESERVAR E DIVULGAR A LINHA DO TUA

am.ma 17/03/2009 @ 02:55

Em Abril do ano passado, publiquei aqui um postal sobre a linha de caminho-de-ferro do vale do Tua, uma das mais belas linhas férreas de montanha da Europa - a propósito da barragem que o Governo Português insiste em lá querer construir, ou seja, a propósito da estudada destruição desta linha pelo Governo Português.

O Movimento Cívico pela Linha do Tua conseguiu recolher assinaturas suficientes para entregar na Assembleia da República uma petição contra esta barragem e não se tem poupado a esforços, no sentido de inviabilizar esta construção - tanto mais que ela implica a destruição de um património insubstituível, na região do Alto Douro Vinhateiro, Paisagem Cultural Património da Humanidade.

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Assim, e na sequência de diversas iniciativas de divulgação e debate sobre a linha do Tua, este Movimento anuncia agora a realização de uma exposição fotográfica em Paris, dirigida  a todos os curiosos e interessados nesta causa, através do olhar de mais um amigo, o fotógrafo José Miguel Ferreira.

José Miguel Ferreira - Rápido no Tua, 2008

Rápido no Tua, 2008 - José Miguel Ferreira
fotografia platina / paládio, 35 x 28 cm, 2008.
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La Galerie Parisienne
46, rue Godefroy Cavaignac
F - 75011 PARIS
Métro VOLTAIRE
0033 1 49 45 02 41
0033 6 18 78 19 79
17 a 26 de Março de 2009
Français ..... English
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Já se pronunciaram contra a construção desta barragem as associações QUERCUS e GEOTA, bem como vários cidadãos e individualidades portugueses. Os artigos de opinião e as notícias actualizadas estão disponíveis no sítio do Movimento Cívico pela Linha do Tua, mas deixo aqui alguns pequenos excertos:

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A Linha do Tua, uma paisagem por descobrir
Viviana Rodrigues

Poucos são os territórios que aliam um conjunto tão significativo de elementos de atracção. A natureza e a paisagem, marcante e diversificada, o património arquitectónico dos centros urbanos e rurais, a qualidade dos produtos agrícolas [...].

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Ou Tua, ou rua!
Manuel Igreja

Num país que com toda a parolice e contra o correr dos tempos desactivou quase tudo o que era linha de caminho de ferro no seu interior a troco de rodovias mais prejudiciais que benéficas em termos de ordenamento do território, parecia que se salvava assim uma das jóias ferroviárias da rede nacional de comboios. O turismo virou moda, e com ele a linha do Tua ganhou procura e valor. Nada mais nada menos que 40 mil almas passam anualmente pelos bancos das carruagens que circulam ou circulavam a roçar o rio Tua. [...]

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O mistério do Tua
Fernando Sobral

A Linha do Tua tem mistérios. Muitos. Ninguém, pelos vistos, consegue explicar porque é que no espaço de um ano e meio se sucederam quatro acidentes. Infelizmente, não é surpreendente. [...]

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Os Clérigos, os Jerónimos e a Linha do Tua
José Augusto Moreira 

O património histórico-cultural não tem preço, não é negociável ou não é passível de qualquer tipo de apropriação, independentemente de hipotéticas vantagens ou dos valores económicos em causa. (...) Além do disparate, o seu desaparecimento constituiria um hediondo crime contra a natureza e o património, que nada poderá justificar, a não ser a absurda cegueira de alguns governantes que, incapazes de deixar obra válida, parecem primar pela destruição do que de mais belo e ousado outros edificaram. [...]

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Parecer da Associação Portuguesa para o Património Industrial
[Órgão consultivo da UNESCO]

(...) um dos mais graves atentados ao património cultural do País desde o 25 de Abril de 1974, a destruição da Linha do Tua.

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NOTA: O grupo linhadotua@googlegroups.com, criado para promover e facilitar a divulgação de informação entre os muitos contactos do MCLT, continua a crescer. Todos os interessados em receber informações sobre a Linha do Tua poderão também fazer parte deste grupo, bastando para isso registar-se no sítio www.linhadotua.net ou enviando uma mensagem para linhadotua@gmail.com.

Categorias: OUTRAS IMAGENS - Em PRETO e BRANCO.

244. UMA HISTÓRIA DE SOBREIROS - X

am.ma 16/03/2009 @ 01:05

Finalmente, o pequeno sobreiro já está a abrolhar - este ano muito mais tarde do que no ano passado.
A evolução, desde a germinação da bolota, pode constatar-se no conjunto dos outros postais desta Categoria.

Sobreiro 2 (Quercus suber), 14 meses - Cascais, Portugal

A plantinha apresenta algumas folhas com manchas secas, porque eu distraí-me com a rega... Como o tempo aqueceu muito de repente e agora, no vaso de barro, a terra seca mais depressa, passou uns dias de sede.
Mas parece-me que está a reagir bem, pelo desenvolvimento que a gema apical apresenta (há uma semana atrás, ainda estava como em Novembro de 2008).

Sobreiro 2 (Quercus suber), 10 meses - Cascais, Portugal...Sobreiro 2 (Quercus suber), 14 meses - Cascais, Portugal
Sobreiro, Quercus suber, família Fagaceae - numa varanda em Cascais.

Categoria: UMA HISTÓRIA DE SOBREIROS

VEZES DEZ MIL - 3

am.ma 15/03/2009 @ 19:40

O postal escolhido pelo visitante nº 30 000 foi publicado em Março do ano passado - UMA HISTÓRIA DE SOBREIROS - II:

Sobreiro (Quercus suber) 2, semana 7 - Cascais, Portugal

O Sobreiro (Quercus suber, família Fagaceae) é uma árvore de grande porte...
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Entretanto, os dez postais mais procurados pelos visitantes 20 001 a 30 000 foram:

 1 - Pérgulas de Jardim

 2 - Um Ramo de Orquídeas

 3 - Coqueiro de Jardim em Flor

 4 - A Carta da Terra, The Earth Charter

 5 - Mosaicos Polícromos em Conímbriga

 6 - Caixinhas de Papel

 7 - A Arriba Fóssil da Costa de Caparica

 8 - Hoje é o Dia Internacional da Diversidade Biológica

 9 - A Nascente e a Gruta do Almonda

10 - Todas as Flores são Bonitas.

243. ANDORINHA-DAS-CHAMINÉS

am.ma 13/03/2009 @ 19:45

Este ano, ainda não vi Andorinhas-dos beirais, que são tradicionalmente consideradas como os arautos da Primavera.
Em contrapartida, vi esta Andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica) já no fim de Fevereiro.

Andorinha-das-chaminés em São Pedro do Estoril - Cascais, Portugal...Andorinha-das-chaminés em São Pedro do Estoril - Cascais, Portugal
Uma Andorinha-das-chaminés em São Pedro do Estoril, Cascais.

Nidificante estival em Portugal, distingue-se facilmente por ter longa cauda bifurcada, asas compridas e agudas e garganta vermelho-escura.

Ver também os postais ANDORINHAS NO NINHO e AS ANDORINHAS FORAM-SE EMBORA.

Categoria: PLUMAGENS

242. O DESESPERO A INSTALAR-SE

am.ma 12/03/2009 @ 23:42

Um pouco aqui, aí, ali, além.

O desespero a instalar-se - Cascais, Portugal

Algures no concelho de Cascais, Fevereiro 2009.
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O que está profundamente errado nesta nossa sociedade é a ligeireza irresponsável com que se desperdiçam os recursos, incluindo as pessoas: usam-se e deitam-se fora.
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Categoria: SINGULAR

241. UM LOUREIRO EM FLOR

am.ma 06/03/2009 @ 01:39

O Loureiro, Laurus nobilis, da família Lauraceae, é uma árvore de folha persistente, espontânea em Portugal. O seu crescimento é lento, pelo que é mais frequente encontrá-lo na forma arbustiva.

Para além da sua utilização culinária, esta planta é apreciada como ornamental, pela folhagem aromática, persistente e verde-escura e pelo porte denso e compacto.
Espécie dióica, apresenta pés masculinos e pés femininos individualizados, que só se distinguem pela floração (as flores masculinas são mais amareladas e as femininas mais esverdeadas) e pela frutificação (apenas as plantas femininas produzem frutos).

Flores masculinas de Loureiro, Laurus nobilis - Cascais, Portugal

Flores masculinas de Loureiro, Laurus nobilis, em meados de Fevereiro. Parede, Cascais.

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De acordo com J. Amaral Franco (Nova Flora de Portugal), o Loureiro pode atingir uma altura de 20 metros - o que equivale grosso modo a sete andares! - e é característico de matas, lugares sombrios e margens de cursos de água.

Nos Açores e na Madeira, é espontânea uma outra espécie de Loureiro - a Laurus azorica - característica da Laurissilva, floresta de Lauráceas. Por outro lado, na Laurissilva da Madeira, existe ainda o Loureiro-Real, mais conhecido como Vinhático ou Vinhático-das-Ilhas: Persea indica.

Ramo jovem e folhas de Loureiro, Laurus nobilis - Cascais, Portugal...Loureiro masculino em flor, Laurus nobilis - Cascais, Portugal
À esquerda, detalhe de um ramo e das folhas de Loureiro, Laurus nobilis. À direita, outro aspecto das flores masculinas.
O pontilhado transparente que se observa nalgumas folhas corresponde às glândulas oleíferas, responsáveis pelo aroma característico da espécie.

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De origem circum-mediterrânica, o Loureiro é uma das plantas mais simbólicas do Mediterrâneo, pelo menos desde a Antiguidade Clássica, e uma das que se utilizam tradicionalmente (a par da Palmeira e da Oliveira) nas celebrações cristãs do Domingo de Ramos, no início da Semana Santa.

Por outro lado, a simbologia do Loureiro está associada a uma lenda da Mitologia clássica, a lenda de Apolo e Dafne (conforme Ovídio, n' As Metamorfoses), segundo a qual a ninfa Dafne foi transformada em Loureiro, para escapar ao assédio do deus Apolo. Por isso, Apolo - deus da música e das artes - passou a usar uma coroa de raminhos de Loureiro entrelaçados, em homenagem à ninfa. Aliás, em Grego arcaico, Dafne (δάφνη) significa exactamente Loureiro. Esta lenda inspirou uma famosa escultura barroca de Bernini, representando a metamorfose da ninfa - os pés transformam-se em raízes, as pernas em tronco, os braços e mãos em ramos e folhas...

Flores masculinas de Loureiro, Laurus nobilis - Cascais, Portugal

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Sabe-se que a coroa de louros foi utilizada nos Jogos Olímpicos da Antiga Grécia, para premiar os atletas vencedores. O próprio termo laureado quer dizer, etimologicamente, coroado de louros.
Mais tarde, na Roma Antiga, os Imperadores usaram ainda a coroa de louros, em honra do deus Apolo e como símbolo de distinção e deificação.

Laurus nobilis, o Loureiro nobre, é também conhecido em França como o Loureiro de Apolo (Laurier d' Apollon).

Categoria: FLORA E VEGETAÇÃO

MINIATURAS DE DEZEMBRO 2008

am.ma 05/03/2009 @ 21:05

Completando a sequência de Miniaturas publicadas no ano passado (ao todo, foram 50), as quatro do mês de Dezembro:

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50 Miniatura 50 - Rio de luz (Dez'08) ... 49 Miniatura 49 - Anjinhos de Natal (Dez'08)
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48 Miniatura 48 - Folha outonal (Dez'08) ... 47 Miniatura 47 - Pedra arrumada, muro barrosão (Dez'08)
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NOTA: No domingo passado, iniciei um novo tema na aba do blogue, que veio substituir as Miniaturas - VERTICAL.

Categoria: MINIATURAS

MINIATURAS DE NOVEMBRO 2008

am.ma 05/03/2009 @ 20:46

O mês de Novembro teve cinco sábados e, portanto, cinco miniaturas na aba lateral.

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46 Miniatura 46 - Outono (Nov'08) ... 45 Miniatura 45 - Roselha-grande no Barrocal
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44 Miniatura 44 - Carantonha no telhado (Nov'08) ... 43 Miniatura 43 - Reciclagem no jardim (Nov'08) ... 42 Miniatura 42 - Líquenes num sobreiro (Nov'08)
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Categoria: MINIATURAS

240. JERÓNIMOS ILUMINADOS

am.ma 01/03/2009 @ 00:42

A Hora da Terra (ou Hora do Planeta), Earth Hour 2009, está agendada para este mês - sábado 28 de Março, entre as 20:30 e as 21:30 horas.

O Mosteiro dos Jerónimos e outros dos mais significativos monumentos de Lisboa ficarão então às escuras, uma vez que a autarquia alfacinha aderiu pela primeira vez a esta iniciativa do World Wide Fund for Nature, WWF:
Earth Hour 2009 aims to reach more than 1 billion people in 1000 cities around the world, inviting communities, business and governments to switch off lights for 1 hour and send a global message that we need to take action on climate change.

Imagem nocturna da fachada sul do Mosteiro dos Jerónimos - Lisboa, Portugal

Imagem nocturna da fachada sul do Mosteiro dos Jerónimos reflectida na água da fonte luminosa. Belém, Lisboa.
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O Mosteiro foi erigido por iniciativa de D. Manuel I (cujo santo patrono era S. Jerónimo), depois de obtida a necessária autorização papal, nos primórdios do século XVI.

Monumento Nacional e Património Mundial, o Mosteiro - com uma fachada de mais de 300 metros de comprimento - foi originalmente construído à beira do Tejo (o que ainda se verificava nos princípios do século XIX, como se pode ver nesta gravura de 1816), substituindo a primitiva igreja de Santa Maria de Belém que ali existia (mandada edificar e doada à Ordem de Cristo pelo Infante D. Henrique), onde os monges prestavam apoio religioso e espiritual aos embarcadiços que dali largavam e ali aportavam.
A invocação da Virgem de Belém permanece, aliás, associada ao Mosteiro, à sua igreja e à freguesia onde se insere.

Earth Hour 2009 - WWF

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NOTA: Outros postais relacionados - PORTAIS MANUELINOS (portal sul do Mosteiro dos Jerónimos) e A HORA DA TERRA - EARTH HOUR 2008.

Categorias: O PATRIMÓNIO - Em PRETO e BRANCO.