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Arquivo: Dezembro 2008

226. ASSIM SE PASSOU MAIS UM ANO

am.ma 31/12/2008 @ 12:20

Não pretendo fazer um balanço deste ano, mas apenas uma recapitulação de alguns dos (que eu considero) melhores postais aqui publicados em 2008.

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A Floresta Autóctone . . . . . . . O Canal de Azulejos em Queluz . . . . . . Pescador da Barca Bela
A Floresta Autóctone (no postal 208).....O Canal de Azulejos em Queluz (no postal 186).....Pescador da Barca Bela (no postal 154)

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Da Natureza no Zimbabué . . .Europa, Diferentes Parques e Jardins . . . . . O Diamante Negro
Da Natureza no Zimbabué (no postal 146).....Europa, Diferentes Parques e Jardins (no postal 132).....O Diamante Negro (no postal 99)

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21 de Março, Dia de Celebrações . . . . . Os Rios são Nossos Irmãos . . . . . Os Peões no Coração da Cidade
21 de Março, Dia de Celebrações (no postal 81).....Os Rios são Nossos Irmãos (no postal 64).....Os Peões no Coração da Cidade (no postal 38)

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BOAS SAÍDAS E MELHORES ENTRADAS!

Categoria: QUADROS

MINIATURAS DE OUTUBRO 2008

am.ma 31/12/2008 @ 02:16

Em Outubro, foram publicadas quatro miniaturas:

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41 Miniatura 41 - Alta tensão (Out'08) ... 40 Miniatura 40 - À sombra da latada (Out'08)
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39 Miniatura 39 - Empena quase cega (Out'08) ... 38 Miniatura 38 - Garça-real no jardim (Out'08)
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Categoria: MINIATURAS

MINIATURAS DE SETEMBRO 2008

am.ma 31/12/2008 @ 02:02

Quatro sábados, quatro miniaturas:

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37 Miniatura 37 - Janela com lustre (Set'08) ... 36 Miniatura 36 - Vegetal exótico na estufa (Set'08)
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35 Miniatura 35 - Minúscula flor azul (Set'08) ... 34 Miniatura 34 - Nuvens (Set'08)
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Categoria: MINIATURAS

225. A CASUARINA EM PORMENOR

am.ma 30/12/2008 @ 23:51

As Casuarinas (várias espécies) são árvores de grande porte, originárias da Austrália.
Muito resistentes ao sal e à secura, adaptam-se bem em terrenos de areia, pelo que são espécies naturalmente adequadas para a estabilização de solos no litoral.

Os ramos jovens são pendentes, verdes, justapostos e articulados, o que lhes transmite uma aparência de agulhas de pinheiro - daí o nome comum destas árvores, Pinheiro da Austrália ou australiano.
As folhas são minúsculas, apenas observáveis à lupa, e as inflorescências são unissexuadas: longas espigas masculinas e glomérulos femininos.

Ramos jovens de uma Casuarina feminina - Cascais, Portugal

Espigas masculinas de Casuarina - Cascais, Portugal

Aspecto dos ramos jovens (numa árvore feminina) e das inflorescências masculinas de Casuarina sp (Casuarina equisetifolia?), família Casuarinaceae.
Imagens captadas em meados de Julho, Cascais.
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ADITAMENTO:Esta espécie é dióica (tem plantas femininas e plantas masculinas). As FLORES FEMININAS são vermelho-escuro, com poucos milímetros de diâmetro, tão pequenas que mal se distinguem - mesmo a curta distância.

Sobre uma outra espécie dióica, ver o postal UM LOUREIRO EM FLOR.

Categoria: A ÁRVORE

224. GRANDES VELEIROS

am.ma 30/12/2008 @ 16:40

Em 2006, comemorou-se o 50º aniversário da Regata dos Grandes Veleiros.
Estas imagens são de Julho de 2006, quando a Regata fez escala em Lisboa, no seu percurso entre Torbay (Inglaterra) e Antuérpia (Bélgica).

[A notícia na página da Junta de Freguesia de São José, Lisboa].

Regata dos Grandes Veleiros 2006 - Lisboa, Portugal

Regata dos Grandes Veleiros 2006 - Lisboa, Portugal

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NOTA: A propósito de grandes veleiros, ver também o postal sobre a Fragata D. Fernando II e Glória.

Categoria: O PATRIMÓNIO

223. CUIDAR DAS PENAS

am.ma 29/12/2008 @ 23:40

Os cuidados com a plumagem constituem um ritual diário na vida das aves.

De facto, o bom estado da plumagem é essencial para a capacidade de voo e para o equilíbrio térmico do corpo das aves, para além de outros aspectos.
As penas constituem uma capa isoladora do calor, do frio e da água, o que se torna particularmente importante no caso das aves aquáticas.
Para conseguir um perfeito isolamento em relação à água, as aves aquáticas segregam uma substância gordurosa que espalham com o bico e com que impregnam cuidadosamente as penas, o que lhes permite nadar e mergulhar sem se molharem.

Patos-real a cuidar da plumagem - Cascais, Portugal

Gansos a cuidar da plumagem - Cascais, Portugal

Imagens de aves aquáticas a tratar da sua plumagem: em cima, um macho e duas fêmeas de pato-real (Anas platyrhynchos); em baixo, um grupo de gansos (Anser anser ?).
Jardim da Quinta da Alagoa em Carcavelos - Cascais.
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Ver também outras imagens de Pato-real no postal MASCULINO - FEMININO.

Categoria: PLUMAGENS

222. UM SANTO NATAL

am.ma 23/12/2008 @ 18:15

[TEMPO DE NATAL 5]

Presépio significa estábulo.
E o Presépio significa também o fundamento do Natal, quantas vezes ignorado no corropio das compras e na euforia das prendas - a celebração do nascimento de Cristo.

Presépio em cerâmica

CELEBRAÇÃO. VIDA. NASCIMENTO.

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Não há CELEBRAÇÃO sem VIDA. Não há VIDA sem NASCIMENTO.

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Por isso, recordo aqui mais uma vez a Petição pela Revisão da Lei do Aborto em Portugal e o alerta de Um Jardim no Deserto, Não Há Causa Maior que a da Vida:

Neste Natal vamos lutar para que fazer um aborto não seja um facto sem importância, equiparável a ir ao dentista extrair um dente, por exemplo.
Autorizar a morte dos bebés em gestação através de uma lei não passa da ampliação, a uma escala nunca vista, do decreto de Herodes para a matança dos inocentes há 2000 anos atrás.

Categorias: PARA VER DE PERTO - COMPASSOS DE TEMPO.

221. LONGAS NOITES ILUMINADAS

am.ma 22/12/2008 @ 18:10

[TEMPO DE NATAL 4]

A noite passada foi a mais longa do ano, a do solstício de Inverno.

Nesta época de noites compridas e frias, as iluminações de Natal transmitem um ambiente caloroso e festivo, que agrada a todas as idades. Não só em terra: no mar também.

Iluminações de Natal no Porto de Recreio de Oeiras - Portugal

Iluminações de Natal no Porto de Recreio de Oeiras - Portugal

Iluminações de Natal no Porto de Recreio de Oeiras - Portugal

Os barcos e os passadiços baloiçam permanentemente. Porto de Recreio de Oeiras.

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Ver também o postal CONCEITO DE RECREIO.

Categorias: O LITORAL - COMPASSOS DE TEMPO.

220. CAIXINHAS DE PAPEL

am.ma 22/12/2008 @ 00:55

[TEMPO DE NATAL 3]

Origami, designação que deriva de ORU (dobrar) e KAMI (papel), é uma arte tradicional Japonesa, que se baseia na dobragem de quadrados de papel.

A técnica de Origami ilustra bem a sensibilidade estética oriental. Os modelos ou peças, formados por um ou mais quadrados de papel, desempenham funções recreativas, sagradas, utilitárias, decorativas, ...
Assim se podem fazer, por exemplo, caixinhas muito atraentes e originais para apresentar doces e guloseimas, em épocas festivas ...

Caixa Osanpo vermelha - ANA FOLHAS - Cascais, Portugal.Caixa-estrela Tsuno Kobako pentagonal - ANA FOLHAS - Cascais, Portugal
Caixa Osanpo flores - ANA FOLHAS - Cascais, Portugal.Caixa-estrela Tsuno Kobako hexagonal - ANA FOLHAS - Cascais, Portugal
À esquerda, dois exemplos do modelo tradicional OSANPO.
À direita, duas variações (pentagonal e hexagonal) da caixa-flor ou caixa-estrela tradicional TSUNO KOBAKO.
Peças realizadas por ANA FOLHAS para a 220_bric.jpg - bric2006 [arroba] iol [ponto] pt.

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Esta arte manual desenvolveu-se espontaneamente no Japão, a partir do século VI, depois da introdução do papel, oriundo da China. Inicialmente utilizado em cerimónias religiosas e depois também noutros rituais, o ORIGAMI generalizou-se no dia-a-dia japonês - transmitido verbalmente de geração em geração, é hoje admirado em todo o mundo.

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ADITAMENTO: As fotografias originalmente aqui publicadas foram substituídas, porque não tinham o logotipo da 220_bric.jpg. Apesar de a marca estar referida no texto, foi-me solicitado que constasse igualmente das imagens.

Categorias: DO PAPEL - COMPASSOS DE TEMPO.

219. BAGAS COLORIDAS

am.ma 20/12/2008 @ 19:53

[TEMPO DE NATAL 2]

Algumas das plantas que frutificam no Outono e no Inverno apresentam bagas coloridas muito persistentes. Constituem uma boa opção para prolongar a presença da cor no jardim e até para aproveitar uns raminhos para as decorações de Natal - sem assaltar as espécies protegidas ou vulneráveis, como são por exemplo o Azevinho (Ilex aquifolium, família Aquifoliaceae) e a Gilbardeira (Ruscus aculeatus, família Liliaceae), nos seus habitats naturais.

Os géneros Cotoneaster e Pyracantha, ambos da família das Rosaceae (como as Roseiras), apresentam frutificações particularmente vistosas e abundantes.

Espécie do género Cotoneaster em plena frutificação

Espécie do género Pyracantha em plena frutificação

Espécies arbustivas de Cotoneaster (em cima) e Pyracantha (em baixo), em plena frutificação.

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Algumas espécies arbóreas também apresentam bagas de diversas cores (por vezes muito apreciadas pelos pássaros), muito decorativas - é o caso por exemplo dos géneros Sorbus (também da família Rosaceae) e Melia (família Meliaceae).

Frutificação de uma Sorveira (Sorbus sp)

Frutificação do Lilás das Índias (Melia azedarach)

Em cima, uma Sorveira (Sorbus sp) e, em baixo, o Lilás das Índias (Melia azedarach).
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Categorias: FLORA E VEGETAÇÃO - COMPASSOS DE TEMPO.

218. CELEBRAR A VIDA

am.ma 19/12/2008 @ 14:22

[TEMPO DE NATAL 1]

Todo o indivíduo tem direito à vida (Artº 3º da Declaração Universal dos Direitos Humanos).

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Que o nosso tempo seja lembrado pelo despertar de uma nova veneração face à vida (The Way Forward, O Caminho a Seguir - n' A Carta da Terra).

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Sem o direito de viver, nada faz sentido (Não Há Causa Maior que a da Vida, um apelo do blogue Um Jardim no Deserto).

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... deve ser considerado o reconhecimento de: - o direito à vida de cada ser humano, desde a concepção até à morte natural ...
... due consideration must be given to: - the right to life of every human being, from conception to natural death ...
... considération à porter à la reconnaissance : - du droit à la vie de chaque être humain de la conception à la mort naturelle ...
(Petição - nos Estados Membros das Nações Unidas - pelo Respeito e Dignidade da Vida na Família Humana, com 5,4 milhões de assinaturas em menos de um ano. Para ler mais no blogue Familiokratos, com versões em Inglês e em Francês).

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Celebrar a Vida...Celebrar a Vida

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O DOM DA VIDA É SUPREMO - NÃO NOS PERTENCE.
NÃO TEMOS O DIREITO DE O ANIQUILAR - EM TEMPO NENHUM.
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LEIA, ASSINE e DIVULGUE a Petição pela Revisão da Lei do Aborto em Portugal.
Sem Preconceitos. Sem falsos juízos de Valor, Direito ou Liberdade.
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Categorias: TEMAS UNIVERSAIS - COMPASSOS DE TEMPO.

VEZES DEZ MIL - 2

am.ma 18/12/2008 @ 13:10

O postal escolhido pelo visitante nº 20 000 foi publicado a 16 Abril '08 - MOSAICOS DE MILREU:

Mosaicos no peristilo, ruínas romanas de Milreu - Faro, Portugal

Mosaicos no pavimento do peristilo.

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Entretanto, os dez postais mais procurados pelos visitantes 10 001 a 20 000 foram, por ordem decrescente de preferência:

 1 - Texto: Sermão de Santo António aos Peixes

 2 - Coqueiro de Jardim em Flor

 3 - Um Ramo de Orquídeas

 4 - Mosaicos de Milreu

 5 - Pérgulas de Jardim

 6 - Brincos-de-Princesa

 7 - Muros de Pedra

 8 - Mosaicos Polícromos em Conímbriga

 9 - Topiária Rendilhada

10 - Os Vulcões de Água da Expo'98.

MINIATURAS DE AGOSTO 2008

am.ma 17/12/2008 @ 23:55

Agosto, mês de férias, foi ilustrado com cinco miniaturas:

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33 Miniatura 33 - Espatifilo (Ago'08) ... 32 Miniatura 32 - Balaustrada algarvia (Ago'08) ... 31 Miniatura 31 - A água no Generalife (Ago'08)
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30 Miniatura 30 - Lanterna numa rua de Évora (Ago'08) ... 29 Miniatura 29 - Relógio de sol em granito (Ago'08)
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Categoria: MINIATURAS

MINIATURAS DE JULHO 2008

am.ma 16/12/2008 @ 23:30

No mês de Julho, foram publicadas estas quatro miniaturas:

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28 Miniatura 28 - Um pequeno barco azul (Jul'08) ... 27 Miniatura 27 - Rosmaninho no Barrocal (Jul'08)
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26 Miniatura 26 - Pavimento de pedra (Jul'08) ... 25 Miniatura 25 - Gaivota (Jul'08)
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Categoria: MINIATURAS

217. O ESCRITOR DA TERNURA

am.ma 15/12/2008 @ 12:36
217_bodypart.jpg
Tema: BRASIL

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JOSÉ MAURO DE VASCONCELOS (Rio de Janeiro,1920 - São Paulo,1984), um escritor extraordinário, dizia que ... a literatura é a arte mais difícil, porque a palavra tem que dar ao todo as cores e as nuanças da pintura, o som e a harmonia da música, o movimento. Escrever é a maneira que encontrei para transmitir minhas vivências, o bem e o mal, e um sentimento que anda muito esquecido: a ternura. E a vida sem ternura não vale nada.

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Um pequeno excerto d' O Palácio Japonês (1969):

Na verdade, o que mais apreciava numa cidade como São Paulo era penetrar na Praça da República. Olhar demoradamente o lago meio sujo, meio abandonado. Os peixes vermelhos nadando tão livres. Os irerês coçando as penas enfiando as cabeças entre as asas. Encerando depois as peninhas coloridas com paciência, uma por uma.

Levantar a vista para as árvores e desejar ser um esquilo para poder se colocar bem junto dos pombos e conversar com eles. Bonito, quando os homens e as crianças jogavam miolos de pão ou grãos de pipocas.

Entretanto, o que podia existir de mais bonito na praça do que as crianças brincando no parque? Nada. Todas elas vestindo infância. Num alarido de pássaros sem gaiola. Jogando bolas, correndo. Verdade que, nenhuma delas trazia uma canoa ou um trenzinho como ele possuía.

Antigo parque infantil no Jardim da Estrela - Lisboa, Portugal

Antigo parque infantil no Jardim da Estrela - Lisboa.
[Outra imagem de crianças a brincar num jardim: TODAS AS CRIANÇAS SÃO ESPECIAIS].

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José Mauro de Vasconcelos está pouco divulgado em Portugal. Ainda há poucos meses atrás, eu quis comprar Rosinha, Minha Canoa (1962) e não encontrei em lado nenhum - aliás, não encontrei nenhum dos seus títulos em nenhuma das (grandes) livrarias que visitei, nem sequer o seu livro (porventura) mais conhecido, por ter sido adaptado para o cinema: O Meu Pé de Laranja Lima (1968).

Acerca deste escritor, Antônio D'Elia comentou: Zé Mauro é um exemplo para os nossos romancistas: exemplo de humildade e respeito. Suas personagens e seus cenários não são joguetes e arranjos; são maiores do que o homem que escreve.

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Ver também o postal A Chuva Reclinou-se para um Lado e o texto A História da Árvore (excertos de Rosinha, Minha Canoa).

E um obrigada  à Isabel Magalhães, cujo belíssimo postal no Oeiras Local me abalançou para participar nesta Tertúlia Virtual!

Categoria: PARQUES E JARDINS

216. DIREITOS HUMANOS - HISTÓRIAS SUBSEQUENTES

am.ma 12/12/2008 @ 18:35

Na sequência do aniversário da proclamação da Declaração Universal dos Direitos Humanos - e para além das histórias mediáticas de desrespeito pelos mais elementares direitos humanos, um pouco por todo o mundo, que os meios de comunicação nos fazem chegar - registo aqui quatro apontamentos que nos fazem pensar:

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  • Para ler em Italiano ou em Inglês no blogue (Italiano) Art is Everywhere - a Lei «Mata-Blogues» que se prepara em Itália. [a 27 Jan 2009, o post que estava aqui ligado tinha sido removido].
    Está aliás em curso, naquele País, uma campanha de repúdio liminar desta tentativa de transformar os blogues naquilo em que já estão transformados muitos meios de comunicação social: servos rastejantes ou fantoches nas mãos do poder instalado.
  • 216-1_stavro.jpg

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  • O testemunho de um monge tibetano, em Inglês, no blogue (Holandês) Cookie Mouse - Palden Gyatso, preso e torturado na China durante 33 anos, depois exilado na Índia e que percorre o mundo para divulgar a causa tibetana.
    Leighton, autor do blogue, remata: Somehow this simple monk's smile gives me hope. The human spirit is strong, and people like Palden Gyatso teach us the art of survival against all the odds. Tashi Delegs, Palden!
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  • Duas petições internacionais pelos Direitos Humanos Universais dos bebés em gestação e da família, que foram presentes a representantes da União Europeia e das Nações Unidas:
  • Petição Europeia com 5,4 milhões de assinaturas em menos de um ano - pelo direito à vida de todo o ser humano, desde a concepção até à morte natural (the right to life of every human being, from conception to natural death).
    Petição Norte-Americana (Canadá, Estados Unidos e México) com 330 000 assinaturas em cerca de dois meses - pela extensão do direito à vida a todos os membros da família humana, incluindo a criança por nascer (extend the right to life to all members of the human family, including the unborn child).

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  • O lançamento recente, no Reino Unido, de uma campanha pelos Direitos Universais do (nosso) Planeta - o portal oficial, em Inglês, chama-se As Árvores Também Têm Direitos: Trees Have Rights Too [via The Green Familia].
  • 216-2_forect-b.jpg

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    Postais relacionados: Dignidade e Justiça para Todos Nós, Da Natureza no Zimbabué e Direitos Humanos.

    Categorias: OUTRAS IMAGENS - Em PRETO e BRANCO.

    215. DIGNIDADE E JUSTIÇA PARA TODOS NÓS

    am.ma 09/12/2008 @ 18:25

    DIGNITY AND JUSTICE FOR ALL OF US é o tema sob o qual têm decorrido Seminários, Conferências, Simpósios, Exposições e outras inúmeras actividades diferentes - um pouco por todo o mundo - para comemorar o ano do sexagésimo aniversário da proclamação, pelas Nações Unidas, da DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS.
    A data do aniversário é amanhã - 10 Dezembro 2008.

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    Plantar árvores....Homem, banco, bicicleta, rio
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    215-3logo_declaration.jpg....Sentados - esperança, passatempo ou desespero
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    A idade dos avós....Bulício citadino
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    Passados 60 anos sobre a proclamação da Declaração, dezenas de milhões de pessoas em todo o mundo ainda ignoram em absoluto que têm direitos e que os podem reclamar.
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    Perante este cenário, a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navanethem (Navi) Pillay, num depoimento hoje divulgado [9 Dez. 2008], congratula-se com o facto de o próximo ano [2009] ter sido designado como o ANO INTERNACIONAL DA APRENDIZAGEM DOS DIREITOS HUMANOS.
    E conclui: And I would like to encourage ministries, institutions, teachers, parents and others in a position of responsibility all across the planet to take this opportunity to ensure that the next generation is given the maximum opportunity to claim what was promised to them in that extraordinary document known as the Universal Declaration of Human Rights.

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    Para ver também os postais DIREITOS HUMANOS e DIREITOS HUMANOS - HISTÓRIAS SUBSEQUENTES.

    Categoria: TEMAS UNIVERSAIS

    214. AS AVES DO CÉU

    am.ma 08/12/2008 @ 00:44

    Olhai para as aves do céu

    Olhai para as aves do céu: não semeiam, nem ceifam, nem recolhem em celeiros; e o vosso Pai celeste alimenta-as. Não valeis vós mais do que elas?
    [Mateus, 6: 26].

    Categorias: ATMOSFERAS - Em PRETO e BRANCO.

    213. O SOLAR DOS ZAGALLOS

    am.ma 07/12/2008 @ 23:25

    - também conhecido como Quinta dos Pianos - é uma antiga propriedade rural do século XV, que pertenceu originalmente à família Zagallo e que sofreu modificações sucessivas ao longo do tempo. A quinta (ou o que dela resta) integra casa apalaçada do século XVIII, capelas, jardim, pomar e dependências agrícolas, constituindo o conjunto edificado mais notável da freguesia da Sobreda, no concelho de Almada.
    [Artigo História e Arquitectura do Solar dos Zagallos, do portal da Câmara Municipal de Almada].

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    Pátio de honra e Solar dos Zagallos - Almada, Portugal

    O pátio de honra e a fachada principal do Solar.

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    Capela de Santo António da Sobreda - Almada, Portugal

    A Capela de Santo António da Sobreda, adossada ao Solar.

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    Jardim do Solar dos Zagallos - Almada, Portugal

    A álea principal do jardim, ladeada por bancos e alegretes.

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    O Solar e o jardim conservam um vasto espólio em termos de azulejaria (tema a desenvolver num próximo postal), abarcando três séculos da história do azulejo em Portugal.

    A propriedade foi adquirida pela família Piano, nos princípios do século XX e, mais tarde - já no último quartel do século - pela Câmara Municipal de Almada, que se encarregou da respectiva recuperação: as intervenções respeitaram a identidade do edifício e prepararam o espaço para receber diversos eventos culturais.

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    Depois de restaurado, o Solar abriu ao público em 1993.
    Alberga actualmente o Centro de Artes Tradicionais de Almada, uma dependência do Museu Municipal de Almada.
    Em Janeiro de 2002, a Escola Profissional de Música e Artes de Almada - que funcionava nas antigas dependências agrícolas da quinta e que era tida como uma das escolas de referência no ensino da música em Portugal, com cursos únicos em todo o país - corria o risco de fechar [não consegui encontrar informação actualizada].

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    Outros postais com imagens do jardim e do pomar dos Zagallos: IMPRESSÕES OUTONAIS, UMA CASA NA ÁRVORE e SISTEMA TRADICIONAL DE REGA.

    Categoria: O PATRIMÓNIO

    212. SISTEMA TRADICIONAL DE REGA

    am.ma 06/12/2008 @ 00:15

    Caleiras e tanques são elementos tradicionais dos nossos jardins e quintas, associados à necessidade de rega durante boa parte do ano.
    Para além da sua função eminentemente prática, evidenciam muitas vezes, também, uma necessidade de lazer: basta ver o pormenor do acabamento lateral de uma simples caleira ou uma bica em cantaria num simples tanque de rega.

    Caleira de rega no pomar do Solar dos Zagallos - Almada, Portugal

    Tanque de rega no Solar dos Zagallos - Almada, Portugal

    Caleira de rega (no pomar de citrinos) e tanque, no Solar dos Zagallos - Sobreda, Almada.

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    Outros postais relacionados: O DIA MUNDIAL DA ÁGUA e JOGO DE CONTRASTES.

    Categoria: A ÁGUA